1º Dia - Algueirão/Góis
Saímos do Algueirão e fomos direito a Coimbra, tendo aqui seguido pela EN17, a conhecida estrada da Beira. Um pouco à frente de S. Martinho da Cortiça, virámos à direita para Arganil, onde parámos.


Arganil é uma vila na província da Beira Litoral, quase fazendo fronteira com a Beira Alta e pertence ao distrito de Coimbra. Tem um foral datado de 1175, nos últimos anos do reinado de D. Afonso Henriques.


No dia 15 de Agosto realiza-se a festa em honra de Nossa Senhora do Monte Alto, que atrai muita gente das vilas e aldeias vizinhas.
Seguimos depois pela EN 342 até Côja,
onde virámos para a EN 344 seguindo a indicação para o Piódão. Nesta estrada parámos para admirar a beleza da paisagem.

As casas são na sua quase totalidade construídas de xisto e os telhados são cobertos por lages de lousa. As portas e janelas das casas são de madeira e pintadas normalmente em azul.

Os seus habitantes dedicam-se sobretudo à agricultura e em alguns casos à apicultura. Esta aldeia está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1978. Nos anos 80 do século passado, recebeu o galo de prata, que é uma condecoração atribuída à aldeia mais típica de Portugal.


O nosso almoço, nesta região não podia deixar de ser a famosa "chanfana", acompanhada de um bom vinho tinto da região e na sobremesa também não podia faltar a "tigelada".

Depois do almoço fomos então dar uma volta pelas ruas estreitas da aldeia e já no final fomos ver a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, que sobressai do casario por estar toda pintada de branco.

Esta igreja foi construída no séc. XVII e reconstruída no final do séc. XIX. A sua arquitectura é composta por quatro torres cilindricas, rematadas por cones. No centro, ao cimo, encontra-se a imagem da santa padroeira.

No largo junto da igreja, encontra-se à venda muito artesanato e doces e bebidas locais. Depois da visita fomos para a AC e seguimos por estradas secundárias até Góis, onde pernoitámos no Parque de Campismo Municipal, junto ao rio Ceira.
2º Dia - Góis/Vendas de Galizes
Saímos do parque de campismo e seguimos pela EN342 até Côja, onde virámos para Benfeita e aqui seguimos as indicações para a Fraga da Pena, que está localizada na Mata da Margaraça a poucos quilómetros de Arganil.
A Mata da Margaraça é formada maioritáriamente por carvalhos, castanheiros, abrunheiros, azevinhos, cerejeiras-bravas e aveleiras. Faz parte da Área de Paisagem Protegida da serra do Açor e é desde 1985 propriedade do Instituto de Conservação da Natureza. 
Na Fraga da Pena existe uma Cascata que tem a sua origem num acidente geológico e é considerada uma das mais valias entre os recursos naturais da paisagem protegida da serra do Açor. As águas que se despenham de uma altura que chega a atingir os 20 metros, correm por um vale na montanha. 
Esta é uma zona de recreio e lazer, onde nos podemos relaxar e encontrar uma imensa paz interior.
Depois de permanecermos nesta área algum tempo, seguimos para Avô, que é uma bonita vila banhada pelo rio Alva e pela ribeira de Pomares, que ali tem a sua foz.
A vila de Avô tem origens bem antigas. Foi habitada por romanos que ali procuravam minérios de chumbo e ouro, tendo sido estes, muito provávelmente, os fundadores do Castelo, hoje em ruínas. Foi também povoada pelos mouros e reconquistada por D. Afonso Henriques. Para além das ruínas do castelo, que incluem também as ruínas da Ermida de São Miguel, do séc. XVI, a vila possui outros monumentos como a Igreja Matriz, do séc. XVIII, ou o Plourinho, do séc. XIV.
Seguimos pela estrada N342 e fomos dar à Ponte das Três Entradas. Esta localidade é assim chamada por ter uma ponte com três entradas, sendo em forma de "Y" e que possívelmente é única no mundo.
Ela ergue-se sobre o rio Alva e o Alvôco e liga três freguesias que são: Santa Ovaia, São Sebastião da Feira e Aldeia das Dez.
Da Ponte das Três Entradas seguimos pela N230 e fomos sair a Vendas de Galizes, onde fomos visitar um familiar, que já não nos deixou sair sem jantar e onde acabámos também por passar a noite.
3º Dia - Vendas de Galizes/Vouzela
Saímos de casa deste familiar depois de termos tomado o pequeno almoço e fomos pela estrada N17 até ao cruzamento para Seia, onde virámos à esquerda pela N231 e seguimos nela até Nelas. Em Nelas, apanhámos a estrada N234 para Mangualde, onde demos uma volta sem sair da AC.
Seguimos depois para Fornos de Algodres e daqui até Algodres, tendo depois apanhado a estrada para Cortiçô, que é uma freguesia do concelho de Fornos de Algodres, onde fomos ver a Anta de Cortiçô, também conhecida por Dólmen da Casa da Orca, e que é um monumento megalítico que se calcula date de 2900-2640 a.C..
A câmara, de planta poligonal, tem aproximadamente 2,5 metros de diâmetro por 3 metros de altura e é composta por oito esteios inclinados para o interior, dois dos quais se encontram tombados. Foi declarado Património de Interesse Público em 1992.
De Cortiçô seguimos para Maceira e nesta estrada começámos a ver neve nos campos e nas laterais.

Continuámos então a nossa viagem com destino a Viseu e quando lá chegámos procurámos o parque de campismo da Orbitur, no Fontelo, mas verificámos que o mesmo se encontrava encerrado.
Depois de consultar o mapa dos parques de campismo, resolvemos ir apanhar o IP5 e sair na direcção de Vouzela, onde ficámos no Parque de Campismo Municipal.
4º Dia - Vouzela/Algueirão
Saímos do parque de campismo e voltámos para Viseu.

Viseu é uma cidade sede de distrito na região centro e é muito antiga, remontando a sua origem à época castreja. D. Afonso Henriques teria nascido nesta cidade em 5 de Agosto de 1109.
Fomos visitar a Sé, que começou a ser construída no séc. XII, no reinado de D. Afonso Henriques. No séc. XIII, procedeu-se a uma renovação profunda do edifício e já na Idade Moderna sucederam-se novas obras. Em 1635 ruiu uma das torres medievais, arrastando consigo o portal manuelino. O interior é de uma beleza invejável.


A seguir fomos ver o claustro.
No mesmo largo, ao lado da Sé, encontra-se o Museu Grão Vasco situado no antigo palácio dos bispos, do séc. XVI.
Ainda no mesmo largo, mas em frente da Sé, encontra-se a Igreja da Misericórdia que data do séc. XVII, sendo a sua fachada da segunda metade do séc. XVIII.
Fomos ainda à Cava do Viriato, que é um acampamento militar romano ou árabe, construído em 137 e 136 a.C., o qual é Monumento Nacional desde 1910. Tem 2000 metros de perímetro e uma área de 38 hectares.

Fomos depois almoçar num dos muitos restaurantes do centro da cidade e escolhemos um prato regional, mas que já não me recordo o que foi.
Depois do almoço iniciámos a viagem de regresso, tendo entrado no IP3 até Penacova e a seguir fomos pela N236 para a Lousã, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Cernache do Bonjardim.

Seguimos para Ferreira do Zêzere pela N 238 e depois pelo IC3 até entrar no IP6 na zona do Entroncamento, indo mais à frente entrar na A1 para Lisboa e Algueirão, chegando assim ao fim desta curta viagem.




