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sábado, 5 de dezembro de 2009

2006 - Viagem a França e Itália (Parte II)

8º Dia - Pontarlier/Baveno - 360 Km

Saímos do camping às 08.30 e voltámos para trás, para ir meter gasóleo nas bombas do supermercado L'Clerc, que tínhamos visto ontem ao passar. Demos ainda uma volta com a AC, tendo ido até à Gare
e passámos também na Porte Saint Pierre.

Seguimos depois pela estrada N57 até à fronteira da Suíça na direcção de Lausanne, e a partir da fronteira, onde estavam 14ºC, passámos a circular pela N9 até Lausanne.
Em Lausanne, quando estávamos parados num semáforo, parou ao nosso lado um emigrante português que nos falou. Levava ao seu lado um cãozito pequeno que parecia uma grande fera, pois não parava de ladrar.
Continuámos a partir daqui sempre ao lado do Lago Léman ou Lago de Genève, que é o segundo maior lago da Europa Ocidental, pela N9 até Montreux e nesta estrada verificámos que estávamos a atravessar uma zona vinícola, pois por toda aquela encosta que descia até ao lago, só se via vinha e o mais curioso é que estavam todas cobertas por uma rede que pensámos ser por causa dos pássaros.

De salientar que a fronteira com a França corta este lago ao meio no sentido do comprimento.
Sem parar nesta cidade, pois também não tínhamos francos suíços para os parquímetros,

continuámos pela mesma estrada até Bex, onde vimos uma indicação de umas minas de sal e virámos para lá, pensando que poderíamos pagar com o cartão de crédito.
Como já eram horas de almoço, parámos num parque e aí almoçámos. Depois do almoço fomos até às minas, mas como não vimos ninguém e nos pareceram não ser nada de especial, pois até pareciam estar abandonadas, voltámos para trás e continuámos pela N9 até Saint-Maurice, onde desta vez vimos a indicação de umas grutas que eram anunciadas como as mais espectaculares da Suíça.
Dirigimo-nos para lá e parámos num parque ali próximo. Para chegar à entrada da gruta, fomos cerca de 15 minutos sempre a subir, por um caminho íngreme e com um piso péssimo.

Logo no início da subida passámos pelo Castelo dos Governadores.

Verificámos nessa altura que eram as Grottes aux Fées e que foram as primeiras grutas da Suíça abertas ao público, em 1863. A temperatura no interior era de 10ºC e pudemos adquirir os bilhetes de entrada, pagando em euros.
A gruta não era nada de especial, limitando-se a ser um túnel na rocha, com 504 metros de comprimento e um desnível de 17 metros, que terminava num pequeno lago alimentado por uma cascata, que caía de uma altura de 77 metros.

Para sair, tivemos de voltar pelo mesmo caminho por onde tínhamos entrado. Enquanto estivemos dentro da gruta não entrou mais ninguém, pois teriam forçosamente de passar por nós e isso não aconteceu. Se estas eram as grutas mais espectaculares, como estavam anunciadas, imagino as outras.
Depois de sair, descemos o mesmo caminho e já na AC, continuámos pela N9 até Martigny e daqui para Sion e Brig,


virando nesta cidade, mas continuando na mesma estrada, para Simplonpass e Gondo, onde passámos a fronteira para Itália.

Seguimos então pela SS33 e a primeira localidade italiana logo a seguir à fronteira, foi Iselle. Continuámos até Baveno, nas margens do Lago Maggiore, onde ficámos no Camping Orchidea, tendo chegado às 19.30.

Este camping fica à beira do lago, na parte norte e tem uma praia privativa, com areia.

9º Dia - Baveno/Turim - 186 Km

Ontem depois do jantar começou a chover e a fazer alguma trovoada, mas acabou por passar.
Saímos do camping às 9 horas e seguimos sempre encostados ao lago, pela SS33 até Arona, que fica quase no sul do lago, onde fomos visitar o Sacro Monte de Arona.

Nele se encontra a Igreja de S. Carlo

e mais acima a Estátua de S. Carlo, que se ergue ao cimo de uma rampa e que tem a altura total de 35 metros, sendo 23,5 metros a altura da estátua e 11,5 metros o suporte.

O projecto inicial do Sacro Monte previa a construção de 15 capelas, serpenteando desde o lago até à praça actual e narrando visualmente através de estátuas e de frescos, os acontecimentos mais importantes da vida do santo (S. Carlo Borromeo). Por causa das guerras e dificuldades económicas, este projecto nunca foi elaborado, ficando-se pela estátua que foi erguida em 1624 e pela igreja.
Subimos até ao terraço que fica no cimo do suporte e aos pés da estátua, através de uma escada em caracol. De lá tinha-se uma vista espectacular sobre o Lago Maggiore.

No interior da estátua também se podia subir até aos ombros, mas ficámo-nos pelo terraço.
Após esta visita, continuámos pela SS142 para Biella e depois pela SS143 até Cavagliá, onde entrámos na SS593 que no fundo é a continuação da SS143 e a seguir, em Cigliano, na SS11 para Chivasso, tendo mais à frente desta cidade entrado na auto-estrada A4 para Turim e depois na tangencial até Grugliasco, onde chegámos a casa da C. às 15.30.
A C. (nossa neta) já está muito crescida e já gatinha e quer andar, mas ainda só agarrada. Também já tem seis dentes, dois em baixo e quatro em cima. Ela estranhou um pouco quando nos viu, mas passado um bocado já não era nada com ela e só queria brincar.

10º ao 17º Dia - Turim (Grugliasco) - 26.4 Km

Estivemos estes dias em Turim, mais própriamente em Grugliasco, em casa da C.
Saíamos de casa por volta do meio-dia e íamos como de costume ter ao emprego dela, na Piazza Solferino, para ir os três almoçar.

Depois do almoço dávamos uma volta, tendo num dos dias ido até ao Parco Cavalieri di Vittorio Veneto, que é junto ao Estádio Olímpico onde teve lugar a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano.

Num dos extremos do parque existe uma área de ACs e logo a seguir está uma zona militar, com campos de jogos, onde os militares vão fazer exercícios.
A meio do parque, em frente do estádio há um canal de água com cerca de 150 metros.

Há também uma zona para as crianças, com parque infantil e um carrossel.






Às 17.30 estávamos novamente junto do emprego da C. e quando ela saía íamos buscar a C. (neta) ao asilo (infantário), que ficava perto e seguíamos para casa.
Algumas vezes fomos até ao Parco Ruffini com a C. (neta), a C. e o F. e também andámos na zona onde estão a construir a futura casa deles, que fica próxima do parque, tendo verificado que já está bastante adiantada.
No parque a C. andava nos baloiços e nos escorregas e gostava muito, sendo que nos escorregas se lançava por ali abaixo, sem medo nenhum.
Também fomos um dia até ao Parco Pellerina ou Mario Carrara, que fica ao fundo do Corso Regina Margherita e que é muito grande, sendo um dos maiores parques da cidade, com cerca de 837000 m2 e um total de cerca de 10000 àrvores.

É atravessado em diagonal pelo rio Doria Riparia que vai desaguar no rio Pó.

Conta com um ringue de patinagem, campos de jogos, lagos,etc.

No 14º dia esteve práticamente todo o dia a chover e a temperatura baixou bastante. Eu apanhei uma valente constipação e andei a comprimidos durante três dias.
No 15º dia também choveu, mas já com menos intensidade e no 16º dia , embora também chovesse por alguns periodos, já esteve um pouco melhor.
No 17º dia continuou uma chuva miudinha, que vinha de vez em quando.

18º Dia - Turim/Fraga - 998.6 Km

Saímos de casa e de Turim às 07.45 e fomos pela auto-estrada A32 até Oulx, onde saímos para a SS24, indo nela até Claviere onde passámos a fronteira para França às 09.15 e entrámos a partir daqui na N94.

Parámos logo à entrada de Montgenèvre, numa àrea de ACs que ainda estava a ser construída, onde tomámos o pequeno almoço.

Após este, continuámos a viagem na direcção de Briançon e daqui para Gap, continuando depois na direcção de Orange e tendo parado para almoçar um pouco antes da fonte.
Depois do almoço prosseguimos, tendo parado na fonte, como é costume, para nos saciarmos.
Continuámos até Orange, onde entrámos na auto-estrada A9, por onde seguimos até Le Perthus, que é a fronteira com Espanha.
Entrámos em Espanha e seguimos pel AP7 até Barcelona, onde entrámos na A2, tendo saído dela para Fraga, onde ficámos no Camping Fraga, ao qual chegámos às 22 horas.
Depois de nos instalarmos, fomos jantar ao Restaurante do mesmo.

19º Dia - Fraga/Algueirão - 1116.4 Km

Saímos do camping às 9 horas e voltámos a entrar na A2 na direcção de Zaragoza, tendo depois continuado na mesma autovia até Madrid. Parámos para almoçar num restaurante à beira da estrada, ainda antes de chegar a Madrid.
Depois do almoço continuámos e passámos Madrid, entrando depois na A5 com destino a Badajoz e a Portugal.
Entrámos em Portugal às 20 horas (19 horas portuguesas) e saímos logo no Caia para ir ao supermercado Modelo, comprar qualquer coisa para comer. Voltámos para trás e entrámos na auto-estrada A6, tendo parado para jantar na àrea de serviço de Estremoz.
Depois de jantar continuámos pela auto-estrada até à Ponte 25 de Abril

e desta, pelo IC19 até ao Algueirão, onde chegámos pelas 22.30, tendo chegado ao fim desta viagem.

ESTATÍSTICA


__ Total de quilómetros: 5359.8
__ Total de gasóleo: 535.6 litros
__ Consumo médio aos 100 Km: 9.992 litros
__ Despesa com gasóleo: 547.08 €
__ Despesa com portagens: 85.55 €
__ Total de noites em campings: 9
__ Despesa com campings: 114.35 €
__ Despesa média com campings:
____________ Espanha: 13.25 €
____________ França: 11.26 €
____________ Itália: 20.30 €

Obs.: 2 Pessoas e autocaravana

sábado, 21 de novembro de 2009

2005 - Viagem a França e Itália (Parte III)

22º Dia - Aosta/Torre Daniele - 258 Km

Saímos da àrea de ACs às 09.25 e fomos sempre pela SS26 até Turim, onde entrámos na tangencial até sair para Grugliasco, tendo chegado a casa da C. cerca do meio-dia.
Ao chegar já notámos alguma diferença na C. (neta), pois está a aproveitar muito bem as mamadas que faz. Almoçámos todos juntos e depois do almoço ficámos em casa, só tendo saído pelas 18 horas para dar um passeio com a bebé. Fomos até ao Parco Ruffini e passámos pela zona onde decorre a construção da futura casa da C..
Pelas 19.15 separámo-nos e seguimos na direcção de Rivoli, para irmos ficar no camping em Caselette, uma vez que já era tarde para irmos para mais longe, mas após várias tentativas infrutíferas e de termos perguntado, acabámos por entrar na tangencial e seguir pela auto-estrada para Torre Daniele, para o Camping Mombarone, onde já tínhamos estado na 2ª feira passada e por isso já sabermos onde era e não termos de perder tempo à procura dele. Chegámos às 21.15.

23º Dia - Torre Daniele/Alagna Valsesia - 173.1 Km

Saímos do camping às 09.45 e fomos pela SS26 até Ivrea, onde virámos pela SS338 até Biella. Em Biella seguimos pela SS144 até ao Santuário de Oropa, onde estacionámos.
Este é um Santuário mariano que está situado a 1200 metros de altitude, num maravilhoso vale das montanhas. Passou por diversas transformações até chegar às dimensões que apresenta hoje, passando de um lugar de passagem a um lugar de peregrinação religioso. Apresenta-se em três níveis com terraços, desde a entrada no fundo até à Basílica Nova no cimo. Ao chegar, deparamo-nos com um grande hall com edifícios laterais, onde funcionam restaurantes e outros serviços. Ao fundo deste hall, temos uma grande escadaria em granito,que dá acesso a uma monumental arcada, apoiada sobre colunas e que serve de passagem para um segundo patamar onde ao centro se encontra o belo Chafariz de Burnell, de forma octogonal, com várias bicas e umas conchas (tipo concha de sopa) penduradas, por onde as pessoas bebem a água que vai caindo.

Logo a seguir encontra-se a velha Basílica, onde se venera a Madona Negra. No interior encontra-se o sacrário que preserva a estátua da Madona Negra.
















Passando a Basílica, vamos dar a outra grande escadaria que nos conduz à Basílica Superior, cuja construção se iniciou em 1885, tendo os estudos para a sua edificação demorado mais de um século, executados por numerosos arquitectos franceses.

Foi consagrada em 1960. O seu interior é composto por duas zonas: uma octogonal com uma cúpula de mais de 80 metros suportada por colunas e tendo ao seu redor seis capelas laterais; e uma redonda, onde está o altar, com uma cúpula pequena. Esta Basílica pode levar 3000 fiéis. Toda a zona central defronte da Basílica, estava vedada e encontrava-se em obras de embelezamento.
Depois de visitar a Basílica, voltámos a descer e fomos almoçar num daqueles restaurantes que havia e comemos a típica "Polenta Concha" e um prato à base de carne, que era comida regional piemontense.
Depois do almoço demos mais uma volta e regressámos à AC, tomando o caminho novamente para Biella e daqui fomos pela SS142 até Romagnano, virando nesta localidade pela SS299 na direcção de Varallo e continuando depois até Alagna, onde ficámos no Camping Alagna.









Chegámos às 17.30 e na recepção do camping, a senhora ao ver que éramos portugueses, disse que éramos os primeiros portugueses a vir a este camping e perguntou-me se tinha euros portugueses, trocando então alguns poucos que a M.A. ainda tinha.
Depois de nos instalarmos, fomos dar um passeio a pé, indo até à zona onde se apanha o teleférico para os montes em redor.







Voltámos para o camping e por lá nos mantivemos.

24º Dia - Alagna Valsesia/Castelletto sopra Ticino - 96.6 Km

Saímos do camping às 09.15 e fomos a pé até ao teleférico, para irmos à montanha. Comprámos os bilhetes para Punta Indren, que fica no Monte Rosa e que era a subida mais alta, pois fica a 3260 metros de altitude. Juntamente com os bilhetes, adquirimos também a senha para almoçar no restaurante lá em cima. Apanhámos o teleférico às 09.45 e esta subida foi feita em três etapas, sendo a primeira em cabines pequenas de seis lugares e que demorou 13 minutos. A seguir andámos um pouco a pé e fomos para a segunda etapa, que foi feita em cadeirinhas de dois lugares e demorou 15 minutos. É claro que a M.A. não gostou nada assim que as viu, mas lá se encheu de coragem e subimos. No fim da 2ª etapa e antes de irmos para a 3ª, andámos um pouco pela montanha para descomprimir e estivemos sentados ao sol a descansar. A terceira etapa foi em cabines de 30 lugares e demorou cerca de 10 minutos.









Uma vez lá em cima, tirámos algumas fotografias e fiz as minhas filmagens e ao meio-dia fomos para o restaurante.
















Depois do almoço viemos para baixo pelos mesmos meios e fomos ao camping buscar a AC, tendo saído deste às 14.45. Fizemos a mesma estrada que tínhamos feito ontem, até Romagnano, onde virámos para Arona e daqui para Castelletto sopra Ticino, tendo ficado no Camping La Quercia, à beira do Lago Maggiore, no sul do mesmo e onde chegámos às 17.15.

25º Dia - Castelletto sopra Ticino/Isella di Civate - 191.4 Km

Saímos do camping às 09.15 e fomos direito a Varese, onde subimos até ao Santuário do Sacro Monte de Varese, que fica no Parco del Campo dei Fiori.

Sacro Monte, numa tradução livre, é um complexo de devoção localizado no alto de uma montanha, formado por várias capelas onde estão representadas com pinturas e esculturas, cenas da vida de Cristo, de Maria e dos Santos. Foram construídos no séc. XV.
O Sacro Monte de Varese tem 2 Km de extensão e 14 capelas, que foram divididas em grupos de 5 separadas por arcos, sendo que a 15ª não é exactamente uma capela, mas um santuário no final do percurso.
Estacionámos no alto e aí almoçámos, com uma linda vista. Depois do almoço descemos a pé até à primeira capela, que é dedicada à Anunciação e começámos a subir, passando por todas as outras até chegar à Basílica.





No átrio da Basílica ergue-se uma estátua do Papa Paulo VI.

Entrámos na Basílica, que achámos encantadora por dentro.















Depois da visita voltámos para a AC e descemos até Varese, seguindo depois pela SS233 para Ponte Tresa, entrando aqui na Suíça e continuando até Lugano, viajando sempre ao lado do Lago de Lugano.

Virámos a seguir para Gandria e voltámos mais à frente a entrar na Itália e seguimos pela SS340, que é uma estrada bastante estreita, continuando sempre ao lado do Lago até Porlezza, onde parámos para obter mais algumas fotografias.

Continuámos pela mesma estrada até Mennaggio, que já fica no Lago de Como e descemos sempre ao lado deste até Como, passando por Tremezzo, que é uma localidade bastante turística e onde se fazem passeios de barco no lago.

Em Como, que é uma grande cidade, seguimos pela SS342 e SS639 na direcção de Lecco, ficando um pouco antes, em Isella di Civate, no Camping Due Laghi, onde chegámos às 19.30.

26º Dia - Isella di Civate/Ceresole Reale - 309.7 Km

Saímos do camping às 09 horas e fomos pela SS583 até Lecco, onde virámos para Bellagio, que é uma comuna na região da Lombardia que fica na confluência do Lago de Lecco com o Lago de Como e é uma atracção turística desde o séc. XIX. Esta estrada, além de muito estreita é também muito bonita, pois mantém-se sempre ao lado do Lago de Lecco.
Quando chegámos a Bellagio, estacionámos e fomos visitar os Jardins da Vila Melzi, que apesar da publicidade não são nada de especial, limitando-se a ter espaços relvados e diversas àrvores de várias partes do mundo, tudo isto localizado à beira do lago.

A Vila Melzi foi construída de 1808 a 1810 pelo vice-presidente da República Italiana na era napoleónica, para sua residência de verão. É constituída pelo palácio, que tem um escadaria que vai até ao lago e pelos jardins. Apenas o jardim é visitado e este estende-se à beira do lago por aproximadamente 1Km.

Depois da visita, fomos dar uma volta a pé por Bellagio

e subimos algumas ruas que são em escadarias, pois Bellagio começa junto ao lago e estende-se por uma encosta acima.




























Visitámos a Basílica de S. Giacomo, que é do séc. XII e toda em pedra.

Regressámos depois à AC e retomámos a estrada SS583 agora em direcção a Como. Também esta estrada, que aliás é a mesma mas contornando o lago em sentido contrário, é estreita e bonita.
Parámos um pouco à frente para almoçar. Após o almoço retomámos a viagem e fomos até Como, seguindo depois para Milão. Em Milão, tomámos a direcção de Novara e daqui para Vercelli, seguindo depois pela R11 até Cigliano, onde virámos para Caluso, S.Giorgio, Castellamonte e a partir daqui pela estrada SS460 até Ceresole Reale, seguindo um pouco mais para a frente, até Villa, onde chegámos às 19.45 e ficámos no Camping Villa, que ficava a 1612 metros de altitude.

27º Dia - Ceresole Reale/Casellette - 134.7 Km

Ontem à noite e durante esta noite ainda caiu alguma chuva, mas quando nos levantámos não chovia, embora o sol também ainda não tivesse aparecido e na AC marcava 14º C.
Saímos do camping às 10 horas e fomos até ao Colle del Nivolet, que fica a 2612 metros de altitude, dentro da àrea protegida do Parco Nazionale del Gran Paradiso. O caminho é todo em estrada de montanha, o que significa que é estreita e toda em curvas.

Uma vez lá no alto avançámos mais um pouco, mas desta vez a descer, até ao Refúgio di Savoie, que fica a 2533 metros.

Parámos junto ao Lago de Nivolet, que fica em frente do refúgio e é onde a estrada também termina. A partir dali só a pé ou de bicicleta, mas como estava a chover não fomos dar nenhum passeio.

Estivemos lá parados durante alguns minutos e só eu saí para filmar e fotografar.
Regressámos pelo mesmo caminho e na descida para Ceresole Reale, parámos no Rifúgio Guido Muzio, que fica a 1667 metros de altitude e aí almoçámos.

Depois do almoço continuámos a descida até Cuorgnè e a partir daqui seguimos a indicação de Turim até entrar na tangencial e saindo dela para a SS24 na direcção de Susa, parando em Casellette no Camping Mill Park, onde chegámos às 16 horas.
Na descida do monte e até um pouco mais à frente de Cuorgnè, esteve sempre a chover e durante o resto da tarde, já depois de estarmos no camping, também voltou a chover.

28º Dia - Casellette/Turim - 32.6 Km

Saímos do camping às 09.10 e fomos pela SS24 até entrar na tangencial e saímos dela para Grugliasco, tendo chegado a casa da C. às 11 horas.
Almoçámos e estivemos em casa o resto do dia, pois amanhã vai começar o regresso a casa. A C. (neta) já tem 18 dias e já se nota alguma diferença. Está a ganhar bastante peso, pois está a comer (mamar) muito bem.

29º Dia - Turim/Avignon - 386.7 Km

Saímos de casa da C. às 10.30 e fomos pela auto-estrada A32 na direcção de Bardonecchia, saindo para a SS24 na zona de Oulx e seguindo para Montgenèvre. Para fazer os últimos 10 Km antes da fronteira com a França, demorámos uma hora e 50 minutos, devido às obras que estavam a decorrer para alargamento da estrada.

Passámos a fronteira e Montgenèvre e parámos para almoçar um pouco à frente de Briançon. Depois do almoço continuámos pela N94 até Orange, tendo passado pela fonte onde páro sempre para beber daquela água fresquinha e por Gap. Em Orange seguimos para Avignon, onde ficámos no Camping Municipal du Pont d'Avignon, tendo chegado às 21 horas.

30º Dia - Avgnon/Villaviciosa de Odón - 1098.3 Km

Saímos do camping às 9 horas e fomos até Nimes, seguindo depois na direcção de Montpellier e tendo em Lunel entrado na auto-estrada A9.
Parámos para almoçar na última àrea de descanso em território francês e seguimos depois até Le Perthus, tendo entrado em Espanha às 14 horas.

Continuámos na auto-estrada até Barcelona e depois pela A2 até Madrid, passando por Lérida e Zaragoza. Em Madrid seguimos pela M40 e saímos na saída 36 para procurar um camping que sabíamos que havia em Villaviciosa de Odón. Após alguns enganos, lá chegámos a esta localidade às 21.45 e ficámos no Camping Arco Iris.

Depois de nos instalarmos fomos jantar ao restaurante do camping.

31º Dia - Villaviciosa de Odón/Algueirão - 657 Km

Saímos do camping às 9 horas e fomos pela A5 para Badajoz, entrando em Portugal às 12 horas portuguesas, pela fronteira do Caia. Continuámos por auto-estrada até ela começar a ser paga e virámos depois para a N4 até Arraiolos, onde almoçámos no Restaurante O Parque.
Depois do almoço retomámos a N4 e fomos até ao Montijo e depois pela Ponte Vasco da Gama,

seguindo pela 2ª Circular e IC19 até ao Algueirão, onde chegámos às 16.30, tendo assim terminado a nossa viagem. Resta acrescentar que hoje este casalinho fez 33 anos de casado.

ESTATÍSTICA


Distância percorrida: 7721.9 Km
Total de gasóleo: 795.43 litros
Despesa em gasóleo: 810.45 Euros
Média de consumo aos 100 Km: 10.3 litros
Despesa com portagens: 142.50 Euros
Total de noites em campings: 21
Total de noites em àreas de ACs: 4
Despesa em campings: 381.53 Euros
Despesa média em campings:
Espanha: 16.20 €
França: 18.00 €
Itália: 19.23 €
Obs.: 2 pessoas e autocaravana.