Contrariando o endereço do meu blogue "Viagens por terra", publico esta viagem, que desta vez foi por ar para uma visita à ilha da Madeira, realizada de 18 a 27.03.2026, num total de 878,1 Km percorridos em carro alugado.
Dia 18 - Brejos de Azeitão / Funchal / Ponta do Sol
Viajámos logo de manhã de casa para o aeroporto de Lisboa, utilizando um transporte da Bolt. Tínhamos o voo marcado para as 12:05 horas e chegámos ao aeroporto por volta das 09:30 horas.
Embarcámos pelas 11:45, mas a partida atrasou alguns minutos.
Chegámos ao Funchal e desembarcámos, já passava das 14 horas. Depois de levantar as malas, aguardámos à porta do aeroporto, que uma carrinha da empresa de aluguer de carros, nos viesse buscar e nos transportasse à empresa. Já de posse de um Ford Puma
seguimos para a Ponta do Sol, onde tínhamos arrendado uma casa para o tempo da estadia, tendo antes passado por um Continente no Funchal onde nos abastecemos de alguns alimentos. Chegámos à casa já as horas íam avançadas e fomos recebidos por um senhor que nos entregou as chaves, nos mostrou a mesma e deu explicações.
Hoje já não saímos e apenas nos instalámos.
Dia 19
Saímos de casa e fomos até Ribeira Brava, onde visitámos o Museu Etnográfico
Após a visita, fomos dar uma volta a pé e passámos pelo edifício da Câmara Municipal
Mais ao lado passámos pela Igreja Matriz, um edifício do século XVI, que teve origem numa pequena capela do século XV
cujo largo frontal estava todo enfeitado.
O interior da igreja é de três naves
Na Capela-mor podemos ver um magnífico retábulo de talha dourada dos finais do século XVII.
Um pouco ao lado vemos o Púlpito
Aos pés está o Coro-alto onde se situa um Orgão
O tecto é em painéis de madeira de onde pendem dois lustres.
Saindo da igreja caminhámos até à zona do mar e passámos pelo Forte de São Bento, construído em 1708, mas que um século depois sofreu importantes danos, devido a uma cheia que atingiu a ilha. Em 1916, começaram as obras de restauro e podemos hoje ver uma pequena Torre circular, onde funciona o posto de turismo.
Fomos pela marginal
e voltámos ao parque onde tínhamos estacionado. Seguimos depois para o Cabo Girão, mas passámos ainda pelo Continente para adquirir mais alguns produtos que ontem nos escaparam. Do estacionamento podíamos observar a Cascata Mae que cai de uma altura impressionante.
No Cabo Girão, depois de estacionar, dirigimo-nos à bilheteira para adquirir os bilhetes de acesso ao Miradouro.
Este Miradouro, com vista para o Oceano Atlântico, é o penhasco mais alto da Europa com os seus 589 metros acima do oceano.
Já em posse dos bilhetes, transpusemos os torniquetes ou catracas.
e passámos até ao miradouro
o qual tem desde 2012, uma plataforma em vidro transparente, suspensa sobre o abismo, que nos permite ter uma visão deslumbrante e mais real.
Após esta visita, voltámos à Ponta do Sol e fomos almoçar ao Restaurante As Fontes do Horácio, quase ao pé da nossa casa.
Depois do almoço fomos até Câmara de Lobos e estacionámos num parque subterrâneo junto da Biblioteca Municipal com vista para o oceano
Dirigimo-nos a seguir para a Adega Henriques & Henriques, que fomos visitar.
A Henriques & Henriques é uma empresa vinícola fundada em 1850 e a mais antiga da Madeira. Fizemos uma visita às instalações
e acabámos com uma prova de vinhos.
Antes de sair passámos ainda pela loja de vendas.
Fomos depois até à Praia do Vigário
que é formada por seixos de diferentes tamanhos.
Demos mais uma volta e regressámos a casa.
Dia 20
Hoje fomos até ao Funchal. Estacionámos num parque subterrâneo e fomos visitar o Mercado dos Lavradores.
Este mercado foi inaugurado em 1940 e logo à entrada está decorado com painéis de azulejos de 1940 com temas regionais.
Aqui podemos encontrar desde legumes frescos
frutas tropicais e especiarias
flores exóticas e artesanato
e peixe no piso inferior.
Saímos do mercado e fomos por umas ruas com pinturas nas paredes e nas portas
Seguimos até à Av. do Mar, mais própriamente ao Jardim do Almirante Reis, onde se encontra a escultura "Doce Loucura"
e também a estação do teleférico para o Monte, mas que neste momento se encontrava encerrada para manutenção.
Continuámos passeando à beira-mar
e fomos até à Fortaleza de São Tiago, construída no século XVII para proteger a ilha de ataques de piratas e invasões estrangeiras.
Logo à entrada encontra-se um clássico da década de 30 do século passado.
Actualmente a fortaleza serve como atração turística que oferece vistas panorâmicas para o mar e para a ciade do Funchal.
Voltámos a descer e seguimos pela Rua Portão de São Tiago
virando depois pela Travessa das Torres, onde as portas estavam pintadas com fotos de fadistas
e ao cimo da mesma se encontrava o Restaurante Casa Portuguesa, com uma bonita apresentação.
continuámos a caminhar e num largo próximo do Mercado dos Lavradores, encontrava-se uma escultura de bronze, representando o Transporte do Vinho e retratava um homem com dois bois puxando um carro com um barril de vinho, um método tradicional de transporte de mercadorias na ilha.
Fomos de seguida à Fábrica de Santo António. Esta foi a primeira fábrica de biscoitos da Madeira criada em 1893. Quando chegámos já havia uma fila à porta para entrar na loja.
O interior desta loja respeita o traçado original, onde as prateleiras e os armários são os mesmos de sempre e não é preciso entrar para sentir o aroma das fornadas que estão sempre a sair e que se sente nas proximidades.
Como não podia deixar de ser e foi esse o motivo da nossa vinda a esta fábrica, comprámos o tão afamado Bolo de Mel de Cana e mais alguns biscoitos.
Depois de nos abastecermos, para mais tarde saborear, fomos até à Sé Catedral, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, cuja construção é dos finais do século XV e apresenta um bonito portal. A Catedral foi classificada como Monumento Nacional em 1910. De salientar que na construção foram utilizados blocos de rochas vulcânicas retiradas das falésias do Cabo Girão.
O interior da Catedral possui três naves
em que a cobertura é feita de madeira de cedro
assim como o cadeiral do coro da Capela-Mor. O Altar-Mor, em talha dourada, impressiona.
No Coro-alto destaca-se o Orgão de tubos, construído em 1884 e constituído por 1475 tubos.
Destacam-se também as Capelas laterais.
Seguimos depois para a Praça do Município, onde localiza o edifício dos Paços do Concelho, construído em 1758.
Na lateral desta praça encontra-se o Colégio dos Jesuítas, construído em 1570.
Depois destas visitas fomos ao parque de estacionamento buscar o carro e seguimos para o Convento de Santa Clara. Como ao chegar, este já se encontrava encerrado, fomos almoçar no Restaurante A Calçada, que ficava defronte.
Após o almoço fomos então visitar o Convento. Este Convento foi construído no final do século XV para abrigar as filhas da nobreza da ilha e está classificado como Monumento Nacional, desde 1940. Depois de transpormos o portão de entrada, ficámos no átrio de entrada.
Começámos a visita pela Igreja Nossa Senhora da Conceição, cuja entrada dava para o átrio
Todo o interior da igreja é forrado com azulejos centenários
Numa das laterais encontra-se um Púlpito, precedido de uma escada de acesso
O tecto é em madeira com pinturas
Na parede do lado contrário do altar, podemos ver os gradeamentos do Coro de baixo e do Coro de cima
Passámos de seguida ao interior do Convento e percorremos a varanda do Claustro, que dava acesso às diversas capelas e dependências
Entrámos na Capela da Ressurreição
e a seguir na Capela do Santíssimo Sacramento, com um tecto remontado com madeiras recuperadas e o Retábulo do Bom Jesus, do final do século XVI
passámos a seguir pela Capela Nossa Senhora do Monte
seguindo-se a Capela de São Gonçalo de Amarante
Subimos depois a uma Sala de Exposição, que procura contar a história do convento
Pudemos ver depois uma recriação de uma cela do final do século XVIII, com uma cama e cadeira em pau-santo brasileiro e pinturas do século XVII e XVIII. A cela individual foi prática comum a partir da Idade Média. Num inventário de 1863 estão indicadas 67 celas.
Passámos depois ao Coro alto em que se destaca o cadeiral, de grande simplicidade, do início do século XVI
Destacam-se também os azulejos azuis e branco, do século XVII, que forram partes da parede, onde se encontra o Retábulo de Nossa Senhora da Assunção, em talha dourada, do século XVII.
O tecto é todo em traves de madeira
Ao fundo podemos ver os gradeamentos, de onde as freiras assistiam às missas
Por fim, passámos ao Coro baixo em que na parede do fundo se vê uma imagem de Cristo crucificado e na oposta o gradeamento de acesso à visão da igreja.
Depois desta visita regressámos a casa.
Dia 21
Hoje começámos o dia bem perto de casa e fomos ver a Cascata dos Anjos. A Cascata dos Anjos é uma das cascatas mais famosas da Madeira. Apesar da Cascata ser próximo de casa, tivemos de ir dar uma volta por motivo da estrada estar fechada ao trânsito. Entrámos então pelo lado contrário, mas mesmo assim tivemos de estacionar à beira da estrada e fazer o resto do percurso a pé.
A Cascata cai directamente das falésias sobre a antiga estrada costeira ER101, antes de desaguar no mar.
Daqui, seguimos para a Floresta do Fanal, que faz parte da Floresta Laurissilva e é Património Mundial da Unesco, desde 1999. É famosa pelos seus loureiros centenários. Como tinha chovido, o caminho não era o mais convidativo para passear
mas a paisagem compensava alguma lama nos sapatos
De vez em quando passávamos por alguns dos "habitantes" da floresta
e por alguns dos loureiros centenários, que apesar da idade continuavam agarrados à vida.
Fomos depois até ao Miradouro de Ribeira da Janela
de onde se obtinha uma vista sobre os arredores
e sobre os famosos ilhéus da Ribeira da Janela.
Fomos depois almoçar na Casa de Pasto O Justiniano, nos arredores do Seixal
em que, para começar não podia faltar o bolo de caco com manteiga de alho
Depois do almoço fomos até São Vicente, visitar a Capela Nossa Senhora de Fátima, situada no topo de uma colina. Estacionámos na base e logo se nos depara a sua Torre quadrangular
e uma extensa escadaria de acesso à Capela.
Ao chegar à Capela, deslumbramo-nos com a paisagem das casas espalhadas pela montanha verdejante.
e da vista da própria cidade.
Após esta visita, voltámos para trás e fomos parar junto à Cascata Água d'Alto, na estrada que vai para Porto Moniz, à saída de São Vicente.
Esta cascata é uma das mais altas da ilha, com cerca de 150 metros.
Caminhámos até ao miradouro, que é uma plataforma metálica ao lado da antiga estrada
Deste miradouro podemos admirar, a alguma distância, a admirável cascata que cai pela encosta abaixo, em direcção ao mar.
Fomos depois até Porto Moniz, onde estacionámos e fomos ver as Piscinas Naturais.
Estas piscinas são formadas entre rochas vulcânicas e são uma das principais atrações da vila. O seu formato permite a entrada natural da água do mar, o que faz com que a água se vá sempre renovando.
À volta podemos observar as casas pela montanha acima, o que é uma visão normal por toda a ilha.
Regressámos ao carro e seguimos para o Farol da Ponta do Pargo. Este farol foi construído em 1922, na ponta mais ocidental da ilha da Madeira e tem uma altura de 14 metros.
Junto ao farol, encontra-se um Miradouro no cimo de uma falésia, a uma altitude de 290 metros, que oferece uma vista panorâmica sobre o Atlântico e as formações rochosas da zona circundante.
Dia 22
O dia hoje continuava chuvoso. Saímos de casa e fomos até ao Miradouro do Arco de São Jorge, que fica no norte da ilha
no cimo de uma falésia, que nos proporciona vistas deslumbrantes
De seguida fomos até Santana, com as suas pitorescas casas com telhados de colmo.
Como se vê pelas fotos, o tempo não estava convidativo para grandes passeios. Fomos a seguir até um mercado de rua, onde adquirimos alguma fruta.
Seguimos para a Reserva Natural da Rocha do Navio, criada em 1997, para preservar a diversidade da fauna marinha, que esta área oferece.
Nesta zona encontra-se também o Miradouro da Rocha do Navio
que nos oferece vistas para o Atlântico
e de onde se avista uma Cascata
e as casas de uma aldeia na montanha.
Daqui fomos até Porto da Cruz e fomos almoçar no Restaurante da Praia do Norte
onde comemos espada com banana e uma salada.
Depois do almoço fomos visitar a Engenhos do Norte, uma das três antigas destilarias ainda em funcionamento na região.
Foi construída em 1927, com maquinaria do século XIX
que continua a ser utilizada para o fabrico de aguardende de cana-de-açúcar ou rum.
Ao lado encontra-se a Casa do Rum
onde este pode ser degustado.
Depois desta visita, fomos a pé pela Orla Marítima até ao fundo, com vista para a Praia do Norte composta de seixos e pedras.
Ao lado podemos ver a margem vulcânica
e a impressionante falésia de rocha vulcânica da Penha d'Águia, com os seus 590 metros de altura
de onde cai uma alta Cascata.
Do lado contrário ao mar, podemos ver o desgaste provocado pela acção do vento, na encosta.
Seguimos depois para a vila do Caniçal e fomos visitar o Museu da Baleia.
O Museu da Baleia foi construído em 1989 mas passou para este moderno espaço em 2011. O acesso ao museu própriamente dito, faz-se através de rampas (não tem escadas), pois encontra-se no piso inferior.
O espaço divide-se em duas salas, sendo que logo na entrada temos duas embarcações baleeiras originais
um espaço com vários filmes, sendo um em 3D, que explicam como tudo se passava
vitrines com documentos
objectos feitos de osso e dentes de baleia
e várias amostras de partes de baleias, como crânios.
Numa das paredes está um mosaico com 84 fotografias, que é uma homenagem aos homens que arriscaram tudo no mar.
O que mais surpreende, são os modelos suspensos de baleias e golfinhos em tamanho real.
Saímos do museu e fomos até ao Cristo Rei do Garajau, na freguesia do Caniço. Estacionámos no parque junto ao Teleférico do Garajau, que desce a encosta até à Praia do Garajau.
de onde se tem uma vista da estrada que desce até à mesma.
e do mar lá ao fundo.
Caminhámos depois até às costas do Monumento, que foi construído em 1927.
Chegados lá, tinha-se uma vista da vila de Caniço
e passando para a parte da frente do Monumento, tinha-se uma grande escadaria que descia até à Ponta do Garajau, onde se encontra um Miradouro.
Ainda descemos um pouco dessa escada, apenas para ver o Monumento de frente.
Voltámos para o carro e regressámos a casa.
Dia 23
Hoje voltámos para o Funchal e passámos lá o dia. Estacionámos no estacionamento subterrâneo do Museu CR7 e começámos a visita por aí, ou melhor, comecei só eu.
No exterior encontra-se uma estátua do Cristiano Ronaldo, onde muitas pessoas vão tirar fotos.
Este Museu foi inaugurado em 2013, numa das zonas mais turísticas do Funchal e recorda os momentos mais importantes da vida de Cristiano Ronaldo. Depois de adquirir o bilhete de entrada, iniciei a visita.
Entre os vários troféus, como taças
estão várias estátuas, sendo uma de cera
e outra de chocolate
No final percorremos a Avenida do Mar
e fomos ao Vermelhinho, junto à Marina (desconheço porque se chama assim, pois até está pintado de verde)
onde tomámos umas bebidas na esplanada.
Continuámos e virámos pela Avenida Zarco, onde se encontra a estátua de João Golçalves Zarco e o edifício do Banco de Portugal
e voltámos mais à frente novamente para a Av. do Mar, onde se encontra o letreiro "Madeira"
Passámos também pelo Monumento ao Emigrante Madeirense
De seguida fomos ao Cais de embarque, pois já tínhamos adquirido os bilhetes on-line, para o passeio de Observação de Baleias e Golfinhos
onde já se encontrava ancorado o barco que nos levaria.
Quando chegou a hora, começou o embarque
e já instalados, o barco partiu à descoberta das baleias e navegou até à zona da Madalena do Mar
Quando finalmente foram avistados, o barco parou por alguns minutos, mas apenas se viram golfinhos e nada de baleias.
Após esta paragem, o barco iniciou o regresso e no total de ida e volta passaram cerca de 3 horas.
Já em terra, fomos ao estacionamento buscar o carro e regressámos a casa.
Dia 24
Saímos de casa e fomos até à Ponta de São Lourenço, fazer a caminhada na Vereda da Ponta de São Lourenço. Estacionámos na estrada ainda a alguma distância
e fomos até ao final da estrada, onde começava o caminho da Vereda.
A caminhada começa com boas condições, com um caminho empedrado.
Tem uma extensão de 3 Km, mais outos 3 para o regresso e é de dificuldade moderada, dado o tipo de piso e algumas subidas e descidas.
Pelo caminho íamos tendo vista espectaculares.
Quando o final já estava próximo, já esquecíamos o esforço.
Era então altura de fazer o percurso inverso.
Chegados cá abaixo, retornámos ao carro e partimos para o Miradouro da Ponta do Rosto, que ficava próximo. Estacionámos mesmo em frente do miradouro e fomos ver a paisagem.
Seguimos agora para a Vereda dos Balcões, mas ao passar em São Roque do Faial, parámos no Bar Zeca para uma pausa.
Onde saboreámos uma Nikita
um Pé de Cabra
e um prego em bolo do caco.
Continuámos depois a viagem e estacionámos junto ao início da Vereda. Esta é uma Vereda curta, de apenas 1,5 Km em cada sentido.
É uma caminhada de dificuldade fácil que atravessa uma floresta
passamos por uma pequena ponte
e ao lado de um riacho
proveniente de uma pequena cascata.
Como o dia estava chuvoso, por vezes o caminho estava enlameado
e como estava nevoeiro a visão era pouca.
Na parte final, ao chegar ao Miradouro dos Balcões, apenas se via o que estava mesmo à nossa frente
como por exemplo os passarinhos que não tinham medo das pessoas e quase se deixavam tocar.
Voltámos ao carro e regressámos a casa.
Dia 25
Hoje fomos até ao Pico do Arieiro, mas ao chegar lá, verificámos que também não iríamos ver nada pois estava um nevoeiro cerrado.
Ainda fomos até ao cimo, mas além de não se ver nada, também estava um frio de rachar.
Restou-nos ir até ao bar, onde estava mais quente
e comer um bolo do caco e um chocolate quentinho.
Regressámos ao Funchal e estacionámos no Caminho das Tilias, próximo do local de partida dos Trenós do Monte.
Descemos toda aquela rampa e ao chegar à bilheteira para comprar os bilhetes
vimos que já havia uma fila enorme à espera para apanhar os trenós.
Estes trenós são feitos de vime e assentes em cima de umas tábuas que servem de "patins".
São puxados por dois homens, chamados "carreiros", vestidos de branco e usando os típicos chapéus de palha. Usam também botas com sola de borracha, que servem de travão para parar o trenó, quando necessário.
A descida acentuada faz-se ao longo de 2 Km, com partida junto à Igreja do Monte e chegada ao Livramento, com curvas fechadas. Quando chegou a nossa vez, entrámos num trenó de 3 pessoas e lá fomos pela rampa abaixo.
No final da descida apanhámos um táxi, que nos deixou à porta do Monte Palace Madeira (Jardim Tropical), que fomos visitar de seguida.
Depois da aquisição dos bilhetes de entrada, iniciámos a nossa visita
tendo começado pelo Museu, que se encontra no ponto mais alto do jardim e abriga obras de Arte Moderna
e uma colecção de minerais, pedras preciosas e madeiras petrificadas.
Deixámos o Museu e fomos percorrer o jardim, que tem uma vista deslumbrante sobre a Baía do Funchal.
A origem deste jardim remonta ao século XVIII, mas foi só em 1987, que adquiriu a imagem que temos hoje. O Jardim é um verdadeiro paraíso, impossível de descrever. Contém plantas exóticas de todos os continentes.
É habitado por uma variedade de animais, como peixes que nadam nos lagos
flamingos
cisnes
Tem inúmeros lagos com ilhas e pontes
Algumas cascatas
Jardins orientais com estátuas
pagodes e pontes
O jardim é também adornado com esculturas e elementos arquitectónicos
painéis de azulejos
ao longo do jardim, encontra-se um conjunto de painéis que contam a história de Porugal, desde os reinados até à república.
Depois da visita ao Jardim Tropical, fomos almoçar no restaurante Belomonte, ali nas proximidades e que ficava no 2º andar.
Começámos com uma bela sopa de peixe, que estava divinal
e a seguir cada um comeu um prato diferente. Depois do almoço fomos visitar o Santuário Nossa Senhora do Monte.
Este Santuário situa-se a 598 metros acima do nivel do mar, num amplo átrio no alto de uma grande escadaria, de onde se avistava o casario do Funchal e o mar.
Este Santuário foi construído em 1741, no lugar de uma primitiva do século XV O interior da igreja é composto por uma nave com uma alta riqueza artística.
encabeçada por uma rica Capela-mor
cujo tecto é de uma beleza ímpar
nas paredes laterais, encontram-se os Coros
assim como o Púlpito
Aos pés situa-se o Coro-alto
Toda a igreja está coberta por um tecto de madeira com pinturas
A nave é ladeada por duas capelas laterais
Nesta igreja encontram-se os restos mortais do beato Carlos, Imperador da Austria e Rei da Hungria, falecido aqui no Monte em 1922.
Fomos depois até ao local onde tínhamos estacionado e seguimos para o Miradouro da Eira do Serrado, situada a 1095 metros de altitude, no interior montanhoso de Câmara de Lobos. Estacionámos junto à estalagem
e fomos depois por um pequeno trilho
até ao Miradouro, de onde se avista bem lá no fundo o Curral das Freiras, localidade que percorremos a seguir, mas apenas de carro.
Após estas visitas regressámos a casa.
Dia 26
Hoje saímos e fomos até ao Rabaçal para ir fazer a trilha da Levada das 25 Fontes e Risco. Estacionámos num grande parque à beira da estrada
e apanhámos uma carrinha do município, ao fundo do parque, que nos levou até ao início da trilha, que estava a 2 Km de descida. O preço foi de 8 € por pessoa (ida e volta), mas valeu a pena pois no regresso seriam 2 Km a subir e já depois de termos feito a trilha.
Aqui começava a caminhada de 4,3 Km de extensão, de dificuldade moderada
No início o caminho era mais ou menos plano
e íamos passando por vários riachos e levadas
até que chegámos ao desvio para o Risco
ao cabo de alguns metros já se via a queda de água a ficar mais perto
Continuámos a nossa marcha e mais à frente chegámos ao final da trilha, onde admirámos a Cascata do Risco, que cai verticalmente pela rocha escura, de uma altura de 100 metros.
Voltámos para trás e retomámos o caminho para a Levada das 25 Fontes.
O caminho era empedrado e todo em descida
e em certa altura começou a ser com degraus
entretanto íamos também admirando a paisagem da Floresta Laurissilva que nos rodeava.
Geralmente tínhamos sempre a levada por companhia
Finalmente chegámos ao final da levada e ficámos perante a Cascata das 25 Fontes, que cai de uma altura de cerca de 30 metros e das suas 25 nascentes, directamente numa pequena lagoa.
após alguns minutos para admirar e fotografar, iniciámos o caminho de regresso, que agora se tornava mais difícil, por ser quase todo em subida.
Quando chegámos ao final, fomos almoçar no Rabaçal Nature Spot Café, que ficava no início da trilha e que tinha mesas, algo toscas, no exterior.
Fomo-nos sentar no interior
e saboreámos uma belíssima sopa de tomate, uma quiche de cogumelos e um prego tradicional, tudo acompanhado de uma cerveja e uma poncha.
Depois do almoço e enquanto esperávamos pela carrinha para o regresso ao estacionamento, fui apreciando os passarinhos que íam circulando pelo chão à nossa volta.
Transportados ao estacionamento, saímos no carro e fomos novamente até à Floresta do Fanal, para vermos o efeito com o nevoeiro tendo verificámos que realmente tem uma visão totalmente diferente.
Depois disto regressámos a casa, mas como hoje era o últino dia na Madeira antes do regresso ao Continente, fomos dar uma volta pelas "capelinhas". Começámos pela típica Taberna da Poncha, na Serra de Água.
Logo à entrada verificamos que está toda "decorada" com cachecóis de clubes e todo o tipo de papéis.
Mandámos vir duas ponchas diferentes e uma nikita e fomos para uma mesa. Quando trouxeram as bebidas, também troxeram um recipiente com amendoins.
De salientar que o chão estava cheio das cascas de amendoins, digno de uma taberna que se preze.
Quando acabámos, fomos até Câmara de Lobos. Estacionámos junto à Baía
e fomos ao Snack Bar Vaquinha do Calhau
onde bebemos mais uma nikita de ananás cada um e comemos um bolo do caco.
Quando saímos ainda demos uma volta por ali, antes de ir para o carro
e só depois seguimos para casa.
Dia 27 - Ponta do Sol / Funchal / Brejos de Azeitão
Hoje foi dia de fazer as malas, sair de casa e ir entregar o carro, mas antes de o entregar, como ainda era cedo, parámos junto à rede do aeroporto
e estivemos a ver o movimento dos aviões.
Fomos depois para um ponto mais alto, de onde tínhamos uma melhor visão e estivemos lá a ver algumas tentativas de aterragens. O da Ryanair tentou duas vezes e depois deve ter seguido para outro destino.
O da TAP também não conseguiu
mas pelo meio houve um da Family Life, que aterrou logo à primeira.
Fomos a seguir entregar o carro e levados para o aeroporto pela empresa de aluguer.
Já no aeroporto, ainda esperámos algum tempo
pois só tínhamos voo às 16:15 horas
mas chegada a hora, embarcámos
e fizemos boa viagem até Lisboa. Em Lisboa solicitámos um transporte da Bolt, que nos transportou para casa, tendo assim terminado esta nossa viagem.
















































































































































































































































































































































































































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