quinta-feira, 9 de abril de 2026

Viagem à Feira do Queijo em Oliveira do Hospital, com extensão a Espanha, realizada de 05.03.2026 a 12.03.2026 num total de ... quilómetros percorridos

Aproveitámos a participação no 1º Encontro do grupo autocaravanista "Boa Vida sobre Rodas", realizado em Oliveira do Hospital por altura da Festa do Queijo Serra da Estrela, para nos alargámos mais um pouco e visitar outros locais, antes e depois do encontro. Esta viagem decorreu de 05 a 12.03.2026 e teve um total de 1534,1 quilómetros percorridos.

Dia 05 - Brejos de Azeitão / Barril de Alva - 359,1 Km

Saímos de Brejos de Azeitão a meio da manhã com destino a visitar as Buracas do Casmilo, próximo de Condeixa-a-Velha. Fomos pelo Porto Alto e Vila Franca de Xira até à Batalha, onde virámos pelo IC9 para depois apanhar a A13. Como entretanto começou a chover e já não dava para ir, anulámos a visita e seguimos para a ASA do Barril de Alva (coordenadas GPS: 40.285627, -7.963344, onde chegámos a meio da tarde e por lá ficámos.


Dia 06 - Barril de Alva / Oliveira do Hospital - 20,4 Km

Saímos da ASA e fomos por Santa Ovaia, onde visitámos uma familiar. Seguimos depois e fomos almoçar na área de serviço de Senhor das Almas (coordenadas GPS: 40.333531. -7.867848). Depois do almoço continuámos para Oliveira do Hospital e fomos para o local do encontro, que ficava no recinto da feira (coordenadas GPS: 40.365885, -7.864087).



Álgum tempo depois chegaram também os nossos amigos do Porto, que nos costumam acompanhar nestas andanças. Ao final da tarde acendeu-se o carvão e fizeram-se alguns grelhados.



Dia 07 - Oliveira do Hospital - 0 Km

Hoje fomos de autocarro fazer algumas visitas.


Começámos pela Queijaria dos Lobos, em Gramaços



à entrada tivemos uma breve explicação sobre a mesma


e pudemos assistir ao fabrico do mesmo.



No final tivemos uma prova de queijos e de compotas.


Seguimos depois para o Museu do Azeite, situado na aldeia da Bobadela.



O museu é uma entidade privada e nasceu do sonho do Sr. António Dias, que foi coleccionando objectos e maquinarias. Na entrada encontra-se uma homenagem aos seus fundadores.


No interior fomos recebidos por uma funcionária que nos deu toda a informação relativa ao museu.


Percorremos depois várias salas, sempre acompanhados pela funcionária, que nos ía explicando toda a história do azeite desde a apanha da azeitona até à saída do precioso líquido e desde a época romana até aos dias de hoje





Mais à frente passámos por uma vitrine onde podíamos ver vários objectos que serviram no passado para iluminação com azeite.


E também por vários utensílios usados para guardar o precioso líquido


Depois da visita ao museu, fomos almoçar numa colectividade, junto ao Anfiteatro Romano



em que no final foi distribuída uma lembrança a cada casal participante


e terminámos este repasto com a abertura do bolo alusivo ao encontro.


Fomos a seguir ver as Ruínas Romanas, classificadas como Monumento Nacional desde Abril de 1936. Começámos pelo Anfiteatro, ali mesmo ao lado, que era constituído por uma arena de forma elíptica e o muro que a circundava era formado por fiadas de blocos de granito logo seguido por bancadas de madeira.




Fomos depois visitar o Museu Municipal Dr. António Simões Saraiva, que foi criado em 2005.


Neste museu guardam-se importantes obras de arte e colecções de teor etnográfico, como peças doadas por pessoas de todo o município.








No largo da Igreja encontra-se o 
Arco Monumental, construído em grandes blocos de granito.



Voltámos para o autocarro e seguimos para Lourosa, onde visitámos a Igreja Moçárabe de São Pedro, que é um templo de construção pré-românica, datado do ano 912, o que a torna uma das mais antigas igrejas em Portugal. Devo dizer que esta igreja me diz muito, por ser da freguesia dos meus falecidos pais e nela assisti a casamentos, baptizados e funerais.


É composta por um pequeno átrio, seguido de três naves.


O interior é sombrio e quase não existem pinturas ou imagens.



Tem uma Capela lateral


e uma Pia Baptismal


Na entrada encontra-se uma escultura em madeira, representando a igreja e feita a partir de um tronco de pinheiro manso, pelo escultor Nelson Ramos.


No exterior encontram-se algumas sepulturas cravadas na pedra.


Também no exterior e um pouco afastada da igreja, encontra-se a Torre Sineira.


A igreja está classificada como Monumento Nacional desde 1916. Ao lado, encontra-se um monumento com o busto da guardiã da igreja, Maria do Patrocínio Nunes, localmentente conhecida por Tia China, que há mais de 40 anos desempenha esta função com toda a dedicação. Desconheço se nesta altura a senhora ainda será viva, mas se for terá 96 anos de idade e desejo-lhe as maiores felicidades.


Novamente no autocarro regressámos a Oliveira do Hospital, tendo-nos apeado junto ao recinto da Feira do Queijo, que percorremos e onde adquirimos alguns produtos.



Ao final da tarde juntámo-nos ao grupo e fomos comer umas bifanas e caldo verde no edifício do Mercado Municipal.


No final regressámos à zona das ACs e por lá ficámos confratenizando.

Dia 08 - Oliveira do Hospital / Ciudad Rodrigo - 229,3 Km

Saímos de Oliveira do Hospital, nós e os nossos amigos, depois das despedidas aos outros participantes que ainda ficaram. Seguimos dali para o Poço da Broca na pequena aldeia de Barriosa, em Vide. Este é um local de extrema beleza onde podemos ver uma queda de água no rio Alvoco. Estacionámos num recanto da estrada, junto ao Restaurante Guarda Rios (coordenadas GPS: 40.293511, -7.753463).


Atravessámos a estrada e seguimos a indicação do Poço.


Seguimos ao longo do rio


e poucos metros à frente  deparámo-nos com a bonita Cascata, que deslizando sobre as rochas se precipitava mais abaixo, formando uma lagoa, antes de continuar o seu curso.



Continuámos depois para Ciudad Rodrigo em Espanha, indo estacionar num parque para autocaravanas, sem serviços, a poucos metros do Centro Histórico. (coordenadas GPS: 40.601208, -6.535504).


Ciudad Rodrigo é uma cidade fortificada e está classificada como Sítio Histórico e Artístico. Fomos depois a pé e entrámos pelos Portões Amayuelas, ao lado da Catedral. O mais pequeno é do século XV ou XVI e o maior foi ampliado no século XX para permitir o acesso a veículos


Passámos pela Catedral de Santa Maria, cuja construção começou no século XII mas só terminaria vários séculos depois. Foi declarada Bem de Interesse Cultural em 1889.



Perto da Catedral passámos pela
Iglesia de Cerralbo, construída no século XVI.



Ao lado da igreja encontra-se a Plaza Buen Alcaide, uma encantadora praça com arcadas 



continuámos o nosso passeio por algumas ruas



e fomos dar à Plaza Mayor


onde no topo se situa o magnífico edifício do Ayuntamiento, que remonta ao século XVI.


Seguimos em frente


até ao edifício dos correios, instalado na Casa de los Vázquez, do século XVI.


Fomos depois até à Iglesia de San Pedro, que data do século XII



O interior, de três naves, é encabeçado pelo Altar principal, onde se encontra um crucifixo que é levado em procissão durante a Semana Santa


Saímos pelo Portão de Santiago, do século XII


de onde se avistava a Ponte Velha sobre o rio Águeda, reconstruída no século XVIII


caminhámos pelo espaço entre as duas muralhas que constituem a fortificação



e voltámos a entrar pela Porta del Sol


Passámos pela Casa de la Marquesa de Cartago, que começou a ser construída no século XIX mas esteve parada e só foi concluída no século XX


atravessámos a Plaza del Salvador


 voltámos a sair pelos 
Portões Amayuelas de regresso ao estacionamento das autocaravanas, onde pernoitámos.

Dia 09 - Ciudad  Rodrigo / Zarza de Granadilla - 113,7 Km

Saimos de Ciudad Rodrigo e fomos para Granadilla, onde estacionámos no parque junto à entrada (coordenadas GPS: 40.269246, -6.105194). Granadilla é uma cidade fantasma por ter sido evacuada em 1955, aquando da construção de uma barragem nas proximidades e ter sido considerada zona de inundação, situação que nunca se veio a verificar até aos dias de hoje. Como era 2ª feira, encontrava-se encerrada e fomos estacionar mais à frente para almoçar


numa zona de onde se avistavam as águas da barragem.


Depois do almoço e como queríamos mesmo visitar a cidade, o que só seria possível no dia seguinte, procurámos onde pernoitar e deslocámo-nos então para Zarza de Granadilla, a poucos quilómetros, para a Area de Autocaravanas Victoriano Martin, onde nos instalámos e pernoitámos (coordenadas GPS: 40.228994, -6.057466).



Como o tempo estava de chuva, já não saímos e por lá nos mantivemos.

Dia 10 - Zarza de Granadilla /San Esteban del Valle - 234,2 Km

Saímos da ASA e voltámos para Granadilla.


Depois de estacionar fomos então visitar a cidade, que tem a sua origem na Idade Média e prosperou até à segunda metade do século XX, altura em que foi expropriada e evacuada para a construção da barragem Gabriel y Galán. Em 1980 foi declarada Sítio Histórico-Artístico e iniciaram-se algumas reconstruções. Iniciámos a visita, atravessando a Puerta de la Villa, na muralha


logo à entrada temos o Castelo composto por uma torre central com quatro torres semicilíndricas 


à qual subimos


O interior é composto por um andar intermédio



por onde se acede ao topo, através de uma escada de pedra


o qual serve de um excelente miradouro



de onde se pode observar a povoação e a barragem.




Descemos do castelo e percorremos a rua principal, onde algumas casas já foram restauradas


até à Plaza Mayor, onde ficava o Ayuntamiento


a Casa das Conchas


e ao fundo uma casa balconada.


Circulámos ainda por algumas ruas




subimos à Muralha que circunda a cidade




e apreciámos as vistas para as águas da barragem



para a Iglesia de la Asunción



para os campos



e para as áreas abandonadas da cidade.





Descemos da muralha e dirigimo-nos para a saída.


Já nas ACs, seguimos para as Cuevas del Águila (Grutas da Águia), próximo de Arenas de San Pedro e estacionámos no estacionamento das grutas (coordenadas GPS: 40.155203, -5.071424). Depois de adquirir os bilhetes, dirigimo-nos para a entrada.


Esta gruta foi descoberta por acaso na véspera de Natal de 1963 e abriu ao público em 1964. Hoje podemos percorrer os seus cerca de 1000 metros de caminhos pavimentados e escadas com 50 metros de profundidade e uma temperatura constante de 17º C. Apresento de seguida apenas algumas fotos das várias dezenas que tirei.







Após esta visita, seguimos para a ASA de San Esteban del Valle, onde fomos os únicos ocupantes e pernoitámos num ambiente calmo e sossegado (coordenadas GPS: 40.277095, -4.975555).


Dia 11 - San Esteban del Valle / Plasencia - 175,8 Km

Saímos de San Esteban del Valle e fomos fazer a Ruta de los Pescadores, que ficava ali próximo em Arenas de San Pedro. Estacionámos num parque junto à área recreativa do rio Pelayo



e por falta de indicações, seguimos pelo caminho em frente




que seguia ao longo do rio



e que por vezes nos colocava alguns obstáculos.



Chegámos a um ponto em que tivemos de optar, pois havia duas indicações, sem que nenhuma delas indicasse a Rota dos Pescadores. Optámos então pela mais curta que indicava o Charco Verde


e caminhámos através de alguma vegetação


até chegarmos ao Charco




Neste ponto, regressámos pelo mesmo caminho até ao estacionamento, descemos até à estrada, atravessámos a Ponte Velha de Pelayo



e subimos imediatamente a seguir, do outro lado do rio.



Fomos até um pouco mais acima


onde eram as Piscinas Naturais


e havia mesas, tendo aproveitado para descansar um pouco.



Regressámos ás ACs e parámos um pouco à frente para almoçar. Depois do almoço continuámos a viagem até Plasência, onde estacionámos no Parque de estacionamento (coordenadas GPS: 40.032134, -6.079786).


De seguida fomos a pé dar uma volta pela cidade já nossa conhecida e passámos na Calle del Sol pela estátua equestre do fundador da cidade, o rei Alfonso III.


Entrámos pela Porta del Sol


e seguimos por uma rua


até á Plaza Mayor, onde se localiza o Ayuntamiento, num edifício construído em 1966.



Num dos lados apresenta uma Torre Sineira que abriga o símbolo da cidade: Abuelo Mayorga, um autómato que marca as horas para a cidade.


Fomos depois até à Catedral, que no fundo são duas: a Nova, construída no século XV e a Velha construída no século XIII, embora nenhuma delas tenha sido concluída.




Começámos a visita pelos Claustros, que servem de ponto de ligação das duas catedrais.




Passámos pelo Museu da Catedral, que abriga vários objectos religiosos dos séculos XV ao XVII.



Passámos também pela Sala Capitular.



A Catedral Nova conta com três naves, todas da mesma altura, surpreendendo o espaço aberto da central


cobertas por abóbadas de nervuras.


Uma das joias da Catedral é o Coro, guardado por uma grade de ferro forjado


onde se encontra o cadeiral em duas filas sobrepostas, com 26 assentos na inferior e 41 na superior, todos eles feitos de madeira de nogueira


e o Orgão


Saímos da Catedral e passámos pelo Palácio de los Monroy, mais conhecido por Casa de las Dos Torres, datado do século XIV


e também pela Iglesia de San Nicolás, construída no século XIII e uma das primeiras igrejas da cidade


situada na Plaza San Vicente Ferrer


Após estas visitas regressámos ao local de estacionamento e aí pernoitámos.


Dia 12 - Plasência / Brejpos de Azeitão - 401,6 Km

Hoje saímos de Plasencia depois de nos termos despedido dos nossos amigos, pois embora continuássemos juntos por mais alguns quilómetros, iríamos ter de nos separar em plena auto-estrada e cada um seguir para as suas casas. Entrámos em Portugal pela zona de Monfortinho e seguimos pela A23 a partir da zona de Castelo Branco. Saímos em Constância e fomos almoçar na nossa já habitual, quando passamos por esta zona, Tasquinha do Carcavelo na Carregueira.



Depois do almoço continuámos a viagem até casa, onde chegámos a meio da tarde.