quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

2007 - Páscoa em Turim, Itália de 6 a 18 de Abril.

Hoje não vou descrever nenhuma viagem como habitualmente faço, mas simplesmente publicar algumas fotos da minha ida a Turim, pela Páscoa de 2007.
Desde 2001 que vou passar a Páscoa a Turim com a minha filha e genro e agora as netas. Por esse motivo, resolvi também partilhar algumas imagens daquela cidade e de alguns lugares ao longo do percurso.
Normalmente, quando vou com este destino e não em passeio, vou por auto-estrada até Orange, onde saio e sigo por estrada nacional (D94 e D994) na direcção de Gap e a partir desta cidade pela N94, passando depois pelo Lac Serre-Ponçon, que é um lago enorme,

onde existe uma pequena ilha, na qual está construída a Chapelle St.-Michel.

Atravessamos depois uma ponte sobre este lago, que vai dar a Savines-le-Lac, que é uma pequena localidade à beira do lago, bastante turística e onde fazem passeios de barco pelo lago.

Continuamos depois pela N94 até Briançon

e a partir daqui começamos a subir para o Col de Montgenèvre, que nesta altura está quase sempre com neve e onde um ano tive mesmo de voltar para trás e dar uma grande volta, pois a estrada estava cortada.

Mais à frente passamos a fronteira para Itália e a estrada passa a ser a SS24, sendo logo a seguir Claviere, que é a primeira localidade italiana.

Este percurso, práticamente desde Orange, é todo ele muito bonito, pois começa por ser através de vinhas, depois ao lado do lago e finalmente a montanha.
Depois de entrar em Itália começamos a descer a montanha até Oulx, onde entramos na auto-estrada A32 e seguimos por ela até Turim.
Vou agora apresentar algumas imagens desta cidade




Seguem-se mais algumas...


e ainda mais estas.


Apresento em seguida imagens do Parco Valentino, que é um parque à beira do rio Pó e um de entre muitos que existem em Turim.




No regresso de Itália viemos pelas mesmas estradas, passámos por Avignon, onde pernoitámos

e seguimos na direcção de Andorra, tendo passado no Col du Chioula, que fica a 1431 metros de altitude.

Entrámos em Andorra por Pas de la Casa

e depois de atravessar este principado, seguimos por Espanha até Portugal e já no nosso país viajámos até casa.

sábado, 5 de Dezembro de 2009

2006 - Viagem a França e Itália (Parte II)

8º Dia - Pontarlier/Baveno - 360 Km

Saímos do camping às 08.30 e voltámos para trás, para ir meter gasóleo nas bombas do supermercado L'Clerc, que tínhamos visto ontem ao passar. Demos ainda uma volta com a AC, tendo ido até à Gare
e passámos também na Porte Saint Pierre.

Seguimos depois pela estrada N57 até à fronteira da Suíça na direcção de Lausanne, e a partir da fronteira, onde estavam 14ºC, passámos a circular pela N9 até Lausanne.
Em Lausanne, quando estávamos parados num semáforo, parou ao nosso lado um emigrante português que nos falou. Levava ao seu lado um cãozito pequeno que parecia uma grande fera, pois não parava de ladrar.
Continuámos a partir daqui sempre ao lado do Lago Léman ou Lago de Genève, que é o segundo maior lago da Europa Ocidental, pela N9 até Montreux e nesta estrada verificámos que estávamos a atravessar uma zona vinícola, pois por toda aquela encosta que descia até ao lago, só se via vinha e o mais curioso é que estavam todas cobertas por uma rede que pensámos ser por causa dos pássaros.

De salientar que a fronteira com a França corta este lago ao meio no sentido do comprimento.
Sem parar nesta cidade, pois também não tínhamos francos suíços para os parquímetros,

continuámos pela mesma estrada até Bex, onde vimos uma indicação de umas minas de sal e virámos para lá, pensando que poderíamos pagar com o cartão de crédito.
Como já eram horas de almoço, parámos num parque e aí almoçámos. Depois do almoço fomos até às minas, mas como não vimos ninguém e nos pareceram não ser nada de especial, pois até pareciam estar abandonadas, voltámos para trás e continuámos pela N9 até Saint-Maurice, onde desta vez vimos a indicação de umas grutas que eram anunciadas como as mais espectaculares da Suíça.
Dirigimo-nos para lá e parámos num parque ali próximo. Para chegar à entrada da gruta, fomos cerca de 15 minutos sempre a subir, por um caminho íngreme e com um piso péssimo.

Logo no início da subida passámos pelo Castelo dos Governadores.

Verificámos nessa altura que eram as Grottes aux Fées e que foram as primeiras grutas da Suíça abertas ao público, em 1863. A temperatura no interior era de 10ºC e pudemos adquirir os bilhetes de entrada, pagando em euros.
A gruta não era nada de especial, limitando-se a ser um túnel na rocha, com 504 metros de comprimento e um desnível de 17 metros, que terminava num pequeno lago alimentado por uma cascata, que caía de uma altura de 77 metros.

Para sair, tivemos de voltar pelo mesmo caminho por onde tínhamos entrado. Enquanto estivemos dentro da gruta não entrou mais ninguém, pois teriam forçosamente de passar por nós e isso não aconteceu. Se estas eram as grutas mais espectaculares, como estavam anunciadas, imagino as outras.
Depois de sair, descemos o mesmo caminho e já na AC, continuámos pela N9 até Martigny e daqui para Sion e Brig,


virando nesta cidade, mas continuando na mesma estrada, para Simplonpass e Gondo, onde passámos a fronteira para Itália.

Seguimos então pela SS33 e a primeira localidade italiana logo a seguir à fronteira, foi Iselle. Continuámos até Baveno, nas margens do Lago Maggiore, onde ficámos no Camping Orchidea, tendo chegado às 19.30.

Este camping fica à beira do lago, na parte norte e tem uma praia privativa, com areia.

9º Dia - Baveno/Turim - 186 Km

Ontem depois do jantar começou a chover e a fazer alguma trovoada, mas acabou por passar.
Saímos do camping às 9 horas e seguimos sempre encostados ao lago, pela SS33 até Arona, que fica quase no sul do lago, onde fomos visitar o Sacro Monte de Arona.

Nele se encontra a Igreja de S. Carlo

e mais acima a Estátua de S. Carlo, que se ergue ao cimo de uma rampa e que tem a altura total de 35 metros, sendo 23,5 metros a altura da estátua e 11,5 metros o suporte.

O projecto inicial do Sacro Monte previa a construção de 15 capelas, serpenteando desde o lago até à praça actual e narrando visualmente através de estátuas e de frescos, os acontecimentos mais importantes da vida do santo (S. Carlo Borromeo). Por causa das guerras e dificuldades económicas, este projecto nunca foi elaborado, ficando-se pela estátua que foi erguida em 1624 e pela igreja.
Subimos até ao terraço que fica no cimo do suporte e aos pés da estátua, através de uma escada em caracol. De lá tinha-se uma vista espectacular sobre o Lago Maggiore.

No interior da estátua também se podia subir até aos ombros, mas ficámo-nos pelo terraço.
Após esta visita, continuámos pela SS142 para Biella e depois pela SS143 até Cavagliá, onde entrámos na SS593 que no fundo é a continuação da SS143 e a seguir, em Cigliano, na SS11 para Chivasso, tendo mais à frente desta cidade entrado na auto-estrada A4 para Turim e depois na tangencial até Grugliasco, onde chegámos a casa da C. às 15.30.
A C. (nossa neta) já está muito crescida e já gatinha e quer andar, mas ainda só agarrada. Também já tem seis dentes, dois em baixo e quatro em cima. Ela estranhou um pouco quando nos viu, mas passado um bocado já não era nada com ela e só queria brincar.

10º ao 17º Dia - Turim (Grugliasco) - 26.4 Km

Estivemos estes dias em Turim, mais própriamente em Grugliasco, em casa da C.
Saíamos de casa por volta do meio-dia e íamos como de costume ter ao emprego dela, na Piazza Solferino, para ir os três almoçar.

Depois do almoço dávamos uma volta, tendo num dos dias ido até ao Parco Cavalieri di Vittorio Veneto, que é junto ao Estádio Olímpico onde teve lugar a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano.

Num dos extremos do parque existe uma área de ACs e logo a seguir está uma zona militar, com campos de jogos, onde os militares vão fazer exercícios.
A meio do parque, em frente do estádio há um canal de água com cerca de 150 metros.

Há também uma zona para as crianças, com parque infantil e um carrossel.






Às 17.30 estávamos novamente junto do emprego da C. e quando ela saía íamos buscar a C. (neta) ao asilo (infantário), que ficava perto e seguíamos para casa.
Algumas vezes fomos até ao Parco Ruffini com a C. (neta), a C. e o F. e também andámos na zona onde estão a construir a futura casa deles, que fica próxima do parque, tendo verificado que já está bastante adiantada.
No parque a C. andava nos baloiços e nos escorregas e gostava muito, sendo que nos escorregas se lançava por ali abaixo, sem medo nenhum.
Também fomos um dia até ao Parco Pellerina ou Mario Carrara, que fica ao fundo do Corso Regina Margherita e que é muito grande, sendo um dos maiores parques da cidade, com cerca de 837000 m2 e um total de cerca de 10000 àrvores.

É atravessado em diagonal pelo rio Doria Riparia que vai desaguar no rio Pó.

Conta com um ringue de patinagem, campos de jogos, lagos,etc.

No 14º dia esteve práticamente todo o dia a chover e a temperatura baixou bastante. Eu apanhei uma valente constipação e andei a comprimidos durante três dias.
No 15º dia também choveu, mas já com menos intensidade e no 16º dia , embora também chovesse por alguns periodos, já esteve um pouco melhor.
No 17º dia continuou uma chuva miudinha, que vinha de vez em quando.

18º Dia - Turim/Fraga - 998.6 Km

Saímos de casa e de Turim às 07.45 e fomos pela auto-estrada A32 até Oulx, onde saímos para a SS24, indo nela até Claviere onde passámos a fronteira para França às 09.15 e entrámos a partir daqui na N94.

Parámos logo à entrada de Montgenèvre, numa àrea de ACs que ainda estava a ser construída, onde tomámos o pequeno almoço.

Após este, continuámos a viagem na direcção de Briançon e daqui para Gap, continuando depois na direcção de Orange e tendo parado para almoçar um pouco antes da fonte.
Depois do almoço prosseguimos, tendo parado na fonte, como é costume, para nos saciarmos.
Continuámos até Orange, onde entrámos na auto-estrada A9, por onde seguimos até Le Perthus, que é a fronteira com Espanha.
Entrámos em Espanha e seguimos pel AP7 até Barcelona, onde entrámos na A2, tendo saído dela para Fraga, onde ficámos no Camping Fraga, ao qual chegámos às 22 horas.
Depois de nos instalarmos, fomos jantar ao Restaurante do mesmo.

19º Dia - Fraga/Algueirão - 1116.4 Km

Saímos do camping às 9 horas e voltámos a entrar na A2 na direcção de Zaragoza, tendo depois continuado na mesma autovia até Madrid. Parámos para almoçar num restaurante à beira da estrada, ainda antes de chegar a Madrid.
Depois do almoço continuámos e passámos Madrid, entrando depois na A5 com destino a Badajoz e a Portugal.
Entrámos em Portugal às 20 horas (19 horas portuguesas) e saímos logo no Caia para ir ao supermercado Modelo, comprar qualquer coisa para comer. Voltámos para trás e entrámos na auto-estrada A6, tendo parado para jantar na àrea de serviço de Estremoz.
Depois de jantar continuámos pela auto-estrada até à Ponte 25 de Abril

e desta, pelo IC19 até ao Algueirão, onde chegámos pelas 22.30, tendo chegado ao fim desta viagem.

ESTATÍSTICA


__ Total de quilómetros: 5359.8
__ Total de gasóleo: 535.6 litros
__ Consumo médio aos 100 Km: 9.992 litros
__ Despesa com gasóleo: 547.08 €
__ Despesa com portagens: 85.55 €
__ Total de noites em campings: 9
__ Despesa com campings: 114.35 €
__ Despesa média com campings:
____________ Espanha: 13.25 €
____________ França: 11.26 €
____________ Itália: 20.30 €

Obs.: 2 Pessoas e autocaravana

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

2006 - Viagem a França e Itália, realizada de 1 a 19.09, com passagem por Espanha e Suíça, num total de 5359.8 Km

Na imagem abaixo está apresentado o percurso efectuado.1º Dia - Algueirão/El Temple - 1053.5 Km

Saímos do Algueirão às 06.30 e fomos pelo IC19 até Lisboa, atravessando-a pela 2ª Circular e passando o rio Tejo pela Ponte Vasco da Gama.
Saímos depois para o Montijo, onde virámos para Pegões, tendo seguido pela N4 até perto de Elvas, onde entrámos na auto-estrada na zona onde já não se pagava portagem. Tomámos o pequeno almoço antes de Vila Boim e passámos a fronteira do Caia, por onde entrámos em Espanha, às 09.50 (10.50 em Espanha).
Após ter tomado o pequeno almoço, troquei de roupa e já em Espanha quando fui meter gasóleo e depois de ter ido pagar, ao regressar à AC a M.A. reparou que eu tinha a camisola vestida do avesso e só nessa altura a virei (dizem que dá sorte, não é?).
Em Espanha fomos pela A5 até Madrid, tendo parado para almoçar numa área de serviço da Repsol a cerca de 120 Km de Madrid.
Depois do almoço continuámos a nossa viagem e a partir de Madrid seguimos pela A2 para Zaragoza, tendo nesta cidade andado à procura do camping Casablanca, o qual nos disseram já não existir. Dirigimo-nos então pela A23 (Autovia Mudéjar) para Huesca, tendo ficado alguns quilómetros antes, no Camping El Temple, na localidade do mesmo nome, onde chegámos por volta das 21 horas.
Este camping ficava num pinhal muito fechado e tinha umas casas de banho muito pequenas para o tamanho dele, mas que eram muito boas.

2º Dia - El Temple/Auch - 336.5 Km

Saímos do camping às 9 horas, mas antes de sair verifiquei que o depósito da água limpa estava quase a arrastar pelo chão, em virtude de se ter partido uma das abraçadeiras que o prendia. Seguimos com algum receio pela N330 até Huesca, onde logo à entrada vimos uma oficina da Peugeot e fui lá ver se eles me podiam resolver o problema, até porque era sábado e portanto início de fim de semana. Muito simpáticamente o empregado foi buscar um rolo de corda para tentar remediar, a qual eu achei que era demasiado fraca. Então ele indicou-me um supermercado ali próximo e fui lá comprar uma cinta, daquelas de apertar mercadorias, após o que voltei à oficina para ele ma colocar, com a ajuda de um macaco para fazer subir o depósito. No final não me queria levar dinheiro (espanhol simpático) e eu dei-lhe 10 €. Resolvido este pequeno incidente, reeniciámos a viagem e fomos parar no supermercado para tomar o pequeno almoço.
Depois desta curta paragem, prosseguimos pela A23 e N330 até Sabiñánigo e daqui pela N260 para Biescas, parando mais à frente para almoçar.
Depois do almoço continuámos pela mesma estrada até El Portalet, que se encontra a 1794 metros de altitude, tendo aqui entrado em França e seguido pela D934 até Laruns, onde virámos pela D918 para Eaux-Bonnes, que fica nos Pirenéus Atlânticos.
Fomos depois na direcção de Col d'Aubisque, mas como não vimos nada que nos despertasse a atenção, voltámos para trás e seguimos pela mesma estrada até Laruns e aqui continuámos na D934 até Louvie-Juzon, onde virámos pela D35 e D937 para Lourdes.
Passando Lourdes, seguimos pela N21 para Tarbes e daqui continuámos até Auch, tendo ficado no Camping Municipal Ile Saint-Martin, onde chegámos às 19 horas.

3º Dia - Auch/Florac - 362.1 Km

Saímos do camping às 09.45 e fomos pela N124 para Toulouse, onde entrámos na N88 até Albi, tendo aqui virado para Millau pela D999.
Parámos nesta estrada para almoçar e após algum descanso, continuámos a viagem até Millau, onde parámos para ver o Viaduto de Millau sobre o qual havíamos passado o ano passado. Esta estrada passa por baixo do viaduto e a curta paragem fez-se num parque por baixo dele.
Seguimos depois pela D110 para Montpellier-le-Vieux, onde estacionámos e fomos visitar os Chãos de Montpellier-le-Vieux, que é um local privado declarado de interesse turístico e que foi descoberto em 1883. Foram marcados circuitos e são cobradas entradas para a sua visita.
A paisagem é de pedras parecendo esculturas, as quais foram cavadas pela acção da água e do vento. Todas elas têm nomes, como: o Coelho, o Navio, a Ânfora e há arcos por onde passamos para entrar em miradouros estratégicos sobre a floresta.Apanhámos o Petit Train e fizemos nele o percurso até à Porta de Mycenes, onde ele parou por alguns minutos para as pessoas irem a pé ver a Porta.Após esta visita continuámos pela D110 até Meyrueis e depois pela D996 até Florac, onde chegámos pelas 19.30 e ficámos no Camping Municipal Le Pont du Tarn.
Todas estas estradas desde Millau são bastante estreitas e com subidas e descidas.
Quando estávamos a entrar reparámos num grupo de jovens que também estavam a entrar, mas que já se encontravam no camping e que se faziam acompanhar por quatro burros.

4º Dia - Florac/St. Étienne-de-Crossey - 332.2 Km

Saímos do camping às 10 horas e quando estávamos a sair, lá ía também a sair o grupo de jovens com os burros, indo os jovens com mochilas e os burros com alforges.
Seguimos pela N106 até Mende e neste percurso eu ía como se costuma dizer, com o coração nas mãos, porque quando saímos do camping já levava a luz do gasóleo acesa e esta estrada era de montanha, toda a subir e com curvas e eu não sabia onde havia uma bomba e se o gasóleo chegava até Mende.
Em Mende não vimos nenhum supermercado, onde o combustível é sempre mais barato e então meti apenas 10 € na primeira bomba que vi, para me dar até encontrar um supermercado.
De Mende seguimos pela N88 no sentido de Le Puy, até Pradelles. Nesta estrada passámos por um intermarché e fui lá para abastecer de gasóleo, mas apesar do empregado da caixa ainda lá estar, a mesma já estava encerrada por já passar do meio-dia e nos supermercados, quando fora de horas, as bombas só funcionam com cartões franceses e nós tivemos de seguir viagem.
Em Pradelles virámos pela N102 para Aubenas, tendo entretanto voltado a acender-se a luz do gasóleo e com medo de não chegar a Aubenas, voltei a meter algum gasóleo.
Parámos um pouco à frente para almoçar e retomámos a marcha logo de seguida, continuando pela N102 até Aubenas, virando depois para Privas pela N304.
Seguimos para Valence pela N7 e N86 e em Valence entrámos na N532, que era uma via rápida, até Bourg-de-Péage, onde virámos pela D92 e depois pela D520 para Chambéry, tendo parado alguns quilómetros antes, em Saint Étienne-de-Crossey, onde ficámos no Camping Municipal de la Grande Forêt, tendo chegado às 19 horas.

5º Dia - St. Étienne-de-Crossey/Groisy - 118.2 Km

Saímos do camping às 09.45 e fomos pela N6 para Chambéry e daqui pela N201 para Annecy, onde chegámos por volta das 12 horas, tendo estacionado num parque junto ao Lago.Annecy é a capital da Alta Sabóia e está situada a norte do Lago Annecy, o qual é famoso por ser um dos lagos mais limpos do mundo e é o segundo maior lago de França. Foi formado há cerca de 18000 anos, durante o degelo dos grandes glaciares alpinos.
Fomos dar uma volta a pé pela parte velha da cidade, indo visitar a Igreja Notre Dame de Liesse, que foi construída de 1846 a 1851 em estilo neoclássico e foi inaugurada em 1854. Sobre a fachada foi colocada em 1931, uma estátua dourada de Nossa Senhora, com uma altura de 2,20 metros.Demos depois uma volta pelas ruas destinadas a peões








e passámos junto ao Palais de l'Isle, que é o emblema da cidade e é hoje o Museu de História de Annecy, tendo sido no passado e durante dois séculos, palácio da justiça e prisão.Visitámos também a Cathédrale Saint-Pierre, que foi construída em 1535 para ser a igreja dos franciscanos.Passámos pela Igreja de Saint-François de Sales, que é a velha igreja do primeiro mosteiro da visitação, construída em 1612.Comprámos umas sandes numa loja, que nos serviram de almoço enquanto íamos andando de lugar em lugar.
Seguimos depois até ao lago e dirigimo-nos ao embarcadouro, onde adquirimos os bilhetes para um passeio de barco pelo lago, que durou uma hora.
No final do passeio fomos ainda dar mais uma volta e perto das 16 horas saímos em direcção a Genève pela N201, tendo parado em Groisy, no Camping Moulin Dollay, onde chegámos às 16.45.Ao chegar deparámo-nos com um papel na porta da recepção, onde dizia que voltavam às 17.30 e como não podíamos entrar, ficámos à espera, até que às 17.20 chegou um senhor que nos atendeu e então entrámos para o camping a essa hora.

6º Dia - Groisy/Lons-le-Saunier - 310.2 Km

Saímos do camping às 09.15 e continuámos pela N201 na direcção de Genève.
Passámos a fronteira para a Suíça e fomos na auto-estrada, passando ao lado da cidade de Genève na direcção de Lausanne, mas mais à frente vimos que já íamos mal e saímos da auto-estrada, voltando a entrar nela em sentido contrário. Saímos depois na direcção do aeroporto e entrámos em França por outra fronteira, indo dar a St. Julien.
Daqui continuámos até Annemasse, voltando a entrar na Suíça por nova fronteira e seguindo agora na direcção de Genève, passámos ao lado do Lago Lemano e seguimos na direcção de Lausanne, tendo mais à frente virado para França.
Em França fomos pela N5, tendo depois apanhado a D1005, onde parámos para almoçar num recanto da subida da região de Jura, que é uma famosa região vinícola.
Depois do almoço continuámos e fomos a Saint-Claude, onde parámos junto à Cathédrale de St.-Pierre. Saint-Claude é a capital do Haut-Jura e é tradicionalmente orientada para os trabalhos em madeira, sobretudo cachimbos, cujos fabricantes apareceram em 1850 e deram a esta cidade outra vida, havendo mesmo um museu do cachimbo.
Visitámos a Cathédrale de St.-Pierre, que foi fundada no séc. XIV como abadia e foi elevada à categoria de catedral em 1742. Em 1906 foi classificada Monumento Histórico.
Defronte da catedral, numa zona ajardinada que serve de separador central da rua, encontra-se um enorme cachimbo feito de arbustos.Fomos depois dar uma volta pelas ruas vizinhas e passámos junto do Museu do Cachimbo, que não visitámos.
Após a visita a esta cidade, seguimos pela D470 e D27, entrando de seguida na N78 para ir ver as Cascades du Hérisson, que são ao todo 31 quedas de água ao longo de 3700 metros, numa montanha que chega aos 775 metros de altitude.Estacionámos num dos parques e fomos a pé, sempre a descer, por caminhos íngremes e nalguns sítios escorregadios, até à Cascata de l'Eventail, que é a cascata principal e que cai de uma altura de 65 metros, valendo só por si, a descida.Voltámos depois a subir e passámos por detrás da Cascata le Grand Saut, que cai de uma altura de 60 metros, o que fez com que ficássemos todos molhados.Na subida levámos precisamente uma hora. De novo na AC, seguimos até S. Laurent e continuámos pela N5 na direcção de Champagnole, virando em Pont-de-la-Chaux pela D75 até Llay e depois pela D39 até entrarmos na D471, indo por ela para Lons-le-Saunier, onde chegámos às 20.15 tendo ficado no Camping La Marjorie.

7º Dia - Lons-le-Saunier/Pontarlier - 159.7 Km

Saímos do camping às 09.05 e fomos dar uma volta pela cidade. Lons-le-Saunier é a capital do Jura.
Parámos a AC junto ao Teatro e fomos a pé ver a zona ali à volta.
Passámos na Place de la Liberté, que é incontestàvelmente, depois da destruição das muralhas, o coração da cidade.Fomos pela pitoresca Rue du Commerce, também conhecida por Rue des Arcades, que como o seu próprio nome indica, é uma rua toda de comércio, o qual se localiza debaixo das arcadas dos prédios.As casas desta rua foram inicialmente construídas em madeira e totalmente reconstruídas depois do incêndio de 1637, em pedra e cobertas com telha. Na extremidade da rua encontra-se o Beffroi, mais conhecido por Tour de l'Horloge, que substituiu uma velha torre de guarda, destruída ao mesmo tempo que as muralhas, no início do séc. XVIII. Nesta rua localiza-se a Casa Natal de Rouget de Lisle, que foi o autor de "La Marseillaise" (hino nacional francês), cuja estátua se ergue na Place de la Chevalerie.Esta estátua foi construída em 1882 e é obra do mesmo escultor a que também se deve a estátua da liberdade de Nova Iorque. Ela foi restaurada e classificada Monumento Histórico em 1992, por ocasião do bicentenário da "Marselhesa".
Voltámos à AC e fomos pela D471 à procura do Cirque de Baume. Virámos para Baume-les-Messieurs, onde se encontra uma abadia do séc. IXe continuámos até ao Cirque, que tem uma vista espectacular e quedas de água.Voltámos para Lons-le-Saunier, seguindo depois pela N83 até Arbois, onde parámos e demos uma volta.
Passámos na Igreja de St. Just, do séc. XII, que não visitámos por se encontrar em obras.
Continuámos até à Place de la Liberté e nesta praça virámos para a Grande Rue, onde no nº 22 fomos almoçar no Restaurant des Arcades, tendo escolhido um menú típico da região de Jura. Após o almoço voltámos à Place de la Liberté e depois de a atravessar, continuámos pela Grande Rue até ao nº 83 da Rue de Courcelles, onde fica a Maison de Louis Pasteur, que íamos visitar. Como esta só abria às 14 horas, estivemos alguns minutos à espera. Louis Pasteur foi um químico e biólogo, que nasceu em 1822, tendo sido o inventor da vacina contra a raiva em 1886 e a sua casa conserva-se intacta desde a sua morte em 1895.Depois da visita viemos pela Place Notre-Dame, onde se situa a Église de Notre-Dame, defronte da qual há uma zona ajardinada onde se pode ver a estátua de Pasteur.Em Arbois também existe o Museu da Vinha e do Vinho, mas que não visitámos.
Regresámos à AC e continuámos pela N83, virando depois pela D472 até Salins-les-Bains, onde fomos visitar Les Salines, que são umas antigas salinas que produziam o sal por evaporação, depois de captarem a água salgada do sub-solo através de bombas.Estas salinas foram durante mais de um milénio a prosperidade de Salins e cessaram a sua actividade em 1962, sendo classificadas Monumento Histórico. São formadas por galerias subterrâneas do séc. XIX.Após esta visita continuámos pela D472 e pela D72 até Pontarlier, tendo-nos instalado no Camping Le Larmont, onde chegámos às 19.45.
Continua ...

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Feira de artesanato e gastronomia na Marinha Grande

Feira Nacional de Artesanato e Gastronomia da Marinha Grande celebra 20 anos

A quem possa estar interessado, informo que mais uma feira gastronómica vai ter lugar, desta vez na Marinha Grande. O conteúdo que transcrevo abaixo, foi retirado do jornal "Tinta Fresca", edição 109.

Decorre de 27 de Novembro a 6 de Dezembro, a FAG 2009 - 20ª Feira Nacional de Artesanato e Gastronomia da Marinha Grande. O evento realiza-se no Parque Municipal de Exposições daquela cidade e tem como objectivos a divulgação do artesanato, gastronomia, folclore, etnografia e música popular portuguesa.
A área de artesanato está aberta de segunda a sexta-feira, das 18 às 24 horas e sábados, domingos e feriados, das 13 às 24 horas, enquanto a área de gastronomia se encontra aberta todos os dias, das 12 às 24 horas.
No total, quase 70 artesãos vão trabalhar ao vivo para os visitantes, produzindo cestaria, pinturas em peles e cerâmicas, tecelagem; bordados, bijutaria em carvão vegetal, cristais Swarovski, olaria, peças de vidro decorativo, entre muitos outros.
A área da gastronomia conta com a “Casa das Tapas”, da Madeira, o “Lampião - Restaurante, Lda”, do Alentejo, o “Restaurante Piscinas Académico”, do Nordeste Transmontano, o “Restaurante Tasca Rasca”, do Algarve, “O Porquinho”, de Coimbra, e ainda 13 expositores de produtos regionais, como enchidos, licores e bolos entre outros.