domingo, 19 de novembro de 2017

Alentejo e Algarve

Viagem ao Alentejo e Algarve, realizada de 9 a 14 de Novembro, num total de 825,6 Km.

Dia 9 - Brejos de Azeitão / Évora - 117,2 Km

Saímos de Brejos de Azeitão ao final da tarde e fomos por auto-estrada até Évora, onde pernoitámos no estacionamento junto ao Aqueduto (coordenadas GPS: N 38º 34' 35'' W 07º 54' 53'').

Este é um local sossegado onde já havia outras ACs, a maior parte estrangeiras. Depois de jantar fomos dar um passeio até à Praça do Giraldo

e passámos junto às Muralhas.

Regressámos à AC para uma noite descansada.

Dia 10 - Évora / Manta Rota - 216,3 Km

Partimos de Évora e fomos por estrada nacional até Viana do Alentejo, onde estacionámos junto ao Castelo, indo visitá-lo de seguida.


Este Castelo começou a ser construído no início do séc. XIV, de planta pentagonal com cinco torres cilindricas. Da estrutura original resta parte das muralhas e das três portas primitivas apenas subsiste a localizada a norte, que é a porta principal do castelo.

No interior encontram-se construções posteriores: A Igreja Matriz ou de Nossa Senhora da Anunciação, os antigos Paços do Conselho e a Igreja da Misericórdia. Logo à entrada temos esta última, já desactivada, cuja construção data de 1516 e da qual sobressai o portal Manuelino, a abóbada da capela e os azulejos do séc. XVII que revestem a nave.




Subimos depois uma escadaria

e fomos visitar a Igreja Matriz,

entrando por uma porta lateral.

Esta igreja foi edificada no séc. XVI encostada às muralhas do castelo. O portal, em mármore, constitui um dos mais marcantes exemplares do Manuelino e o interior formado por três naves, sendo a principal mais elevada, é sustentado por grossos pilares octogonais, onde assenta a cobertura formada por abobadas de pedra e alvenaria. 


A cabeceira é composta por três capelas, sendo a capela-mor um pouco mais profunda que as laterais e é revestida de azulejos que foram colocados em 1676.

Na nave central também sobressai um belo púlpito em mármore de Estremoz.

Subimos depois às muralhas do castelo,









de onde se tem uma vista panorâmica da vila e dos arredores, vislumbrando-se ao longe o Santuário Nossa Senhora de Aires para onde iremos a seguir.



Das cinco torres, a de menagem é diferente das restantes por possuir ameias, quer na torre própriamente dita quer no campanário pentagonal.

Voltando ao solo e antes de sair do castelo passámos pelo Cruzeiro renascentista.

Deixando para trás o castelo, dirigimo-nos para o Santuário Nossa Senhora de Aires que fica a pouca distância.



Este Santuário foi construído entre 1743 e 1804 no local onde existia uma ermida quinhentista. Neste Santuário venera-se a imagem em pedra de Ançã da antiga padroeira, Nossa Senhora da Piedade. Esta imagem, em que Nossa Senhora está sentada com Jesus morto nos braços, é objecto de grande fé como o demonstra a grande quantidade de ex-votos expostos na Casa dos Milagres, uma colecção que inclui objectos de várias épocas como fotografias antigas, vestidos de noiva e tranças de cabelos e que é a maior colecção do país deste género.





No interior destaca-se o altar de talha.







O Santuário Nossa Senhora de Aires é o local da chegada da romaria a cavalo entre a Moita e Viana do Alentejo, que se realiza todos os anos na última semana do mês de Abril.
Após esta visita seguimos para Manta Rota e fomos pernoitar na Área de Serviço (coordenadas GPS:  N 37º 09' 55'' W 07º 31' 14''). Esta área fica junto à praia da Manta Rota e estava práticamente cheia quando chegámos, restando muito poucos lugares e confesso que me senti como se estivesse no estrangeiro, pois éramos os únicos portugueses. Também é de lamentar que as autocaranas nesta área não sejam permitidas nos meses de verão.


Depois de estacionar, atravessámos o passadiço de madeira e fomos dar uma volta pela praia, 





regressando depois para jantar, findo o qual demos uma volta pela área.


Dia 11 - Manta Rota / Falésia - 77,3 Km

Saímos de Manta Rota e seguimos para a Praia da Falésia, tendo ficado na área de serviço "Algarve Motorhome Park-Falésia" (coordenadas GPS: N 37º 05' 25'' W 08º 09' 37''), onde já fomos almoçar.



Dada a temperatura que se fazia sentir o mesmo decorreu no exterior da AC. Esta área de serviço localiza-se numa zona de beleza natural, debaixo de pinheiros mansos de altas copas, que oferecem alguma sombra nos dias de calor.




Depois do almoço fomos até ao areal da praia. O acesso pedonal à Praia da Falésia é feito por caminhos de terra batida por entre a vegetação, que ligam directamente a área às arribas, de onde se obtém uma paisagem magnífica.


A partir daqui existe uma escadaria de madeira que vai até à praia.



Esta praia tem um areal bastante extenso por onde demos uma passeata e apesar de estarmos em Novembro vimos alguém a tomar banho.




Também a Nina não passou sem ir molhar as patas.


Após algum tempo voltámos para cima e aí ficámos até ao jantar. Depois de jantar fomos dar uma volta pelas ruas próximas.

Dia 12 - Falésia / Silves - 38,9 Km

Apesar de nos sentirmos bem neste local, saímos também antes do almoço e fomos até Silves, indo ficar na área de serviço "Algarve Motorhome Park-Silves", na zona poente da cidade, que pertence ao mesmo dono da área da Falésia (coordenadas GPS: N 37º 11' 13'' W 08º 27' 05'').


Almoçámos já na área, no exterior da AC e à sombra de uma árvore pois estava sol e a temperatura era agradável. Permanecemos durante a tarde na área a descansar e fomos depois ao supermercado, que ficava quase ao lado, fazer algumas compras. Jantámos também no exterior da AC e depois de jantar fomos dar uma volta pela cidade,


tendo passado na Praça Al Mouhatamid Ibn Abbad. Esta Praça tem um nome difícil de compreender, de origem árabe, devido a que a cidade foi durante pelo menos cinco séculos dominada pelos árabes. Nesta praça podemos ver jardins com fontes, palmeiras e um lago com esculturas mouriscas.





Nas fachadas de prédios podemos ver belas pinturas.


Nas várias transversais desta praça íamos tendo alguma visão do Castelo.




Fomos quase até à ponta oposta da cidade e passámos junto do Castelo que é uma das mais notáveis obras de arquitetura militar que os árabes deixaram entre nós, com mais de mil anos de existência. 




Depois deste passeio regressámos à área de serviço para uma noite descansada.


Dia 13 - Silves / S. Bartolomeu de Messines - 55 Km

Saímos de manhã da área e de Silves e fomos até à aldeia de Alte que é considerada uma das aldeias mais típicas e preservadas do Algarve. Depois de estacionarmos à entrada, fomos passear junto à Ribeira de Alte, que percorre a aldeia.




Esta é uma zona aprazível propícia a piqueniques nos dias quentes de verão, pois é bastante arborizada e conta com um parque de merendas


e também uma cama para quem quiser dormir a sesta.

Passámos na Fonte Pequena


e na Fonte Grande, nascentes onde outrora as mulheres se deslocavam para encherem os cântaros de água e lavar a roupa.




Esta aldeia foi uma das 49 pré-finalistas no concurso das 7 Maravilhas de Portugal-Aldeias, na categoria de Aldeia Autêntica.




Depois de percorrermos esta maravilha, fomos almoçar no Restaurante A Ponte,

tendo depois seguido para a área de serviço Camperstop, perto de São Bartolomeu de Messines (coordenadas GPS: 37º 16' 44'' W 08º 14' 31'').







Esta área de serviço é de um casal holandês muito simpático e fica inserida no meio rural algarvio. À noite o céu estava estrelado e era um convite a contemplá-lo.

Dia 14 - S. Bartolomeu de Messines / Brejos de Azeitão - 320,9 Km

Saímos da área já com os depósitos despejados e a AC preparada para uma nova saída. Fomos na direcção de Ourique e um pouco antes fomos visitar a Igreja Nossa Senhora da Cola e o Castelo da Cola. Esta igreja foi construída no início do séc. XVII, no séc. XVIII foi construído o retábulo do altar-mor e no séc. XIX foi ampliada. É um Santuário de peregrinação que se realiza todos os anos a 8 de Setembro. Foi pena não a podermos ver por dentro, pois encontrava-se fechada.







Em frente, no cimo de uma elevação, encontra-se o Castelo da Cola, também conhecido como Castro da Cola, ou o que resta dele.




Sobre este castelo, que é um sítio arqueológico classificado como Monumento Nacional desde 1910, existem poucas informações históricas. É uma construção em alvenaria de pedra e são visíveis várias fundações.









As pesquisas arqueológicas iniciadas em 1958 foram suspensas em 1964, após o falecimento do arqueólogo Abel Viana pioneiro no seu estudo, baseado nas lendas locais. Do castelo também se tem uma vista sobre os campos e a igreja.



Seguimos viagem e era para irmos almoçar no Restaurante Km 10 em Castelo Ventoso, um pouco antes de Alcácer do Sal, mas ao chegar lá verificámos que se encontrava fechado para férias e então tivemos de seguir mais para a frente e fomos almoçar no Restaurante O Chefe Chinita, também em Castelo Ventoso.
Depois do almoço continuámos a viagem até Alcácer do Sal onde tomámos a estrada para o Torrão. Um pouco antes virámos para a Barragem Vale do Gaio ou Trigo de Morais, que tal como muitas outras se apresentava com muito pouca água devido à falta de chuva que se faz sentir este ano.
Esta barragem foi projectada em 1936 e entrou em funcionamento em 1949, tendo uma altura de 34 metros acima do terreno.








Depois de algumas fotos, seguimos até à vila do Torrão onde demos uma volta pelas suas estreitas ruas, sem sair da AC.

A partir daqui regressámos a Alcácer do Sal e apanhámos a estrada de regresso a casa, onde chegámos ao final da tarde.