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segunda-feira, 30 de julho de 2012

2003 - Viagem a Espanha e França (Parte III)

21º Dia - Vizille/Turim - 228.2 Km

Saímos do camping às 11.50 e fomos na direcção de Briançon pela estada N91, a qual a partir de Gavet é conhecida por Route des six Vallées. Continuámos nela sendo que a partir de La Salinière passa a designar-se Route des Alpes até Les Roberts, onde muda novamente para Route des l'Oisans até Rochetaillée.
Continuámos sempre pela mesma estrada e passámos por várias localidades e pelo Lac du Chambon, que é uma barragem que se encontra a 1040 metros de altitude.
Sempre pela N91 chegámos a La Grave, que é de onde partem teleféricos para La Meije, uma montanha no maciço dos Écrins a 3984 metros e que por esse motivo tem sempre muito turismo.
Logo a seguir passámos pelo Col du Lautaret, que fica a 2058 metros de altitude nos Hautes-Alpes, em pleno coração do Parque Nacional des Écrins, que atravessámos, tendo seguido até Briançon onde entrámos na N94.
Todo este percurso desde Vizille, pela estrada N91, é muito bonito pois vai-se bastante tempo ao lado daqueles rios formados pelas águas das neves derretidas e também por se atravessar os Hautes-Alpes. É ainda mais bonito neste sentido do que no inverso.
Em Briançon seguimos pela N94 até Montgenèvre, entrando logo a seguir em Itália por Claviére e pela estrada SS24 fomos até Oulx, onde entrámos na auto-estrada A32 até Turim, onde chegámos às 19 horas, tendo a C. chegado a casa cinco minutos depois.

22º Dia - Turim - 0 Km

Hoje estivemos todo o dia em casa a matar as saudades da filha e a pôr a conversa em dia, só tendo saído para ir a um Centro Comercial que tinha aberto há uma semana. O dia e também a noite, estiveram muito quentes.

23º Dia - Turim (Passeio de domingo) - 161.4 Km

Saímos de casa às 10 horas e fomos os quatro na AC até ao Col du Mont Cenis, que fica em França, logo à saída da fronteira italiana. Seguimos pela SS25, passámos por Susa e começámos a subir para a montanha. Esta estrada foi construída por Napoleão, entre 1803 e 1810.
Quando chegámos ao Col, que fica a 2083 metros de altitude, em plenos Alpes, procurámos um lugar junto ao lago, o que não foi nada fácil por já estar tudo cheio de AC's francesas e italianas. Lá arranjámos um buraquito para estacionar, contando com a boa vontade de um italiano que desviou a dele um pouco para nós cabermos.
Depois de estacionar fomos preparar uma churrascada para o nosso almoço. Almoçámos um pouco afastados da AC, pois não havia espaço e depois do almoço descemos mais um pouco até junto da água e estivemos lá sentados ou deitados, ficando no final todos queimados, principalmente eu e o F., pois estivemos em tronco nú durante quase todo o tempo em que lá permanecemos.
Regressámos a casa ao final da tarde e em Susa entrámos na auto-estrada por haver muito trânsito.

24º Dia - Turim - 0 Km

Saímos de casa para apanhar o autocarro do meio-dia e fomos até à Piazza Castello, indo depois ter com a C. para irmos juntos almoçar. Depois do almoço ela foi trabalhar e nós fomos dar uma volta até às 17.30, indo a seguir ter com ela e vindo os três para casa. De resto não se passou nada digno de nota.

25º Dia - Turim/Berrias - 434 Km

Saímos de casa às 07.30, hora a que a C. também saiu para ir trabalhar e seguimos pela SS25 até Susa, onde entrámos na auto-estrada A32 até Oulx, tendo aqui saído e continuámos pela SS24 até à fronteira de França.
Passámos depois por Montgenèvre às 09.30 e parámos aí para tomar o pequeno almoço. Continuámos pela N94 até Briançon e depois na direcção de Gap, tendo parado para almoçar na zona da fonte, onde páro sempre, a seguir a Rosans. Após o almoço continuámos pela N94 na direcção de Orange, mas virámos um pouco antes, a seguir a Tulette pela D94 para Bollène e daqui pela N86, D6, D979 e D37 para St. Ambroix. Seguimos depois até mais à frente para ver onde ficavam as Grutas La Cocalière. Continuámos pela D104 durante mais 11 Km, até Berrias, onde ficámos no Camping La Source, tendo chegado às 19 horas.

26º Dia - Berrias/Saintes Maries-de-La-Mer - 183.5 Km

Saímos do camping às 10.15 e fomos visitar as Grutas La Cocalière, que ficavam próximo. Estas grutas, segundo as informações recolhidas, foram descobertas em 1952 e estão abertas ao público desde 1967, sendo de fácil visita por se encontrarem em plano horizontal. A temperatura no seu interior é de 14º C.

Após a entrada, descemos até 50 metros de profundidade e encontrámo-nos na Sala dos Congressos, assim chamada por ali se terem realizado congressos de espeleólogos e onde também se realizaram bodas, baptismos, missas do galo e até um concerto de clarinetes. A entrada natural da gruta, por onde entraram em 1952 os exploradores, é uma galeria de 3 Km, com um acesso muito fácil e encontra-se quase à saída da nossa visita.
Terminada esta, apanhámos um petit-train já no exterior, que nos transportou para o local da entrada.
Seguimos viagem pela D904 até Alès e daqui pela D981 até à Pont du Gard, tendo antes passado por Uzès.
Quando chegámos estacionámos num dos enormes parques de estacionamento, que também são pagos e fomos visitá-la. A Pont du Gard é uma ponte romana construída um pouco antes da era Cristã para suportar uma conduta de água, que levaria a água capturada junto de Uzès até Nimes e que neste local teria de atravessar o rio Gard.
A parte visível deste aqueduto e que é visitada, mede 275 metros de comprimento e foi construída em três níveis. O nível inferior tem 6 arcos, 142 metros de comprimento, 6 metros de espessura e 22 metros de altura. O nível médio tem 11 arcos, 242 metros de comprimento, 4 metros de espessura e 20 metros de altura. O superior tem 35 arcos, 275 metros de comprimento, 3 metros de espessura e 7 metros de altura. É neste nível que está a conduta de água, que tem 1,8 metros de altura e 1,2 metros de largura, e que de momento não é visitado por se encontrar em obras. A Pont du Gard foi classificada Património Mundial da Unesco em 1985.
Terminada a visita seguimos pela D6086 para Nimes e depois pela D6113 para Arles e desta cidade continuámos pela D570 até Saintes Maries-de-La-Mer, tendo ficado no Camping Le Clos du Rhône, onde chegámos às 18.30.
Este camping está situado junto ao Mar Mediterrâneo, no Golfo de Lion.
Depois de nos termos instalado, fomos dar uma volta ao mesmo e saímos por uma porta nas traseiras que dava para a praia, onde havia muitos pescadores.
É nesta localidade que se realiza anualmente, no dia 24 de Maio, a maior festa cigana da Europa, juntando ciganos vindos de toda a parte do continente europeu.

27º Dia - Saintes Maries-de-La- Mer/Vias - 158.5 Km

Deixámos a AC no camping e fomos até ao cais, 200 metros à frente, apanhar o barco Tiki III para um mini cruzeiro camarguês. Este Tiki III é um barco típico da região da Camarga, que é movido através de uma grande roda à traseira e que percorre durante uma hora e meia as águas do Petit Rhône, desde a sua foz no Mediterrâneo até ao lugar onde uma barcaça faz a travessia do rio, levando pessoas e carros. Durante o percurso podemos observar a fauna (touros, cavalos, garças, vespeiros e outros) e a flora.
No final deste mini cruzeiro, fomos ao camping buscar a AC e andámos um pouco para trás, indo até ao centro de Saintes Maries-de-La-Mer, onde estacionámos numa zona reservada a AC's e fomos visitar esta localidade. Saintes Maries-de-La-Mer fica no coração de Camargue e é uma área de pântanos, lagunas e terra agrícola, que fica entre os dois braços principais do delta do Ródano e é famosa pelos touros negros e cavalos brancos. A Flora e a fauna da Camarga são de uma riqueza e de uma variedade excepcionais. Esta zona natural, conserva a tradição das manadas e dos guardas, que são a imagem emblemática da região de Camargue. Existem numerosos alugadores de cavalos, que promovem passeios em manada.
Almoçámos no Restaurante Taverne Italienne e mandámos vir dois pratos diferentes, não sabendo bem o que iríamos comer, mas que acabámos por almoçar bem e gostar.
Depois do almoço fomos visitar a Igreja e subimos ao seu terraço, que era o telhado de lajes e que servia de miradouro e de onde se tinha uma vista sobre a localidade, o Mediterrâneo e o Ródano.

Fomos dar mais umas voltas e regressámos à AC para prosseguir viagem até Aigues Mortes, onde também estacionámos e fomos a pé visitar esta cidade, que se encontra dentro de umas muralhas do séc. XIII, que formam um quadrado perfeito e que tem várias portas de acesso e algumas torres.
A sua origem perde-se no tempo e a sua fundação é atribuída a Marius Caius, por volta do ano 102, mas os primeiros documentos mencionando o lugar, datam do séc. X.
Entrámos por uma das portas e andámos a percorrer várias ruas e fomos visitar a Igreja Notre-Dame de Sablons, que é o monumento mais velho da cidade. Construída em estilo gótico, foi transformada ao longo dos séculos. Nos anos 60 do séc. XX começou a restauração do seu interior, respeitando a sua estrutura original.
Voltámos à AC e seguimos viagem passando por La Grande Motte e Sète e a partir daqui pela N112 na direcção de Béziers, tendo ficado no Camping Les Amandiers, logo à saída de Vias, onde chegámos às 20.15.
Este caminho que fizemos é sempre à beira mar e na zona de Sète há uma grande extensão de praia, onde havia muitas AC's paradas ao longo da estrada.

28º Dia - Vias/Tarascon-sur-Ariège - 247.4 Km

Saímos do camping às 09.15 e continuámos pela N112 até Béziers, onde perdemos bastante tempo devido ao trânsito, acabando por não ver nada. Aproveitámos e fomos a um supermercado para nos abastecer.
Seguimos depois na direcção de Narbonne, virando logo na primeira indicação que encontrámos para Carcassonne.
Parámos para almoçar à beira do
Canal du Midi, num local onde fazia bastante sombra, um pouco antes de Carcassonne.
Depois do almoço continuámos a viagem e fomos para
Carcassonne
que fica às margens do rio Aude e do Canal du Midi.
Os primeiros sinais de ocupação da
Cidadela de Carcassonne remontam aproximadamente ao ano 3500 a.C., por povos Celtas, Galo-Romanos e Visigodos. Durante a Idade Média foi defendida por um forte conjunto de fortificações, ficando rodeada por uma dupla linha de muralhas, com 54 torres, edificadas pela engenharia militar do séc. XIII e que ainda hoje podem ser vistas. No final do séc. XIX, este conjunto estava práticamente abandonado e foi então redescoberto por turistas ingleses e depois restaurado. Durante a II Guerra Mundial a cidadela foi usada como campo de prisioneiros. Depois de estacionar num parque próprio, dirigimo-nos a pé para a Cité Médiévale, que foi classificada como Património Mundial da Unesco. No seu interior existem restaurantes, bares, lojas e até um hotel. Fomos visitar a Basílica St.-Nazaire, a qual foi a catedral de Carcassonne até 1801, quando foi trocada pela presente Catedral Saint-Michel.

Construída no séc. XI e consagrada pelo Papa Urbano II em 1096, foi alargada entre 1269 e 1330 em estilo gótico, que predominava em França. No seu interior encontram-se vitrais espectaculares.Andámos depois a passear pelas ruas e passámos no Château Comtal, que abriga um museu.Após esta visita saímos da Cité e fomos para a AC, tendo continuado pela N113 para Castelnaudary a fim de irmos dar um passeio de barco pelo Canal du Midi. Quando chegámos ao local de embarque, depois de termos andado à sua procura, estavam pessoas a entrar para um barco, mas enquanto fui estacionar, o barco partiu e verificámos depois que esse tinha sido o último do dia.
Resolvemos então que não iríamos ficar ali na zona para o dia seguinte, guardando este passeio para outra oportunidade e seguimos pela D6 para
Mirepoix e daqui apanhámos a D119, a D12 e a N20 para Foix
. A partir desta localidade continuámos na N20, seguindo as indicações para Andorra e ficámos em Tarascon-sur-Ariège no Camping Le Pre Lombard, onde chegámos às 19.15.

29º Dia - Tarascon-sur-Ariège/Getafe (Madrid) - 761.2 Km

Hoje acordámos com alguma chuva e trovoada e durante o dia esteve mais fresco. Saímos do camping às 09.45 e continuámos a viagem pela N20 e depois pela N22 até Andorra, entrando neste principado por Pas de la Casa.Passámos por Andorra la Vella e fomos parar quase à saída, em Sant Julià de Lòria, no Centro Comercial Punt de Trobada, onde fomos fazer algumas compras e indo de seguida almoçar no Restaurante do Centro.
É claro que aproveitei também para atestar a AC de gasóleo, antes de sair de
Andorra. Saímos do Centro Comercial após o almoço às 15 horas e passámos a fronteira para Espanha logo a seguir, onde tive de parar para as formalidades alfandegárias do costume, onde não faltaram as habituais perguntas "Tem alguma coisa a declarar? Traz álcool ou tabaco?" e a espreitadela para dentro da AC.
Ultrapassado este obstáculo seguimos pela N145 até
La Seu d'Urgell e daqui pela N260 até Lérida. Em Lérida entrámos na NII e passando por Zaragoza, continuámos pela mesma estrada até Madrid, onde entrámos na NIV até à saída para o Parque Temático Warner Bros Park, que fica em San Martin de la Vega, nos arredores de Madrid.
Fomos a seguir para o
Camping Alpha, em Getafe, onde chegámos às 22 horas.

30º Dia - Getafe/Cazalegas - 153.5 Km

Saímos do camping às 09.40 e fomos até ao Parque Temático Warner Bros Park, onde pagámos 7€ para estacionar no parque exterior. Fomos depois visitar este parque que abriu as suas portas ao público no dia 5 de Abril de 2002. Logo à entrada estavam algumas figuras dos desenhos animados, com as quais se podiam tirar fotografias. Havia três montanhas russas, nas quais não andámos e uma estrutura metálica na qual se era projectado a 100 metros de altura em apenas alguns segundos, mas onde também não quizemos descarregar a nossa adrenalina, deixando isso para os mais novos. Andámos numas rodas gigantes que se moviam em água turbulenta e das quais saímos todos encharcados, pois além da água que inevitàvelmente vinha de baixo, também havia vários jactos de água, dos quais não havia maneira de nos livrarmos. Visitámos o camarim do Pato Lucas e as casas da Abuelita e do Coelho Bugs Bunny, com os quais tirámos fotografias, que fomos ver no final, resolvendo comprar a do pato. Assistimos ao espectáculo dos Efeitos Especiais de Hollywood, ao Show da Arma Letal, que foi efectuado no lago e ao Show da Louca Academia de Polícia. Por fim fomos também ao Hotel Embruxado, que é um simulador. Pelo meio disto tudo, almoçámos num dos muitos restaurantes existentes no recinto.

Saímos do parque às 20 horas e entrámos na NIV para Madrid, até apanharmos a NV. Nesta autovia estava em serviço apenas uma via, pelo que havia muito trânsito durante cerca de 30 Km, nos quais gastei um pouco mais de uma hora. Assim que apanhámos as duas vias abertas, o andamento melhorou bastante e então seguimos até à saída 101, por onde saímos para Cazalegas, onde ficámos no Camping Cazalegas, tendo chegado às 22 horas.


31º Dia - Cazalegas/Algueirão - 583.6 Km


Saímos do camping às 09.25 e continuámos pela NV até Badajoz, entrando de seguida em Portugal pelo Caia, às 13.45 (12.45 pela hora portuguesa) e fomos almoçar à saída de Elvas no Restaurante D. Quixote, tendo optado por uma cataplana de cherne para os dois. Após o almoço seguimos viagem pela auto-estrada A6 e depois pela A2 até à Ponte 25 de Abril, por onde atravessámos o Tejo, seguindo depois pelo IC19 até ao Algueirão, onde chegámos às 17 horas, tendo assim terminado esta viagem.


ESTATÍSTICA


Distância percorrida: 7180.7 Km

Total de gasóleo: 698.41 Litros
Despesa com gasóleo: 482.12 Euros
Consumo médio aos 100 Km: 9.73 Litros
Despesa com Portagens: 51.70 Euros
Despesa com campings: 295.06 Euros
Despesa média com campings:
Espanha: 15.32 Euros
França: 11.50 Euros
OBS.: 2 adultos e autocaravana

domingo, 8 de novembro de 2009

2005 - Viagem a França e Itália, realizada de 16.07 a 15.08, com passagem por Espanha, num Total de 7721.9 quilómetros percorridos. (Parte I)

Nota: Este ano, por estar previsto o nascimento da nossa primeira neta para a última semana de Julho, vamos andar por perto de Turim para que no primeiro telefonema nos seja possível a deslocação rápida para esta cidade.

Na imagem publicada em baixo pode ser visto o percurso efectuado.

1º Dia - Algueirão/Calatayud - 899.1 Km

Saímos do Algueirão às 05.30 e fomos pelo IC19 e Ponte 25 de Abril.
Entrámos depois na A2 e a seguir mudámos para a A6, indo nela até ao Caia, por onde entrámos em Espanha.
Chegámos à fronteira às 08.17 (9.17 em Espanha), depois de termos tomado o pequeno almoço na àrea de serviço de Estremoz.
Em Espanha fomos pela A5 até Madrid, onde estavam 36ºC quando a atravessámos. Parámos para almoçar em Alcalá de Henares, junto ao Centro Comercial Alcampo.
Depois do almoço fomos tomar café ao Centro e retomámos a nossa viagem. Alguns quilómetros antes de Calatayud, via-se ao longe o fumo do que deveria ser um grande incêndio.
Como estava muito calor e apesar de ainda ser cedo, resolvemos ir ficar nesta localidade. Foi assim que ficámos no Camping Calatayud, ao qual chegámos às 17.25.
Quando chegámos à recepção, verificámos num termómetro ali existente, que estavam 40ºC.

2º Dia - Calatayud/Montclar - 578.7 Km

Apesar do calor que fazia ontem quando chegámos, durante a noite arrefeceu bastante e hoje quando nos levantámos só estavam 18ºC.
Saímos do camping às 8 horas e fomos pela A2 até Zaragoza, seguindo depois pela NII até Lérida e um pouco à frente virámos para Andorra.
Como tinha planeado vir por esta estrada até La Seu d'Urgell, onde viraria para França e verificando nesta localidade que estava a apenas 10 Km de Andorra, resolvemos ir até lá para encher o depósito de gasóleo, uma vez que compensava fazer mais aqueles quilómetros.
Chegados a Andorra, fomos primeiro ao Centro Comercial Punt de Trobada, que fica logo à entrada e adquirimos alguns produtos.
Quando saímos do Centro fomos a San Juliá de Loria, que fica logo a seguir, atestar a AC e aí verificámos que já estavam 38ºC.
Voltámos a sair de Andorra e em La Seu d'Urgell, virámos pela N260 para Bourg Madame, que é a fronteira por onde entrámos em França.
Passada a fronteira seguimos pela N116 para Font Romeu, que é uma estância de inverno e daqui fomos até Mont-Louis, onde parámos para ir visitar a Citadelle.
Mont-Louis está situada a 1600 metros de altitude, sendo a cidade fortificada mais alta de França e encontra-se no coração do Parc Naturel Régional des Pyrénées Catalanes. A Citadelle começou a ser construída em 1679 e terminou em 1681.

Entrámos por uma porta nos fundos, junto ao estacionamento, e subimos depois até ao interior, onde existem ruas e muitas lojas de comércio. Também está lá uma igreja construída a partir de 1733.

Depois de termos dado uma volta por lá, saímos pela porta principal. Continuámos a nossa viagem pela D118 na direcção de Carcassonne, até Montclar, onde ficámos no Camping Domaine d'Arnauteille, tendo chegado às 20.30.

A estrada D118 é uma estrada estreita e na maior parte do seu percurso é toda em curvas.

3º Dia - Montclar/Pradelles - 413.1 Km

Saímos do camping às 9 horas e continuámos pela D118 até Carcassonne, virando depois pela N113 para Narbonne e daqui pela N9 até Béziers.
Em Béziers continuámos pela N9 até entrar na A75 para Millau. Parámos para almoçar na área de serviço de Le Caylar, que era uma área muito grande, onde havia um supermercado e um restaurante.
Após o almoço seguimos viagem pela A75 e atravessámos o novo Viaduto de Millau, que foi inaugurado no dia 14 de Dezembro de 2004 e é o mais alto viaduto do mundo, com uma altura de 340 metros (superior à altura da Torre Eiffel), um comprimento de 2460 metros e uma largura de 32 metros, o qual atravessa o Vallée du Tarn. Foi construído sobre 7 pilares de betão, de onde partem os cabos de aço que suportam o tabuleiro. A sua construção começou no dia 10 de Outubro de 2001.
Depois da portagem, saímos por um caminho provisório que dava acesso a uma zona com parques de estacionamento onde, depois de pararmos, subimos até um miradouro de onde se tinha uma vista panorâmica do viaduto.

Notava-se que ainda estava tudo em construção, pois havia muitas coisas provisórias.
Depois das habituais filmagens e fotografias, voltámos à estrada e seguimos pela D991 e pela D110 até Montpellier le Vieux. Estas estradas secundárias são muito estreitas, mas têm belas vistas. Quando seguíamos por elas, começou a cair uma chuva miudinha e ao chegar a Montpellier le Vieux, resolvemos voltar para trás pois tinha de se pagar para entrar e como estava a chover e aquilo tinha de ser visto a pé ou em "petit train", não dava nem para uma coisa nem para a outra.
Continuámos então pela D907B através das Gorges du Tarn. Também esta estrada é estreita e com muitas curvas e algumas em tuneis cavados nas paredes rochosas.
Virámos em Ste. Enimie pela D986 para Mende e depois pela N88 até Pradelles, onde chegámos às 19.30 e ficámos no Camping Municipal Le Rocher de Grelet.

4º Dia - Pradelles/Bourg d'Oisans - 361.2 Km

Hoje quando acordámos estavam 16ºC. Levantámo-nos cedo e saímos do camping às 07.45.
Seguimos pela N102 para Aubenas e depois para Valence pela N304. Em Valence fomos pela N532 e pela A49 para Grenoble. Nesta cidade tomámos o caminho de Vizille pela N85 e continuámos pela mesma estrada na direcção de Gap. Íamos à procura do Train Turistique de La Mure, que pretendíamos apanhar na Gare de St. Georges de Commiers.
Fomos por esta estrada até La Mure e estivemos junto à gare do comboio, mas como pretendíamos fazer o percurso inverso, voltámos novamente para Vizille. Seguimos então um pouco pela N91 no sentido de Briançon, mas verificando que não era por ali, voltámos também para trás. Depois de ter perguntado a um casal francês que estava parado numa autocaravana e tendo eles consultado um mapa, em virtude de também não saberem, lá nos indicaram o caminho e voltámos então novamente para trás pela N85 até junto de Champ sur Drac, onde virámos pela D529 para St. Georges de Commiers.
Uma vez ali, estacionámos junto à gare e já quase em cima da hora da partida, fomos comprar os bilhetes e embarcámos, para logo de seguida o comboio partir.
















O Caminho de Ferro de La Mure foi criado para descer o carvão extraído das minas, até Grenoble. Foi inaugurado em 24 de Julho de 1888 e foi o primeiro comboio do mundo a ser electrificado. Hoje ele serve apenas turisticamente e percorre uma distância de 30 Km, subindo de uma altitude de 316 metros até aos 882 metros em La Mure, em 1 hora e 50 minutos.Na descida ficou-se por 1 hora e 35 minutos. Agora a nossa impressão: Não recomendamos. Com o preço dos bilhetes (36 €), mais valia termos ido almoçar a um restaurante.
Terminado o passeio, voltámos para Vizille e aí tomámos a N91 para Briançon, tendo ficado em Bourg d'Oisans no Camping Le Colporteur, onde chegámos às 19.30.
5º Dia - Bourg d'Oisans/Turim - 192.7 Km

Hoje ao levantar só marcavam 14ºC no termómetro da AC, mas não seria própriamente uma surpresa, pois já estávamos na zona dos Alpes e o camping estava todo rodeado por altas montanhas.
Saímos do camping às 09.30 e continuámos pela N91 na direcção de Briançon.
Parámos em La Grave e subimos no teleférico até La Meije, que fica a 3450 metros de altitude, estando o Grand Pic a 3982 metros.Este teleférico é composto por cinco cabines de seis lugares cada. Aos 2400 metros mudámos para outro teleférico que nos levou até lá acima. Ao chegar lá acima deparámo-nos com um cenário todo de neve.















Andámos um pouco pela neve e fomos visitar a Gruta de Gelo que é espectacular.














É uma gruta cavada na neve e no seu interior, que é composto por alguns pequenos tuneis, estão esculpidas no gelo várias figuras de animais.Depois de sairmos da gruta, fomos andar mais um pouco pela neve e tirámos algumas fotografias para ficarem para a posteridade. A dada altura, a M.A. enterrou uma perna na neve até ao joelho e teve de vir um senhor ajudar a tirá-la de lá, pois eu não estava a conseguir porque só me dava vontade de rir.
Viemos depois para baixo e almoçámos no parque de estacionamento.
Depois do almoço fomos dar uma volta em La Grave, após o que seguimos viagem até Briançon pela N91 e a partir daqui subimos até Montgenèvre. Passámos a fronteira para Itália e logo a seguir estivemos parados mais de meia hora, pois havia obras de alargamento da estrada e em alguns locais só se passava por uma via alternadamente. Além desta paragem ainda tivemos outras, mas menos demoradas. Mais à frente entrámos na auto-estrada A32 para Turim e chegámos a casa da C. às 18.45.

6º Dia - Turim - 15 Km

Hoje saímos de manhã e fomos com a C. ao hospital para ela marcar uma consulta de controle (ela está no final da sua primeira gravidez).
No regresso a casa, parámos no Parco Ruffini, junto à futura casa dela, para tirar uma fotografia para recordação daquela barriga.
A seguir fomos para casa e lá permanecemos.

7º Dia - Turim - 14 Km

Hoje voltámos ao hospital, pois a C. tinha a consulta que marcou ontem e ficámos a saber que estava tudo a correr bem. Regressámos a casa e já não saímos.

8º Dia - Turim/Cremona - 284 Km

Como o nascimento ainda podia demorar, resolvemos ir dar uma volta sem nos afastarmos demasiado.
Saímos de casa da às 09.15 e fomos ao supermercado para nos abastecer. Seguimos depois pela tangencial e entrámos na auto-estrada A21 até Asti. Saímos para Asti Este e continuámos a partir daqui pela SS10, passando por Alessandria e parando para almoçar à saída de Tortona.
Após o almoço, seguimos pela mesma estrada até Voghera e depois até Casteggio, onde virámos pela SS35 para Pavia.
Continuámos até Certosa di Pavia e fomos visitar a Cartuxa de Nossa Senhora das Graças, que é mais conhecida por Cartuxa de Pavia.Esta Cartuxa foi fundada em 27 de Agosto de 1396 e os trabalhos de acabamento e embelezamento duraram até aos últimos anos do séc. XVII. A sua fachada que é toda trabalhada em mármore branco, foi iniciada em 1475 e só foi terminada em 1560.
A igreja tem 81 metros de comprimento por 61 de largura e é composta por três naves divididas por delgados pilares de pedra. O interior é inspirado no da Catedral de Milão.


Da igreja passámos para o Claustro Menor, onde na parte inferior do telhado, há à volta de 600 cabeças e bustos de santos, profetas e monges.O Claustro Maior é formado por 123 arcadas apoiadas em colunas de mármore branco e tem 124 metros de comprimento por 102 de largura. À volta há uma fileira de 24 casitas, separadas umas das outras, onde os cartuxos viviam práticamente como eremitas e passavam a maior parte do dia rezando e trabalhando.A Cartuxa foi fechada em 1782 e reaberta em 1843, para ser definitivamente encerrada em 1881, tornando-se propriedade do estado. Hoje a Cartuxa é habitada pelos monges cistercenses, que cultivam os campos e produzem licores a partir da destilação de ervas criadas por eles.
Depois de visitar a Cartuxa, voltámos para Pavia e daqui seguimos pela SS234 para Cremona, tendo ficado nesta cidade no Camping Parco al Po, onde chegámos às 17.30.

9º Dia - Cremona/Vicenza - 212.9 Km

Cremona é uma cidade da região da Lombardia, localizada na margem esquerda do rio Pó. É conhecida pela sua arte no fabrico de violinos, que ainda hoje se pratica.
Saímos do camping às 9 horas e seguimos para o centro, onde estacionámos e fomos visitar a Catedral.Esta Catedral foi edificada entre 1107 e 1332 e possui uma rica fachada em mármore branco com um alpendre e uma torre sineira, o Torrazzo, de 111 metros de altura. O interior é magnífico.Após a visita do centro desta cidade, seguimos para Mantova pela SS10, continuando para Verona pela SS62. Aqui, continuámos pela SS11 para Vicenza, tendo parado antes de Vicenza para almoçar.
Depois do almoço seguimos viagem e à entrada de Vicenza vimos a indicação de um camping e resolvemos ir ficar nele. Seguimos então essa indicação, mas esta deixava de existir quando havia bifurcações de estradas e tivemos alguma dificuldade em chegar até ele.
Ficámos então no Camping Vicenza, onde chegámos às 14.50 e depois de escolher o lugar, aí deixámos a mesa e as cadeiras a marcar.Vicenza é uma pequena cidade da região de Veneto, que convida ao passeio a pé, devido à sua pouca extensão.
Voltámos a sair e fomos para o centro, onde parámos perto da Piazza Matteotti e fomos a pé até ao Teatro Olímpico, que foi o primeiro teatro coberto.Este Teatro, construído entre 1580 e 1585 em madeira e estuque, foi desenhado por Palladio, seguindo o modelo dos teatros antigos. O palco é admirável, com nichos, colunas e estátuas que se sobrepõem e deixam entrever extraordinárias prespectivas. Daqui seguimos para o Templo di Santa Corona, de onde tive de sair por não estar vestido adequadamente (estava de calção e camisola de alças).Este templo é uma igreja dominicana, cuja construção começou em 1261. O exterior caracteriza-se pelo seu grandioso pórtico de mármore e o seu campanário.
Passámos depois pela Piazza dei Signori, onde fica a Basílica Palladiana a um dos lados e ao fundo desta praça erguem-se duas colunas, uma com um leão e a outra com o Santo (S. Marcos).Esta praça está para Vicenza, como a praça de S. Marcos está para Veneza, pois é um lugar de reunião ao ar livre.
Seguimos para a Piazza Duomo, onde se encontra a Cattedralle, construída entre os séc. XIV e XVI, a qual apresenta uma fachada bicolor gótica.Como era domingo, não conseguimos comprar postais ilustrados e as habituais lembranças, porque estava tudo fechado.
Voltámos para o camping, mas antes disso ainda nos sentámos numa explanada a saborear duas (uma cada um) enormes taças de gelado. A minha, além do gelado, ainda tinha várias frutas (banana, kiwi, maçã, uvas, pêssego, melão e ananás).

10º Dia - Vicenza/Turim - 451.9 Km

Saímos do camping às 09.15 e fomos pela SS11 até Pádua, onde estacionámos num parque junto ao Prato della Valle.
Pádua é uma cidade conhecida internacionalmente, por ser a cidade onde Santo António, nascido em Lisboa em 1195, passou parte da sua vida e veio a falecer em 1231. É também um importante centro artistico de Itália, com inúmeros palácios medievais e igrejas de cúpulas douradas.
Ao deixar a AC no parque, atravessámos o Prato della Valle, que é uma praça oval do séc. XVII, a qual forma uma ilha e que está rodeada de estátuas de homens ilustres. Dirigimo-nos para a Basílica de Santo António, que é a maior igreja de Pádua, embora não seja a catedral e que é conhecida como "Il Santo". A sua construção começou em 1238, sete anos após a morte de Santo António, que ocorreu em 13 de Junho de 1231 e foi concluída em 1310. É um edifício gigante sem um estilo arquitectónico definido e sem dúvida, o complexo mais famoso da cidade de Pádua. A sua fachada tem 37 metros de largura e 28 metros de altura.É administrada pelos Frades Franciscanos Conventuais e é um lugar de peregrinação. No seu interior, há numerosos monumentos funerários erguidos em homenagem a homens de armas, estudiosos, eclesiásticos, etc., sendo um deles o Túmulo de Santo António, onde repousam os restos mortais do Santo há mais de sete séculos.
Mais ao lado situa-se a Capela das Relíquias, que foi erguida nos finais do séc. XVII, em estilo barroco e que é o local onde se conservam as recordações da vida do Santo.Estão também lá a Relíquia da Língua, das Cordas Vocais e dos Dentes, que foram encontrados intactos aquando da transladação dos restos mortais, vários anos depois da morte.
Passámos pelos Claustros e assistimos a seguir a uma exposição cinematográfica da vida de Santo António.Depois desta visita, passámos ao lado do Jardim Botânico, que é o jardim botânico universitário existente, mais antigo do mundo. Foi fundado em 1545.
Seguimos para a Basílica di Santa Giustina, que é um templo do séc. XVI.Quando estávamos lá dentro, telefonou a C. a dizer que já estava na maternidade. Sem termos práticamente visto nada, pois tínhamos acabado de entrar, regressámos rápidamente à AC e seguimos pela auto-estrada A4 na direcção de Turim. Chegados a esta cidade, fomos pela tangencial e saímos para o Lingotto, seguindo depois a indicação do Camping Villa Rey, onde chegámos às 20.30.

Continua...