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sábado, 5 de dezembro de 2009

2006 - Viagem a França e Itália (Parte II)

8º Dia - Pontarlier/Baveno - 360 Km

Saímos do camping às 08.30 e voltámos para trás, para ir meter gasóleo nas bombas do supermercado L'Clerc, que tínhamos visto ontem ao passar. Demos ainda uma volta com a AC, tendo ido até à Gare
e passámos também na Porte Saint Pierre.

Seguimos depois pela estrada N57 até à fronteira da Suíça na direcção de Lausanne, e a partir da fronteira, onde estavam 14ºC, passámos a circular pela N9 até Lausanne.
Em Lausanne, quando estávamos parados num semáforo, parou ao nosso lado um emigrante português que nos falou. Levava ao seu lado um cãozito pequeno que parecia uma grande fera, pois não parava de ladrar.
Continuámos a partir daqui sempre ao lado do Lago Léman ou Lago de Genève, que é o segundo maior lago da Europa Ocidental, pela N9 até Montreux e nesta estrada verificámos que estávamos a atravessar uma zona vinícola, pois por toda aquela encosta que descia até ao lago, só se via vinha e o mais curioso é que estavam todas cobertas por uma rede que pensámos ser por causa dos pássaros.

De salientar que a fronteira com a França corta este lago ao meio no sentido do comprimento.
Sem parar nesta cidade, pois também não tínhamos francos suíços para os parquímetros,

continuámos pela mesma estrada até Bex, onde vimos uma indicação de umas minas de sal e virámos para lá, pensando que poderíamos pagar com o cartão de crédito.
Como já eram horas de almoço, parámos num parque e aí almoçámos. Depois do almoço fomos até às minas, mas como não vimos ninguém e nos pareceram não ser nada de especial, pois até pareciam estar abandonadas, voltámos para trás e continuámos pela N9 até Saint-Maurice, onde desta vez vimos a indicação de umas grutas que eram anunciadas como as mais espectaculares da Suíça.
Dirigimo-nos para lá e parámos num parque ali próximo. Para chegar à entrada da gruta, fomos cerca de 15 minutos sempre a subir, por um caminho íngreme e com um piso péssimo.

Logo no início da subida passámos pelo Castelo dos Governadores.

Verificámos nessa altura que eram as Grottes aux Fées e que foram as primeiras grutas da Suíça abertas ao público, em 1863. A temperatura no interior era de 10ºC e pudemos adquirir os bilhetes de entrada, pagando em euros.
A gruta não era nada de especial, limitando-se a ser um túnel na rocha, com 504 metros de comprimento e um desnível de 17 metros, que terminava num pequeno lago alimentado por uma cascata, que caía de uma altura de 77 metros.

Para sair, tivemos de voltar pelo mesmo caminho por onde tínhamos entrado. Enquanto estivemos dentro da gruta não entrou mais ninguém, pois teriam forçosamente de passar por nós e isso não aconteceu. Se estas eram as grutas mais espectaculares, como estavam anunciadas, imagino as outras.
Depois de sair, descemos o mesmo caminho e já na AC, continuámos pela N9 até Martigny e daqui para Sion e Brig,


virando nesta cidade, mas continuando na mesma estrada, para Simplonpass e Gondo, onde passámos a fronteira para Itália.

Seguimos então pela SS33 e a primeira localidade italiana logo a seguir à fronteira, foi Iselle. Continuámos até Baveno, nas margens do Lago Maggiore, onde ficámos no Camping Orchidea, tendo chegado às 19.30.

Este camping fica à beira do lago, na parte norte e tem uma praia privativa, com areia.

9º Dia - Baveno/Turim - 186 Km

Ontem depois do jantar começou a chover e a fazer alguma trovoada, mas acabou por passar.
Saímos do camping às 9 horas e seguimos sempre encostados ao lago, pela SS33 até Arona, que fica quase no sul do lago, onde fomos visitar o Sacro Monte de Arona.

Nele se encontra a Igreja de S. Carlo

e mais acima a Estátua de S. Carlo, que se ergue ao cimo de uma rampa e que tem a altura total de 35 metros, sendo 23,5 metros a altura da estátua e 11,5 metros o suporte.

O projecto inicial do Sacro Monte previa a construção de 15 capelas, serpenteando desde o lago até à praça actual e narrando visualmente através de estátuas e de frescos, os acontecimentos mais importantes da vida do santo (S. Carlo Borromeo). Por causa das guerras e dificuldades económicas, este projecto nunca foi elaborado, ficando-se pela estátua que foi erguida em 1624 e pela igreja.
Subimos até ao terraço que fica no cimo do suporte e aos pés da estátua, através de uma escada em caracol. De lá tinha-se uma vista espectacular sobre o Lago Maggiore.

No interior da estátua também se podia subir até aos ombros, mas ficámo-nos pelo terraço.
Após esta visita, continuámos pela SS142 para Biella e depois pela SS143 até Cavagliá, onde entrámos na SS593 que no fundo é a continuação da SS143 e a seguir, em Cigliano, na SS11 para Chivasso, tendo mais à frente desta cidade entrado na auto-estrada A4 para Turim e depois na tangencial até Grugliasco, onde chegámos a casa da C. às 15.30.
A C. (nossa neta) já está muito crescida e já gatinha e quer andar, mas ainda só agarrada. Também já tem seis dentes, dois em baixo e quatro em cima. Ela estranhou um pouco quando nos viu, mas passado um bocado já não era nada com ela e só queria brincar.

10º ao 17º Dia - Turim (Grugliasco) - 26.4 Km

Estivemos estes dias em Turim, mais própriamente em Grugliasco, em casa da C.
Saíamos de casa por volta do meio-dia e íamos como de costume ter ao emprego dela, na Piazza Solferino, para ir os três almoçar.

Depois do almoço dávamos uma volta, tendo num dos dias ido até ao Parco Cavalieri di Vittorio Veneto, que é junto ao Estádio Olímpico onde teve lugar a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano.

Num dos extremos do parque existe uma área de ACs e logo a seguir está uma zona militar, com campos de jogos, onde os militares vão fazer exercícios.
A meio do parque, em frente do estádio há um canal de água com cerca de 150 metros.

Há também uma zona para as crianças, com parque infantil e um carrossel.






Às 17.30 estávamos novamente junto do emprego da C. e quando ela saía íamos buscar a C. (neta) ao asilo (infantário), que ficava perto e seguíamos para casa.
Algumas vezes fomos até ao Parco Ruffini com a C. (neta), a C. e o F. e também andámos na zona onde estão a construir a futura casa deles, que fica próxima do parque, tendo verificado que já está bastante adiantada.
No parque a C. andava nos baloiços e nos escorregas e gostava muito, sendo que nos escorregas se lançava por ali abaixo, sem medo nenhum.
Também fomos um dia até ao Parco Pellerina ou Mario Carrara, que fica ao fundo do Corso Regina Margherita e que é muito grande, sendo um dos maiores parques da cidade, com cerca de 837000 m2 e um total de cerca de 10000 àrvores.

É atravessado em diagonal pelo rio Doria Riparia que vai desaguar no rio Pó.

Conta com um ringue de patinagem, campos de jogos, lagos,etc.

No 14º dia esteve práticamente todo o dia a chover e a temperatura baixou bastante. Eu apanhei uma valente constipação e andei a comprimidos durante três dias.
No 15º dia também choveu, mas já com menos intensidade e no 16º dia , embora também chovesse por alguns periodos, já esteve um pouco melhor.
No 17º dia continuou uma chuva miudinha, que vinha de vez em quando.

18º Dia - Turim/Fraga - 998.6 Km

Saímos de casa e de Turim às 07.45 e fomos pela auto-estrada A32 até Oulx, onde saímos para a SS24, indo nela até Claviere onde passámos a fronteira para França às 09.15 e entrámos a partir daqui na N94.

Parámos logo à entrada de Montgenèvre, numa àrea de ACs que ainda estava a ser construída, onde tomámos o pequeno almoço.

Após este, continuámos a viagem na direcção de Briançon e daqui para Gap, continuando depois na direcção de Orange e tendo parado para almoçar um pouco antes da fonte.
Depois do almoço prosseguimos, tendo parado na fonte, como é costume, para nos saciarmos.
Continuámos até Orange, onde entrámos na auto-estrada A9, por onde seguimos até Le Perthus, que é a fronteira com Espanha.
Entrámos em Espanha e seguimos pel AP7 até Barcelona, onde entrámos na A2, tendo saído dela para Fraga, onde ficámos no Camping Fraga, ao qual chegámos às 22 horas.
Depois de nos instalarmos, fomos jantar ao Restaurante do mesmo.

19º Dia - Fraga/Algueirão - 1116.4 Km

Saímos do camping às 9 horas e voltámos a entrar na A2 na direcção de Zaragoza, tendo depois continuado na mesma autovia até Madrid. Parámos para almoçar num restaurante à beira da estrada, ainda antes de chegar a Madrid.
Depois do almoço continuámos e passámos Madrid, entrando depois na A5 com destino a Badajoz e a Portugal.
Entrámos em Portugal às 20 horas (19 horas portuguesas) e saímos logo no Caia para ir ao supermercado Modelo, comprar qualquer coisa para comer. Voltámos para trás e entrámos na auto-estrada A6, tendo parado para jantar na àrea de serviço de Estremoz.
Depois de jantar continuámos pela auto-estrada até à Ponte 25 de Abril

e desta, pelo IC19 até ao Algueirão, onde chegámos pelas 22.30, tendo chegado ao fim desta viagem.

ESTATÍSTICA


__ Total de quilómetros: 5359.8
__ Total de gasóleo: 535.6 litros
__ Consumo médio aos 100 Km: 9.992 litros
__ Despesa com gasóleo: 547.08 €
__ Despesa com portagens: 85.55 €
__ Total de noites em campings: 9
__ Despesa com campings: 114.35 €
__ Despesa média com campings:
____________ Espanha: 13.25 €
____________ França: 11.26 €
____________ Itália: 20.30 €

Obs.: 2 Pessoas e autocaravana

domingo, 15 de novembro de 2009

2005 - Viagem a França e Itália (Parte II)

11º Dia - Turim - 15.1 Km

Hoje às 00.30 recebemos um telefonema da C. a dizer que a C. (tem a mesma inicial, mas o nome é diferente) já tinha nascido ontem às 23.18, com 3,360 Kg e que tinha corrido tudo bem.
Saímos do camping às 11 horas e fomos para a zona do hospital, onde consegui arranjar um lugar à sombra num parque de estacionamento ali perto, tendo aí almoçado.Após o almoço fomos visitar a C. e a recém-nascida C. e tirámos fotografias à bébé, que na altura tinha 14 horas de vida. A C. estava com algumas dores, pois tinha sido rasgada tendo levado vários pontos. A C. (bébé) ainda só estava a dormir, não se importando com o mundo à sua volta.
Saímos do hospital às 15 horas e fomos a pé até às Galerias 8 (que é um centro comercial na antiga fábrica da Fiat), onde demos uma volta a ver as montras, indo também ao supermercado ali existente, onde adquirimos alguns produtos.
De seguida fomos pôr as compras na AC e aproveitámos para lanchar, tendo voltado a sair para dar mais uma volta e fazer tempo para a visita das 19 horas.
Depois desta visita voltámos para o camping.

12º Dia - Turim - 0 Km

Hoje comprámos bilhetes para os transportes e deixámos a AC no camping. Saímos às 11 horas e fomos andando a pé, tendo ido sempre ao lado do rio Pó, por onde fazia bastante sombra.

Às 13 horas estávamos no hospital, depois de já termos parado e nos termos sentado num banco à sombra para almoçar umas sandes. Fomos à visita e vimos que a C. e a C. (que confusão de Cês) estavam ambas bem. A C. (bébé), tal como ontem, ainda só queria dormir.

Depois da visita fomos até um parque defronte do hospital e estivemos lá cerca de uma hora deitados na relva, pois fazia bastante calor.
Apanhámos depois um autocarro e fomos até à Via Pó e Piazza Castello, onde saboreámos um delicioso gelado (os gelados italianos são maravilhosos).
Seguimos para a Porta Nova, onde apanhámos outro autocarro para o hospital, indo à visita das 19 horas. Continuava tudo bem e a C. (bébé) já tinha feito a sua primeira mamada.
Regressámos ao camping e como já era tarde, jantámos no restaurante do mesmo.

13º Dia - Turim - 0 Km

Hoje quando ainda estávamos no camping, a C. deu sinal pelo telemóvel e fomos à cabine ligar-lhe (sempre sai mais barato do que em rooming). Ficámos a saber que ela ainda não saía hoje, porque a menina tinha perdido bastante peso e ía ficar mais um dia para ver se ela recuperava.
Saímos do camping às 12.10 e fomos apanhar o autocarro para o hospital. Mais uma vez vimos que a bébé só queria dormir e nem para comer acordava. Não admira que estivesse a perder peso.
Depois da visita fomos até ao parque que há perto e ali passámos a tarde, pois tem estado um calor insuportável. Voltámos à visita das 19 horas e no final regressámos ao camping.
No meio de tudo isto, escusado será dizer que o pai andava todo babado.

14º Dia - Turim/Bourg-Saint-Maurice - 216.3 Km

Telefonámos logo de manhã à C. a saber se iria sair hoje, mas ela ainda não sabia.
Resolvemos sair do camping e ir dar uma volta, até termos a confirmação. Saímos às 11.40 e fomos para o parque perto do hospital, pois entretanto a C. tinha telefonado a dizer que ainda não sabia quando saía e então fomos à visita das 13 horas. A C. estava à espera do resultado de uns exames que tinham feito à bébé e só depois saberia se saía ou não.
Depois da visita, como esperávamos que ela saísse, resolvemos ir dar uma volta durante o fim de semana. Apanhámos a Tangencial e quando já íamos nela, a C. telefonou a dizer que não saía hoje, mas resolvemos continuar o nosso passeio, pois também não resolvíamos nada ficando lá.
Fomos pela auto-estrada até Susa, onde saímos e seguimos pela SS25 para Moncenisio, entrando aqui em França e seguindo pela N6 até Lanslebourg, onde virámos pela D902, passando pelo Col de L'Iseran que fica a 2770 metros de altitude, no Parc National de la Vanoise.








Continuámos nesta estrada até à N90, indo para Bourg de St. Maurice, onde ficámos no Camping Le Versoyen, tendo chegado às 20.40. Quando chegámos, a recepção já estava fechada e no bar onde me dirigi, indicaram-me a zona onde poderia pernoitar.
15º Dia - Bourg-Saint-Maurice/Arvier - 91.4 Km

Saímos do camping às 09.30 e fomo-nos abastecer a um supermercado, dirigindo-nos depois pela N90 na direcção do Col du Petit Saint-Bernard.
O caminho foi todo a subir e parámos em La Rosière a 1850 metros de altitude, para tirar fotografias.







Após obter algumas imagens, continuámos a viagem até ao Col du Petit Saint-Bernard, em italiano Colle del Piccolo San Bernardo, que fica a 2188 metos e por onde entrámos em Itália para o Valle d'Aosta.Os romanos traçaram uma via que passava por aqui, para ligar Roma a Lyon e mais tarde, no séc. XI, Saint Bernard fundou um hospício para abrigar os peregrinos e viajantes. Este hospício foi sucessivamente destruído por guerras e incêndios, mas foi sempre reconstruído e é hoje um centro de turismo e informação.
Em 1902 foi construída uma estátua em honra de St. Bernard.
Parámos no Col para almoçar e para mais umas fotos.
Depois do almoço seguimos pela SS26, passando por La Thuile a 1441 metros de altitude, até Pre-St. Didier, onde virámos para Courmayeur a 1224 metros, onde parámos.Courmayeur é uma comuna italiana da região do Vale de Aosta e lá se pode apanhar o teleférico para o Monte Branco.
Andámos um pouco pela rua pedonal e fomos até ao Santuário de Notre Dame de la Guérison, fundado em 1781 e reconstruído durante a segunda metade do séc. XIX.
Neste local telefonámos à C. e ela disse que já tinha saído do hospital e já se encontrava em casa.
Voltámos depois para trás e seguimos sempre pela SS26 na direcção de Aosta, parando em Arvier, onde ficámos no Camping Arvier, tendo chegado às 17.30.

16º Dia - Arvier/Cogne - 83.9 Km

Saímos do camping às 09.30 e virámos logo a seguir para Introd, descendo depois todo o Vale de Valsavarenche, que fica no Parco Nazionale del Gran Paradiso, até Pont que está a 1955 metros de altitude e onde estacionámos às 10.30.
O Parc Nazionale del Gran Paradiso foi o primeiro parque nacional em Itália e compreende um vasto território montanhoso, que vai dos 800 metros no fundo dos vales aos 4061 metros no cimo do Gran Paradiso e é uma àrea natural protegida.
Fomos depois fazer o percurso pedestre do Gran Paradiso, partindo às 10.45 e começando por atravessar o rio Savara. De início o caminho é plano e segue ao lado do rio, para depois começar a serpentear pela serra acima com algumas zonas bastante íngremes.



Por várias vezes pensámos em desistir da subida e voltar para trás, mas venceu sempre a teimosia, pois já que tínhamos ido até ali, poderia já faltar pouco e era pena não irmos até ao fim.
Chegámos lá acima, ao Refúgio Vittorio Emanuele que fica a 2732 metros de altitude, às 13.55, tendo portanto demorado 3 horas e 10 minutos.O caminho é soberbo, com vistas admiráveis que vão mudando conforme as curvas vão aparecendo.
Como não levávamos nada para comer, resolvemos almoçar no restaurante do refúgio e pedimos um "prato aostelano", que não sabíamos o que era e pensávamos ser uma especialidade confeccionada da região. Quando nos serviram, verificámos que não era um prato cozinhado, mas sim um prato de carnes frias que constava de presunto, duas fatias de queijo diferente, várias rodelas de chouriço, um género de paio ou salpicão, uma ou duas fatias de uma gordura (parecia toucinho gordo mas que era muito boa) e pão. No final, como vimos estarem a comer sopa, pedimos também duas "minestrones".
No fim do almoço tirámos algumas fotografias ali na zona, junto a um pequeno lago, onde se podiam ver marmotas e cabras montesas.

Iniciámos a descida, tendo demorado 2 horas e 10 minutos. Já na AC, fizemos o mesmo caminho até Introd, onde virámos na direcção de Aosta e onde apanhámos bastante trânsito. Virámos um pouco mais à frente, em Aymavilles, fazendo então todo o Vale de Cogne, até esta localidade.
Quando chegámos e nos preparávamos para procurar um camping, vimos uma Àrea de ACs, onde já se encontravam muitas estacionadas.

Resolvemos que ficaríamos também ali e fomos lá estacionar eram 18.50. Pagava-se 8 € para passar a noite e tinha água e despejos para as ACs. Vimos depois que também estavam a construir casas de banho. Era uma àrea grande e que achámos boa.
Depois de jantar fomos dar uma volta curta pelo centro, que ficava a dois passos dali e passámos primeiro pela Igreja.


17º Dia - Cogne/Torre Daniele - 249.6 Km

Depois de tomar o pequeno almoço fomos até ao centro, onde adquirimos as habituais recordações, após o que regressámos à àrea das ACs e saímos às 10.45 com destino a Turim, pois a C. fazia 31anos e tínhamos ficado de ir almoçar lá a casa.
Subimos novamente até Aymavilles e aqui tomámos a direcção de Aosta, onde entrámos na auto-estrada A5 até Turim.
Chegámos a casa da C. às 12.30 estivemos a fazer um churrasco na varanda. Depois do almoço ficámos lá um bocado e voltámos a sair às 18.45. Dirigimo-nos para a tangencial e depois entrámos na auto-estrada A5 na direcção de Aosta, saindo dela para Settimo Vittone e entrando na SS26, tendo virado para Aosta à procura do camping. Andámos ainda alguns quilómetros até Pont St.-Martin, onde vimos que o camping que procurávamos ficava para trás. Invertemos então o sentido de marcha e voltando ao ponto onde tínhamos saído da auto-estrada, continuámos na direcção de Ivrea e logo à frente, a poucos metros, vimos a indicação do camping em Torre Daniele.
Chegámos às 20.30 ao Camping Mombarone.Depois de jantar começou a chover e a fazer alguma trovoada.

18º Dia - Torre Daniele/Brusson - 136.6 Km

Hoje tivemos uma noite toda de chuva que por vezes era torrencial. Saímos do camping às 10 horas e fomos pela SS26 até Pont St.-Martin, onde virámos para o Valle di Gressoney, tendo ido até Gressoney-la-Trinité, que fica a 1635 metros de altitude e onde parámos. Todo este caminho foi feito debaixo de chuva e em algumas zonas chovia com tal intensidade, que a estrada parecia um mar de água, fazendo grandes repuxos à passagem dos carros. Quando parámos, tinha parado de chover e fomos dar uma volta a pé, mas antes de regressarmos à AC, já tinha recomeçado e chegámos todos molhados pois não tínhamos chapéus de chuva.Voltámos a descer o vale até Pont St.-Martin, onde seguimos novamente pela SS26 até Verrès, virando aqui para o Valle d'Ayas e passando por Brusson, onde vimos que havia uma àrea de ACs.
Continuámos na estrada e virámos mais à frente para Antagnod, descendo a seguir até Champoluc. Como não parava de chover, não deu para ir ver nada a não ser através dos vidros da AC em andamento.
Voltámos para trás até Brusson, onde fomos estacionar na Àrea de ACs, tendo aí chegado às 16.45.
19º Dia - Brusson/Valtournenche - 90.9 Km

Ontem à noite a claraboia por cima da nossa cama estava a pingar, devido à chuva e tivemos que dormir na outra cama, pois tínhamos um alguidar em cima dela para não molhar o colchão. Esta noite, embora menos do que ontem, também foi uma noite de chuva. Felizmente de manhã quando acordámos, o dia já não tinha nada a ver com o de ontem, pois o sol já brilhava.
Saímos da àrea às 09.30 e voltámos para Antagnod, onde estacionámos junto a um miradouro que ficava a 1769 metros de altitude e de onde se avistavam as montanhas.Esta pequena localidade fica numa encosta e descemos depois a pé até à Igreja Paroquial de Saint Martin, que é de forma rectangular, com três naves separadas por colunas de pedra e o seu altar barroco é magnífico, todo ele em madeira esculpida e trabalhada.Depois de visitarmos esta igreja, continuámos a viagem para Champoluc e seguimos até Saint-Jacques, que é o último povoado do vale.Regressámos a Champoluc, onde estacionámos junto à Igreja e andámos a pé a ver a povoação, que se encontra a 1568 metros de altitude e é muito bonita, com as suas casas todas em madeira, ou em pedra e depois forradas a madeira e muito floridas, aliás como em toda esta região da Aosta, o que lhes dá um aspecto agradável.Após este passeio voltámos para Brusson e parámos na àrea onde tínhamos dormido, para fazer o almoço e almoçar.
Depois do almoço descemos novamente este vale até Verrès, onde entrámos na SS26, seguindo até Chatillon e virando aqui para o Valle Valtournenche, tendo subido até Valtournenche, onde ficámos no Camping Glair. Chegámos às 15.30 e já não saímos.

20º Dia - Valtournenche/Aosta - 76.4 Km

Após uma noite bastante fria, saímos do camping às 10 horas e fomos até Breuil Cervinia, que fica a 2050 metros de atitude, onde estacionámos e fomos apanhar o funicular para o Monte Cervino, depois de comprar os bilhetes e uma senha para o almoço no Refúgio.
Esta subida em funicular é feita em três etapas, sendo a primeira numa cabine que leva 85 pessoas e nos sobe até Plan Maison a 2581 metros, a segunda, em cabines de 12 lugares, leva-nos a Cima Bianche que está a 2803 metros e a terceira e última etapa é feita em cabines de 140 lugares, que nos levam até ao Refúgio Guide del Cervinio, o qual se encontra a 3480 metros de altitude.Quando chegámos lá acima, estavam 5º C negativos (mês de Agosto) e fazia um frio de rachar. Entrámos logo para o refúgio, onde se sentia um agradável calor, tendo de se despir os casacos. Almoçámos "Polenta" com carne de vitela, vinho e água, sobremesa e café. A Polenta é um prato típico da região do Vale de Aosta e Piemonte.
Depois do almoço e já agasalhados, fomos muito rápidamente tirar algumas fotografias, pois não se podia estar lá em cima. Voltámos para baixo e fomos dar uma volta em Breuil, que tem uma rua pedonal cheia de lojas dos mais variados artigos.Retomámos a seguir novamente a estrada do vale para Chatillon. Uma vez aqui e pela SS26, seguimos para Aosta, tendo ainda saído desta estrada para Fenis, onde fomos visitar o Castelo, que é uma obra medieval de 1242, construído pela família Challant num local pouco estratégico, mais para mostrar o poder financeiro de que dispunha do que própriamente para defesa. Na época constava apenas a Torre quadrada e o Pombal do lado sul, uns corpos de habitação e uma muralha. Foi no séc. XIV que houve significativas modificações que deram lugar à sua fisionomia actual.








Este castelo encontra-se num estado maravilhoso de conservação e devido a isso, tem sido utilizado como cenário em filmes.
Depois da visita voltámos à SS26 e desta vez fomos mesmo até Aosta, onde pernoitámos numa Àrea de ACs, localizada logo à entrada da cidade, a qual já se encontrava práticamente cheia e onde chegámos às 20.30.

21º Dia - Aosta - 0 Km

Aosta é a capital do Vale de Aosta, que é uma região autónoma e oficialmente bilingue, adoptando tanto a língua italiana como a francesa. Ela conserva a planta urbanística original, desde a sua fundação pelos romanos no ano 25 a.C.
Saímos da área de ACs às 09.30 e fomos a pé até ao Arco Romano de Augusto, que data do séc. I a.C., seguindo depois pela Via Sant Anselmo, que é uma rua pedonal.A meio desta rua virámos à direita e fomos ao Complexo di Sant'Orso, que é composto pela Basilica di S. Lorenzo,

os Claustros,

a Torre, que mede 46 metros de altura com quatro andares e janelas perto do seu topo. Foi construída entre 994 e 1025 e teve alguma reconstrução no séc. XV, sendo o edifício medieval mais importante da cidade.

e as Ruínas da antiga igreja.Voltámos à Via Sant Anselmo e continuámos por ela até à Porta Pretoriana, que também data do séc. I a.C. e era a maior das quatro portas da Aosta romana, que tem preservadas as suas formas originais.Fomos até às ruínas do Teatro Romano, cuja fachada que se mantém de pé tem 22 metros de altura e que podia levar 4000 espectadores.Continuámos e passámos na Piazza Emilio Chamoux, onde se situa o Hotel de Ville.Continuámos e fomos visitar a Cattedrale di S. Maria Assunta (Nossa Senhora da Assunção), que fica nas imediações e que começou a ser construída no séc. XI, no local onde antes existia uma do séc. IV, e foi muitas vezes remodelada. Ela apresenta uma fachada neo-clássica muito bonita, que foi construída entre 1846 e 1848. É o edifício cristão mais importante da região e também o mais antigo. Na sua cripta, a abóboda assenta sobre dez colunas de pedra.
Passámos depois junto ao Museo Archeologico Regionale e fomos até à Tour Neuve, que é uma velha torre cilindrica situada num dos cantos da muralha romana da cidade.

Viemos pela Via Edouard Aubert até à praça onde se localiza a câmara e depois pelas mesmas ruas até à àrea das ACs, onde almoçámos.
Depois do almoço estivemos a descansar até às 16 horas e fomos a seguir apanhar o teleférico para Pila, que fica junto à estação dos caminhos de ferro. Eram já 17 horas e quando fui comprar os bilhetes, a empregada disse que ele demorava 20 minutos para cada lado e a última descida era às 18 horas. Hesitámos um pouco mas lá acabámos por ir, sendo que lá em cima foi mesmo só o tempo de tirar umas fotografias e regressar. Na fotografia abaixo pode ver-se lá ao fundo a cidade de Aosta.

Quando lá estávamos, andava um helicóptero a transportar baldes de argamassa para uma qualquer obra que estariam a fazer na montanha. Ficámos com pena de ter ido tão tarde, pois verificámos que com mais tempo dava para se fazer caminhadas. Havia também muitas pessoas deitadas ao sol.. Pila está a 1800 metros de altitude e lá de cima conseguimos ter uma visão sobre todos os montes ali à volta e que são: o Rosa, o Cervino, o Branco e o Gran Paradiso.

Voltámos para baixo e fomos para a AC e por lá ficámos.

Continua...