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sábado, 21 de novembro de 2009

2005 - Viagem a França e Itália (Parte III)

22º Dia - Aosta/Torre Daniele - 258 Km

Saímos da àrea de ACs às 09.25 e fomos sempre pela SS26 até Turim, onde entrámos na tangencial até sair para Grugliasco, tendo chegado a casa da C. cerca do meio-dia.
Ao chegar já notámos alguma diferença na C. (neta), pois está a aproveitar muito bem as mamadas que faz. Almoçámos todos juntos e depois do almoço ficámos em casa, só tendo saído pelas 18 horas para dar um passeio com a bebé. Fomos até ao Parco Ruffini e passámos pela zona onde decorre a construção da futura casa da C..
Pelas 19.15 separámo-nos e seguimos na direcção de Rivoli, para irmos ficar no camping em Caselette, uma vez que já era tarde para irmos para mais longe, mas após várias tentativas infrutíferas e de termos perguntado, acabámos por entrar na tangencial e seguir pela auto-estrada para Torre Daniele, para o Camping Mombarone, onde já tínhamos estado na 2ª feira passada e por isso já sabermos onde era e não termos de perder tempo à procura dele. Chegámos às 21.15.

23º Dia - Torre Daniele/Alagna Valsesia - 173.1 Km

Saímos do camping às 09.45 e fomos pela SS26 até Ivrea, onde virámos pela SS338 até Biella. Em Biella seguimos pela SS144 até ao Santuário de Oropa, onde estacionámos.
Este é um Santuário mariano que está situado a 1200 metros de altitude, num maravilhoso vale das montanhas. Passou por diversas transformações até chegar às dimensões que apresenta hoje, passando de um lugar de passagem a um lugar de peregrinação religioso. Apresenta-se em três níveis com terraços, desde a entrada no fundo até à Basílica Nova no cimo. Ao chegar, deparamo-nos com um grande hall com edifícios laterais, onde funcionam restaurantes e outros serviços. Ao fundo deste hall, temos uma grande escadaria em granito,que dá acesso a uma monumental arcada, apoiada sobre colunas e que serve de passagem para um segundo patamar onde ao centro se encontra o belo Chafariz de Burnell, de forma octogonal, com várias bicas e umas conchas (tipo concha de sopa) penduradas, por onde as pessoas bebem a água que vai caindo.

Logo a seguir encontra-se a velha Basílica, onde se venera a Madona Negra. No interior encontra-se o sacrário que preserva a estátua da Madona Negra.
















Passando a Basílica, vamos dar a outra grande escadaria que nos conduz à Basílica Superior, cuja construção se iniciou em 1885, tendo os estudos para a sua edificação demorado mais de um século, executados por numerosos arquitectos franceses.

Foi consagrada em 1960. O seu interior é composto por duas zonas: uma octogonal com uma cúpula de mais de 80 metros suportada por colunas e tendo ao seu redor seis capelas laterais; e uma redonda, onde está o altar, com uma cúpula pequena. Esta Basílica pode levar 3000 fiéis. Toda a zona central defronte da Basílica, estava vedada e encontrava-se em obras de embelezamento.
Depois de visitar a Basílica, voltámos a descer e fomos almoçar num daqueles restaurantes que havia e comemos a típica "Polenta Concha" e um prato à base de carne, que era comida regional piemontense.
Depois do almoço demos mais uma volta e regressámos à AC, tomando o caminho novamente para Biella e daqui fomos pela SS142 até Romagnano, virando nesta localidade pela SS299 na direcção de Varallo e continuando depois até Alagna, onde ficámos no Camping Alagna.









Chegámos às 17.30 e na recepção do camping, a senhora ao ver que éramos portugueses, disse que éramos os primeiros portugueses a vir a este camping e perguntou-me se tinha euros portugueses, trocando então alguns poucos que a M.A. ainda tinha.
Depois de nos instalarmos, fomos dar um passeio a pé, indo até à zona onde se apanha o teleférico para os montes em redor.







Voltámos para o camping e por lá nos mantivemos.

24º Dia - Alagna Valsesia/Castelletto sopra Ticino - 96.6 Km

Saímos do camping às 09.15 e fomos a pé até ao teleférico, para irmos à montanha. Comprámos os bilhetes para Punta Indren, que fica no Monte Rosa e que era a subida mais alta, pois fica a 3260 metros de altitude. Juntamente com os bilhetes, adquirimos também a senha para almoçar no restaurante lá em cima. Apanhámos o teleférico às 09.45 e esta subida foi feita em três etapas, sendo a primeira em cabines pequenas de seis lugares e que demorou 13 minutos. A seguir andámos um pouco a pé e fomos para a segunda etapa, que foi feita em cadeirinhas de dois lugares e demorou 15 minutos. É claro que a M.A. não gostou nada assim que as viu, mas lá se encheu de coragem e subimos. No fim da 2ª etapa e antes de irmos para a 3ª, andámos um pouco pela montanha para descomprimir e estivemos sentados ao sol a descansar. A terceira etapa foi em cabines de 30 lugares e demorou cerca de 10 minutos.









Uma vez lá em cima, tirámos algumas fotografias e fiz as minhas filmagens e ao meio-dia fomos para o restaurante.
















Depois do almoço viemos para baixo pelos mesmos meios e fomos ao camping buscar a AC, tendo saído deste às 14.45. Fizemos a mesma estrada que tínhamos feito ontem, até Romagnano, onde virámos para Arona e daqui para Castelletto sopra Ticino, tendo ficado no Camping La Quercia, à beira do Lago Maggiore, no sul do mesmo e onde chegámos às 17.15.

25º Dia - Castelletto sopra Ticino/Isella di Civate - 191.4 Km

Saímos do camping às 09.15 e fomos direito a Varese, onde subimos até ao Santuário do Sacro Monte de Varese, que fica no Parco del Campo dei Fiori.

Sacro Monte, numa tradução livre, é um complexo de devoção localizado no alto de uma montanha, formado por várias capelas onde estão representadas com pinturas e esculturas, cenas da vida de Cristo, de Maria e dos Santos. Foram construídos no séc. XV.
O Sacro Monte de Varese tem 2 Km de extensão e 14 capelas, que foram divididas em grupos de 5 separadas por arcos, sendo que a 15ª não é exactamente uma capela, mas um santuário no final do percurso.
Estacionámos no alto e aí almoçámos, com uma linda vista. Depois do almoço descemos a pé até à primeira capela, que é dedicada à Anunciação e começámos a subir, passando por todas as outras até chegar à Basílica.





No átrio da Basílica ergue-se uma estátua do Papa Paulo VI.

Entrámos na Basílica, que achámos encantadora por dentro.















Depois da visita voltámos para a AC e descemos até Varese, seguindo depois pela SS233 para Ponte Tresa, entrando aqui na Suíça e continuando até Lugano, viajando sempre ao lado do Lago de Lugano.

Virámos a seguir para Gandria e voltámos mais à frente a entrar na Itália e seguimos pela SS340, que é uma estrada bastante estreita, continuando sempre ao lado do Lago até Porlezza, onde parámos para obter mais algumas fotografias.

Continuámos pela mesma estrada até Mennaggio, que já fica no Lago de Como e descemos sempre ao lado deste até Como, passando por Tremezzo, que é uma localidade bastante turística e onde se fazem passeios de barco no lago.

Em Como, que é uma grande cidade, seguimos pela SS342 e SS639 na direcção de Lecco, ficando um pouco antes, em Isella di Civate, no Camping Due Laghi, onde chegámos às 19.30.

26º Dia - Isella di Civate/Ceresole Reale - 309.7 Km

Saímos do camping às 09 horas e fomos pela SS583 até Lecco, onde virámos para Bellagio, que é uma comuna na região da Lombardia que fica na confluência do Lago de Lecco com o Lago de Como e é uma atracção turística desde o séc. XIX. Esta estrada, além de muito estreita é também muito bonita, pois mantém-se sempre ao lado do Lago de Lecco.
Quando chegámos a Bellagio, estacionámos e fomos visitar os Jardins da Vila Melzi, que apesar da publicidade não são nada de especial, limitando-se a ter espaços relvados e diversas àrvores de várias partes do mundo, tudo isto localizado à beira do lago.

A Vila Melzi foi construída de 1808 a 1810 pelo vice-presidente da República Italiana na era napoleónica, para sua residência de verão. É constituída pelo palácio, que tem um escadaria que vai até ao lago e pelos jardins. Apenas o jardim é visitado e este estende-se à beira do lago por aproximadamente 1Km.

Depois da visita, fomos dar uma volta a pé por Bellagio

e subimos algumas ruas que são em escadarias, pois Bellagio começa junto ao lago e estende-se por uma encosta acima.




























Visitámos a Basílica de S. Giacomo, que é do séc. XII e toda em pedra.

Regressámos depois à AC e retomámos a estrada SS583 agora em direcção a Como. Também esta estrada, que aliás é a mesma mas contornando o lago em sentido contrário, é estreita e bonita.
Parámos um pouco à frente para almoçar. Após o almoço retomámos a viagem e fomos até Como, seguindo depois para Milão. Em Milão, tomámos a direcção de Novara e daqui para Vercelli, seguindo depois pela R11 até Cigliano, onde virámos para Caluso, S.Giorgio, Castellamonte e a partir daqui pela estrada SS460 até Ceresole Reale, seguindo um pouco mais para a frente, até Villa, onde chegámos às 19.45 e ficámos no Camping Villa, que ficava a 1612 metros de altitude.

27º Dia - Ceresole Reale/Casellette - 134.7 Km

Ontem à noite e durante esta noite ainda caiu alguma chuva, mas quando nos levantámos não chovia, embora o sol também ainda não tivesse aparecido e na AC marcava 14º C.
Saímos do camping às 10 horas e fomos até ao Colle del Nivolet, que fica a 2612 metros de altitude, dentro da àrea protegida do Parco Nazionale del Gran Paradiso. O caminho é todo em estrada de montanha, o que significa que é estreita e toda em curvas.

Uma vez lá no alto avançámos mais um pouco, mas desta vez a descer, até ao Refúgio di Savoie, que fica a 2533 metros.

Parámos junto ao Lago de Nivolet, que fica em frente do refúgio e é onde a estrada também termina. A partir dali só a pé ou de bicicleta, mas como estava a chover não fomos dar nenhum passeio.

Estivemos lá parados durante alguns minutos e só eu saí para filmar e fotografar.
Regressámos pelo mesmo caminho e na descida para Ceresole Reale, parámos no Rifúgio Guido Muzio, que fica a 1667 metros de altitude e aí almoçámos.

Depois do almoço continuámos a descida até Cuorgnè e a partir daqui seguimos a indicação de Turim até entrar na tangencial e saindo dela para a SS24 na direcção de Susa, parando em Casellette no Camping Mill Park, onde chegámos às 16 horas.
Na descida do monte e até um pouco mais à frente de Cuorgnè, esteve sempre a chover e durante o resto da tarde, já depois de estarmos no camping, também voltou a chover.

28º Dia - Casellette/Turim - 32.6 Km

Saímos do camping às 09.10 e fomos pela SS24 até entrar na tangencial e saímos dela para Grugliasco, tendo chegado a casa da C. às 11 horas.
Almoçámos e estivemos em casa o resto do dia, pois amanhã vai começar o regresso a casa. A C. (neta) já tem 18 dias e já se nota alguma diferença. Está a ganhar bastante peso, pois está a comer (mamar) muito bem.

29º Dia - Turim/Avignon - 386.7 Km

Saímos de casa da C. às 10.30 e fomos pela auto-estrada A32 na direcção de Bardonecchia, saindo para a SS24 na zona de Oulx e seguindo para Montgenèvre. Para fazer os últimos 10 Km antes da fronteira com a França, demorámos uma hora e 50 minutos, devido às obras que estavam a decorrer para alargamento da estrada.

Passámos a fronteira e Montgenèvre e parámos para almoçar um pouco à frente de Briançon. Depois do almoço continuámos pela N94 até Orange, tendo passado pela fonte onde páro sempre para beber daquela água fresquinha e por Gap. Em Orange seguimos para Avignon, onde ficámos no Camping Municipal du Pont d'Avignon, tendo chegado às 21 horas.

30º Dia - Avgnon/Villaviciosa de Odón - 1098.3 Km

Saímos do camping às 9 horas e fomos até Nimes, seguindo depois na direcção de Montpellier e tendo em Lunel entrado na auto-estrada A9.
Parámos para almoçar na última àrea de descanso em território francês e seguimos depois até Le Perthus, tendo entrado em Espanha às 14 horas.

Continuámos na auto-estrada até Barcelona e depois pela A2 até Madrid, passando por Lérida e Zaragoza. Em Madrid seguimos pela M40 e saímos na saída 36 para procurar um camping que sabíamos que havia em Villaviciosa de Odón. Após alguns enganos, lá chegámos a esta localidade às 21.45 e ficámos no Camping Arco Iris.

Depois de nos instalarmos fomos jantar ao restaurante do camping.

31º Dia - Villaviciosa de Odón/Algueirão - 657 Km

Saímos do camping às 9 horas e fomos pela A5 para Badajoz, entrando em Portugal às 12 horas portuguesas, pela fronteira do Caia. Continuámos por auto-estrada até ela começar a ser paga e virámos depois para a N4 até Arraiolos, onde almoçámos no Restaurante O Parque.
Depois do almoço retomámos a N4 e fomos até ao Montijo e depois pela Ponte Vasco da Gama,

seguindo pela 2ª Circular e IC19 até ao Algueirão, onde chegámos às 16.30, tendo assim terminado a nossa viagem. Resta acrescentar que hoje este casalinho fez 33 anos de casado.

ESTATÍSTICA


Distância percorrida: 7721.9 Km
Total de gasóleo: 795.43 litros
Despesa em gasóleo: 810.45 Euros
Média de consumo aos 100 Km: 10.3 litros
Despesa com portagens: 142.50 Euros
Total de noites em campings: 21
Total de noites em àreas de ACs: 4
Despesa em campings: 381.53 Euros
Despesa média em campings:
Espanha: 16.20 €
França: 18.00 €
Itália: 19.23 €
Obs.: 2 pessoas e autocaravana.

domingo, 11 de outubro de 2009

2004 - Viagem a França (Parte III)

Nota: Algumas imagens foram retiradas da internet ou são cópias de postais.

19º Dia - Cherbourg/Lisieux - 213.3 Km

Saímos do camping às 09.15 e fomos pela N13 na direcção de Caen, ao longo da Costa da Normandia, onde ainda se podem ver vestígios da II Guerra Mundial.
Foi nesta zona que no dia 6 de Junho de 1944, pelas 5 horas da manhã, aconteceu o maior desembarque da História do Mundo e da libertação da França. Os cemitérios militares de diversas nações abundam por esta região.
Saímos da N13 em La Cambe e fomos visitar o Cemitério Militar Alemão, onde repousam os restos mortais de 21139 soldados.










É um cemitério relativamente pequeno e sombrio, com cruzes em bronze e dominado ao centro pelo Monumento ao Soldado Desconhecido. Este cemitério foi arranjado por um campo de jovens internacional em 1958 e foi inaugurado em 20 de Setembro de 1961.
Estes jovens contribuíram igualmente para o arranjo de um túmulo de 6 metros de altura, o Monumento ao Soldado Desconhecido, destinado a ser o túmulo comum de 207
vítimas de guerra desconhecidas e 89 identificadas. Uma grande cruz de basalto, flanqueada de duas estátuas, eleva-se sobre a cúpula.
Da parte de fora do cemitério encontra-se o Jardim da Paz, onde as primeiras 21 das 1200 àrvores, foram plantadas em 21 de Setembro de 1996.









Voltámos à N13 e saímos para Omaha-Beach a fim de ir ver o Cemitério Militar Americano, situado em Saint-Laurent-sur-Mer. Foi nesta praia que se registou o maior número de baixas durante a II Guerra Mundial, no dia 6 de Junho de 1944, o Dia D.
Este cemitério, com uma área de 70 hectares, é um dos 14 cemitérios americanos comemorativos da II Guerra Mundial, construídos em terras estrangeiras e contém os restos mortais de 9387 soldados.









A construção deste cemitério e do monumento comemorativo, terminou em 1956 e foi inaugurado no dia 18 de Julho. Logo à entrada do cemitério, encontra-se o monumento comemorativo, semi-circular com jardim, onde em cada extremo se podem ver mapas das batalhas esculpidos na pedra e ao centro uma grande escultura de bronze.









Da parte de fora encontram-se gravados em placas de pedra, os nomes e dados dos 1557 desaparecidos, cujos corpos não foram recuperados ou identificados.
No cemitério própriamente dito, cada soldado morto está identificado com uma cruz latina branca contendo o nome, a data da morte e o local de morada. Os túmulos dos judeus têm, em vez da cruz latina, uma cruz de David. É espectacular a simetria das cruzes que, seja de que lado seja que se esteja a olhar, estão sempre muito bem alinhadas.





Ao fundo do cemitério encontra-se um miradouro virado para a praia.

As cenas do filme "O Resgate do Soldado Ryan" de 1998, de Steven Spielberg, começam e terminam neste cemitério.
Mais uma vez continuámos pela N13 e fomos até junto da praia do desembarque das tropas aliadas, cujo local se encontra memorizado por um monumento em pedra e por detrás dele, mesmo no areal da praia, uma escultura metálica.


















A zona do desembarque das tropas americanas, em Omaha-Beach, foi cedido de modo perpétuo aos Estados Unidos.
Na mesma localidade, um pouco mais ao lado, encontra-se o Museu Memorial da Dinamarca, que também fomos visitar. No exterior encontram-se expostos vários tanques de guerra e no interior estão expostas armas, uniformes, etc..


















Seguimos viagem para Bayeux, que foi a primeira cidade francesa a ser libertada pelos aliados em 8 de Junho de 1944 e estacionámos junto ao Museu Memorial da Batalha da Normandia, o qual fomos visitar. Este museu retrata os 77 dias de afrontamento, que opuseram as forças aliadas à armada alemã. Nele podemos ver armas, carros de combate, uniformes, objectos pessoais e jornais e revistas da época. Assistimos também a um filme sobre o desembarque.



























Um pouco ao lado do museu encontra-se o Cemitério Militar Inglês, que também visitámos. Este cemitério abriga 4144 túmulos de soldados da II Guerra Mundial, dos quais 338 não estão identificados.

















À frente do cemitério, do outro lado da estrada, existe um monumento à memória dos combatentes.









Depois do cemitério fomos até à Cathédrale Notre-Dame, que é do séc. XI e foi consagrada no dia 14 de Julho de 1077, tendo sido construída pelo bispo Odo, irmão de Guilhaume, para celebrar a sua vitória sobre os ingleses.






















Fomos a seguir à Tapisserie, junto da qual existe um moinho de água.








A Tapisserie é um museu onde está exposto o famoso tapete da Rainha Matilde, do séc. XI, bordado em linho por monges na Inglaterra e que relata em 58 cenas, a Batalha de Hastings na Inglaterra, entre as tropas invasoras de Guilhaume II, duque da Normandia e as tropas inglesas do rei Haroldo II, no dia 14 de Outubro de 1066, em que saíram vencedoras as tropas de Guilhaume II, com a morte do rei e terminando assim a dinastia dos reis anglo-saxões em Inglaterra e começando a dinastia normanda.

Este tapete tem 70,34 metros de comprimento e 50 centímetros de largura e esteve inicialmente na Catedral.
Regressámos à AC e retomámos a viagem até Lisieux, onde ficámos no Camping Municipal de La Vallée, tendo chegado às 20 horas. Hoje não houve jogos.

20º Dia - Lisieux/Étretat - 111.3 Km

Saímos do camping às 09.30 e fomos ver a cidade. Lisieux, apesar das destruições ligadas à II Guerra Mundial, conserva ainda as casas com armação de madeira e numerosos lugares que testemunham um passado rico de história.
Nesta pequena cidade morou e morreu Santa Teresinha do Menino Jesus. Ela nasceu em Alençon em 2 de Janeiro de 1873 e morreu no dia 30 de Setembro de 1897.
Dirigimo-nos para a Basílica e estacionámos numa rua próxima. Fomos visitar a Basilique Sante-Thérèse, que é uma das maiores igrejas do séc. XX e que do alto da colina domina o centro da cidade.
A primeira pedra foi lançada no dia 30 de Setembro de 1929, data do aniversário da sua morte, e em 10 anos a construção avançou bastante, mas o interior da Basílica só foi terminado em 1954 e o campanário que contém os 44 sinos do carrilhão, em 1974. As suas paredes e as da Cripta estão cobertas de mosaicos que refletem a mensagem de Santa Teresinha.

A seguir fomos visitar a Chapelle du Carmel, onde se encontra o túmulo de SantaTeresinha. Os restos mortais da santa foram transladados em 1923, do cemitério para esta capela. Quando entrámos estava a decorrer uma missa e por esse motivo tivemos de ser um pouco discretos.

Fomos depois até à Cathédrale Saint-Pierre, que foi construída entre 1170 e o meio do séc. XIII e a torre sul, no séc. XVI. Ela foi sede de um bispado até à Revolução Francesa e contém algumas recordações de Santa Teresa. Perto da entrada está a capela onde Teresinha fez a sua primeira confissão e no corredor sul está uma estátua que indica o lugar onde aos domingos ela assistia à missa.














O altar-mor foi oferecido pelo Sr. Martin, pai de Teresinha, em 1888.
Depois da visita à Catedral, fomos procurar um restaurante para almoçar e a escolha caiu no Restaurante Le Diplomate.
Depois do almoço seguimos para Les Buissonets, que é a casa onde a família de Teresinha se instalou em 1877, vinda de Alençon, após a morte da Srª Martin, mãe de Teresinha. Teresinha passa nesta casa a sua infância.
No 1º andar está o seu quarto, onde Nossa Senhora lhe sorriu, curando-a de uma doença estranha. No pequeno jardim da casa está uma estátua, junto da qual Teresinha pede a seu pai que a deixe ir para o convento. Em 1888, com 15 anos de idade, ela entra no Carmelo e em 1895 é designada irmã espiritual e pronuncia o seu acto de oferecimento. Em 1897 Teresa morre de tuberculose e em 1923 é beatificada pelo Papa Pio XI, que procede à sua canonização em 1925.
Depois desta visita fomos para a AC e tomámos o caminho de Trouville, que é uma cidade de veraneio com um grande porto de pesca e grande extensão de praias.









Após termos dado uma volta na AC junto ao mar e passado pelo casino, dirigimo-nos pela D513 para Honfleur, que é um porto pesqueiro localizado junto ao estuário do rio Sena e da qual há documentos que a mencionam desde o séc. XI.
Estacionámos numa área para ACs e fomos a pé ver a cidade. Há uma ponte levadiça no porto, que quando chegámos estava levantada para deixar passar um barco e que depois baixou para a sua posição horizontal.
Andámos pelas ruas estreitas com casas de estrutura de madeira e fomos ver a Église Sainte-Catherine, que é do séc. XV e XVI e é a maior igreja na França construída exclusivamente em madeira, usando técnicas de construção naval. O tecto tem a forma do casco invertido de uma nau.









Em frente da igreja encontra-se o Clocher Sainte-Catherine, também ele construído em madeira.Voltámos para a área da AC, de onde se via a Pont de Normandie e seguimos na sua direcção, tendo de pagar 5 euros de portagem para atravessá-la.
Esta ponte, inaugurada a 20 de Janeiro de 1995, tem 2141 metros de comprimento, um tabuleiro central suspenso a 60 metros das águas e a distância entre os dois pilares, que medem 215 metros de altura, é de 856 metros. Ela faz a ligação entre Honfleur e Le Havre.
Le Havre é uma cidade moderna, pois a velha foi quase totalmente destruída por um bombardeamento ininterrupto das tropas aliadas, em 13 de Setembro de 1944, para a sua libertação e por uma dinamitagem dos alemães. A sua reconstrução começou em 1946, criando largas avenidas e edifícios modernos.
Esta cidade é o segundo maior porto de França, depois de Marselha. Possui também grandes extensões de praia.
Demos uma volta com a AC sem parar e seguimos sempre junto à costa, pela D940, para Étretat, onde parámos junto ao posto de turismo.
Fomos depois a pé até à beira-mar, onde há um passeio marítimo e donde se podem ver as duas falésias: a
Falaise d'Amont e a Falaise d'Aval. Na falésia d'Aval pode ver-se um arco rochoso magníficamente recortado e uma ilhota em forma de oblisco. Junto à falésia d'Amont foi construída a Chapelle Notre-Dame de la Garde.


















Depois de admirarmos esta magnífica paisagem, fomos para o Camping Municipal onde chegámos às 19.50. Hoje também não houve jogos.

21º Dia - Étretat/Fismes - 340 Km

Saímos do camping às 9 horas e dirigimo-nos para Fécamp. Passámos pelo porto e estacionámos mais à frente, indo a seguir visitar o Palais Bénedictine, que foi construído em 1900 e que é famoso por lá se fabricar o conhecidíssimo licor D.O.M. Bénedictine, inventado por Dom Bernardo Vincelli na Abadia de Fécamp no séc. XVI, o qual é feito à base de 27 plantas e espécies dos quatro cantos do mundo.

Em 1863 Alexandre Le Grand descobre a receita secreta e decide decifrá-la e elaborar este misterioso licor, baptizando-o de Bénedictine. Em 1873 a produção atinge 150000 garrafas e Alexandre Le Grand decide criar a Société Bénédictine.SA em Julho de 1876. Em 1882 mandou construir um lugar único para abrigar a destilaria: um palácio-museu onde ainda hoje o licor é fabricado.

Este palácio funciona como Museu de Belas Artes e reúne uma colecção de pinturas, esculturas, manuscritos, etc. Também expõe uma colecção de plantas e especiarias do mundo inteiro, formando com elas belos quadros. A destilaria e as caves são o lugar da elaboração e da maturação do licor beneditino.
Passámos de seguida pelo espaço da degostação, onde nos deram a provar um pouco deste licor. Antes da saída passa-se pela boutique, onde se podem adquirir estes licores e também bombons e caramelos, além de outras recordações.
Depois da visita ao palácio fomos buscar a AC e fomos até à Abbatiale de la Trinité, que é uma velha abadia com as dimensões de uma catedral, construída entre 1168 e 1219 e que abriga numerosas obras de arte.














Terminada a visita, retomámos a nossa viagem com destino a Dieppe, onde estacionámos. Esta cidade foi reconstruída depois da II Guerra Mundial, durante a qual foi muito danificada. Ela é o lugar de férias mais antigo de França. Tem uma grande extensão de praia, só que em vez de areia tem pedra miúda. Tem também um grande porto de pesca.









Assim que parámos fomos à procura de um restaurante para almoçar, porque já se estava a fazer tarde e depois de termos passado por alguns, optámos por um e entrámos, tendo subido ao 1º andar, onde almoçámos.
Depois do almoço fomos dar uma volta por uma rua comercial só de peões e fomos visitar a Église St.-Jacques, que estava em obras e que se notava bastante deteriorada, tanto interior como exteriormente. Esta igreja construída entre os séc. XIII e XVI, sobre os vestígios da pequena capela Sainte Catherine, depois duma primeira igreja ter sido destruída em 1195, foi através dos séculos mudando várias vezes de função: dormitório durante a Revolução Francesa e depois sala de espectáculos.
Restaurada por Louis-Philippe, a fachada foi edificada no séc. XIV e viu-se dotada de uma torre no século XV que abriga 3 sinos baptizados de Catherine, Geneviève e Hélène.
No interior, a nave e o coro edificados no séc. XIII, são acompanhados no séc. XV pelas capelas laterais.
O orgão foi colocado no séc. XVII.
Fomos depois até ao porto e demos a volta pela praia, regressando de seguida ao parque onde tínhamos deixado a AC.
Quando fui à máquina para pagar, estava lá um técnico a repará-la e disse-me que podia sair. Reparei então que a cancela estava levantada e assim saí sem ter de pagar.
Após este episódio, continuámos a viagem pela D915 na direcção de Paris e mais à frente, em Gournay-en-Bray, seguimos pela N31 no sentido de Reims, passando por Beauvais. Quando já começava a ficar preocupado por não encontrar um camping, pois Portugal jogava com a Holanda as meias-finais às 20.45 e já passava das 20, ao passar em Fismes pareceu-me ver uma indicação de camping e voltámos um pouco para trás para confirmar. Verifiquei que tinha razão e foi assim que seguindo a indicação, ficámos no Camping Municipal de Fismes, onde chegámos às 20.30. Vimos o jogo e Portugal ganhou por 2-1, apurando-se para a final.

22º Dia - Fismes/Turim - 808.6 Km

Saímos do camping às 07.45 e fomos direito a Reims, onde seguimos pela N44 até Châlons e daqui continuámos pela mesma estrada até Vitry-le-François, onde entrámos na N4 para St.-Dizier, virando nesta localidade pela N67 para Chaumont e depois pela N19 até Langres, entrando aqui na N74 para Dijon.

Parámos um pouco antes desta cidade para almoçar e seguimos viagem logo que acabámos. Em Dijon continuámos pela N74 até Chagny e depois pela N6 até Tournus, virando aqui para Bourg-en-Bresse pela D975. Depois desta cidade fomos pela N75 e pela N504, que é uma estrada de montanha junto ao rio Reno, até Chambéry onde entrámos na auto-estrada A41 e mais à frente seguimos pela A43 (Autoroute de la Maurienne) até ao Túnel de Frejus, o qual percorremos através dos seus 13 quilómetros que ligam Modane em França com Bardonecchia na Itália. A construção deste túnel começou em 1974 e abriu ao trânsito em 12 de Julho de 1980, encontrando-se a fronteira entre os dois países dentro do mesmo.
À saída deste túnel, já em território italiano, seguimos pela A32 para Turim, chegando a casa da C. às 21.45. Ainda conseguimos ver a 2ª parte do jogo das meias-finais entre a Grécia e a República Checa, que ao fim dos 90 minutos estava empatado a zero, tendo de ir a prolongamento. No final ganhou a Grécia com um golo marcado mesmo nos últimos segundos da 1ª parte, acabando logo de seguida o jogo. A Grécia apurou-se para a final a disputar com Portugal, mostrando-se assim a grande surpresa deste campeonato europeu. De salientar que em Turim se fazia sentir muito calor.

23º Dia - Turim - 0 Km

Hoje estivemos em casa da C. e à hora de almoço fomos como de costume, ter ao trabalho dela para irmos almoçar juntos. Depois do almoço ela voltou para o trabalho e nós fomos até ao nosso já velho conhecido Parque Valentino, onde estivemos a descansar.

Às 17.30 lá estávamos à porta do emprego e quando ela saiu fomos para casa.

24º e 25º Dias - Turim - 0 Km

Estes dois dias, sábado e domingo, foram passados em família e nada de especial se passou.
Estivemos em casa a pôr as conversas e as saudades em dia, só tendo saído para ir ao supermercado e a uma feira essencialmente de roupas. No domingo assistimos ao jogo Portugal-Grécia, para a final do campeonato europeu e para nossa grande desilusão a Grécia ganhou por 1-0, sagrando-se assim campeã europeia. Havia uma grande expectativa à volta da selecção nacional, como nunca se tinha visto, mas saiu tudo ao contrário.

26º Dia - Turim/Fraga - 988.2 Km

Saímos de Turim às 7 horas e fomos pela auto-estrada A32 até Oulx, onde saímos e seguimos pela estrada SS24 até Claviere por onde entrámos em França, tendo logo a seguir o Col de Montgenèvre onde parámos para tomar o pequeno almoço.
A partir daqui continuámos a viagem pela N94, passando por Briançon e Gap e seguindo até Orange, onde entrámos na A9.
Este é sempre o nosso trajecto quando vamos ou quando vimos de Turim e quando o nosso objectivo é a ida ou o regresso, sem outros interesses pelo meio.
Almoçámos um pouco mais à frente, na área de Tavel Nord e após o almoço continuámos a viagem até Le Perthus, que é a fronteira com Espanha.
Entrámos em Espanha às 18 horas e seguimos pela auto-estrada AP7 até Barcelona e depois na direcção de Lérida pela autovia A2. Em Lérida andámos à procura do camping, mas verificámos que já não se encontrava em funcionamento.
Vimos então uma indicação de camping em Fraga e seguimos para lá. Quando chegámos a esta localidade, o camping estava bem sinalizado mas, ao chegar a ele, não se via ninguém e o mesmo parecia estar vazio e a M.A. não queria lá ficar. Quando tentei voltar para trás, vi que o caminho que tinha trazido tinha sentido proibido e a única saída era atravessar o camping.
Entretanto verificámos que afinal havia lá outras pessoas e resolvemos ficar. No fundo, o camping até era jeitoso. Chegámos práticamente às 22 horas e como já era tarde, fomos jantar no restaurante do camping, que tinha muito bom aspecto. Comemos um prato de carne grelhada que constava de uma costeleta de porco, uma salsicha e uma espetada, acompanhado de batata frita e para empurrar, uma garrafa de vinho da casa.
No caminho de Barcelona para Lérida, apanhámos alguma chuva e viam-se relâmpagos ao longe.

27º Dia - Fraga/Algueirão - 1123.4 Km

Hoje acordámos com chuva e trovoada.
Saímos do camping às 08.30 e fomos na direcção de Zaragoza pela NII e A2. Em Zaragoza continuámos pela A2, que era a antiga NII, até Madrid.
Em Madrid está tudo modificado. As antigas estradas nacionais (N) são agora (A) com o respectivo número e fizeram auto-estradas com portagem, que são (R). Seguimos pela M40, que é uma circular, até entrarmos na A5 (antiga NV) para Badajoz. Aqui também começa uma auto-estrada para Badajoz, com a designação de R5, mas que ainda só tem alguns quilómetros.
Parámos à entrada da A5 para almoçar e seguimos viagem logo após o almoço. Chegámos à fronteira de Portugal às 18.20 (17.20 pela hora portuguesa) e seguimos pela auto-estrada A6 e depois pela A2 e virando pela A12 para a Ponte Vasco da Gama, tendo-a atravessado...

...e seguido pelo IC17 e IC16 para Belas e finalmente Algueirão, onde chegámos às 20 horas, tendo assim terminado a nossa viagem de 2004, sem contratempos.


ESTATÍSTICA

Distância percorrida: 7649.9 Km
Total de gasóleo: 753.35 Litros
Despesa em gasóleo: 586.99 €
Média de consumo aos 100 Km: 9,85 Litros
Despesa com portagens: 165.45 €
Total de noites em campings: 19
Despesa em campings: 247.91 €
Despesa média em campings:
Espanha: 14.965 €
França: 12.822 €


Obs.: 2 Adultos e autocaravana.