segunda-feira, 30 de Julho de 2012

2003 - Viagem a Espanha e França (Parte III)

21º Dia - Vizille/Turim - 228.2 Km

Saímos do camping às 11.50 e fomos na direcção de Briançon pela estada N91, a qual a partir de Gavet é conhecida por Route des six Vallées. Continuámos nela sendo que a partir de La Salinière passa a designar-se Route des Alpes até Les Roberts, onde muda novamente para Route des l'Oisans até Rochetaillée.
Continuámos sempre pela mesma estrada e passámos por várias localidades e pelo Lac du Chambon, que é uma barragem que se encontra a 1040 metros de altitude.
Sempre pela N91 chegámos a La Grave, que é de onde partem teleféricos para La Meije, uma montanha no maciço dos Écrins a 3984 metros e que por esse motivo tem sempre muito turismo.
Logo a seguir passámos pelo Col du Lautaret, que fica a 2058 metros de altitude nos Hautes-Alpes, em pleno coração do Parque Nacional des Écrins, que atravessámos, tendo seguido até Briançon onde entrámos na N94.
Todo este percurso desde Vizille, pela estrada N91, é muito bonito pois vai-se bastante tempo ao lado daqueles rios formados pelas águas das neves derretidas e também por se atravessar os Hautes-Alpes. É ainda mais bonito neste sentido do que no inverso.
Em Briançon seguimos pela N94 até Montgenèvre, entrando logo a seguir em Itália por Claviére e pela estrada SS24 fomos até Oulx, onde entrámos na auto-estrada A32 até Turim, onde chegámos às 19 horas, tendo a C. chegado a casa cinco minutos depois.

22º Dia - Turim - 0 Km

Hoje estivemos todo o dia em casa a matar as saudades da filha e a pôr a conversa em dia, só tendo saído para ir a um Centro Comercial que tinha aberto há uma semana. O dia e também a noite, estiveram muito quentes.

23º Dia - Turim (Passeio de domingo) - 161.4 Km

Saímos de casa às 10 horas e fomos os quatro na AC até ao Col du Mont Cenis, que fica em França, logo à saída da fronteira italiana. Seguimos pela SS25, passámos por Susa e começámos a subir para a montanha. Esta estrada foi construída por Napoleão, entre 1803 e 1810.
Quando chegámos ao Col, que fica a 2083 metros de altitude, em plenos Alpes, procurámos um lugar junto ao lago, o que não foi nada fácil por já estar tudo cheio de AC's francesas e italianas. Lá arranjámos um buraquito para estacionar, contando com a boa vontade de um italiano que desviou a dele um pouco para nós cabermos.
Depois de estacionar fomos preparar uma churrascada para o nosso almoço. Almoçámos um pouco afastados da AC, pois não havia espaço e depois do almoço descemos mais um pouco até junto da água e estivemos lá sentados ou deitados, ficando no final todos queimados, principalmente eu e o F., pois estivemos em tronco nú durante quase todo o tempo em que lá permanecemos.
Regressámos a casa ao final da tarde e em Susa entrámos na auto-estrada por haver muito trânsito.

24º Dia - Turim - 0 Km

Saímos de casa para apanhar o autocarro do meio-dia e fomos até à Piazza Castello, indo depois ter com a C. para irmos juntos almoçar. Depois do almoço ela foi trabalhar e nós fomos dar uma volta até às 17.30, indo a seguir ter com ela e vindo os três para casa. De resto não se passou nada digno de nota.

25º Dia - Turim/Berrias - 434 Km

Saímos de casa às 07.30, hora a que a C. também saiu para ir trabalhar e seguimos pela SS25 até Susa, onde entrámos na auto-estrada A32 até Oulx, tendo aqui saído e continuámos pela SS24 até à fronteira de França.
Passámos depois por Montgenèvre às 09.30 e parámos aí para tomar o pequeno almoço. Continuámos pela N94 até Briançon e depois na direcção de Gap, tendo parado para almoçar na zona da fonte, onde páro sempre, a seguir a Rosans. Após o almoço continuámos pela N94 na direcção de Orange, mas virámos um pouco antes, a seguir a Tulette pela D94 para Bollène e daqui pela N86, D6, D979 e D37 para St. Ambroix. Seguimos depois até mais à frente para ver onde ficavam as Grutas La Cocalière. Continuámos pela D104 durante mais 11 Km, até Berrias, onde ficámos no Camping La Source, tendo chegado às 19 horas.

26º Dia - Berrias/Saintes Maries-de-La-Mer - 183.5 Km

Saímos do camping às 10.15 e fomos visitar as Grutas La Cocalière, que ficavam próximo. Estas grutas, segundo as informações recolhidas, foram descobertas em 1952 e estão abertas ao público desde 1967, sendo de fácil visita por se encontrarem em plano horizontal. A temperatura no seu interior é de 14º C.

Após a entrada, descemos até 50 metros de profundidade e encontrámo-nos na Sala dos Congressos, assim chamada por ali se terem realizado congressos de espeleólogos e onde também se realizaram bodas, baptismos, missas do galo e até um concerto de clarinetes. A entrada natural da gruta, por onde entraram em 1952 os exploradores, é uma galeria de 3 Km, com um acesso muito fácil e encontra-se quase à saída da nossa visita.
Terminada esta, apanhámos um petit-train já no exterior, que nos transportou para o local da entrada.
Seguimos viagem pela D904 até Alès e daqui pela D981 até à Pont du Gard, tendo antes passado por Uzès.
Quando chegámos estacionámos num dos enormes parques de estacionamento, que também são pagos e fomos visitá-la. A Pont du Gard é uma ponte romana construída um pouco antes da era Cristã para suportar uma conduta de água, que levaria a água capturada junto de Uzès até Nimes e que neste local teria de atravessar o rio Gard.
A parte visível deste aqueduto e que é visitada, mede 275 metros de comprimento e foi construída em três níveis. O nível inferior tem 6 arcos, 142 metros de comprimento, 6 metros de espessura e 22 metros de altura. O nível médio tem 11 arcos, 242 metros de comprimento, 4 metros de espessura e 20 metros de altura. O superior tem 35 arcos, 275 metros de comprimento, 3 metros de espessura e 7 metros de altura. É neste nível que está a conduta de água, que tem 1,8 metros de altura e 1,2 metros de largura, e que de momento não é visitado por se encontrar em obras. A Pont du Gard foi classificada Património Mundial da Unesco em 1985.
Terminada a visita seguimos pela D6086 para Nimes e depois pela D6113 para Arles e desta cidade continuámos pela D570 até Saintes Maries-de-La-Mer, tendo ficado no Camping Le Clos du Rhône, onde chegámos às 18.30.
Este camping está situado junto ao Mar Mediterrâneo, no Golfo de Lion.
Depois de nos termos instalado, fomos dar uma volta ao mesmo e saímos por uma porta nas traseiras que dava para a praia, onde havia muitos pescadores.
É nesta localidade que se realiza anualmente, no dia 24 de Maio, a maior festa cigana da Europa, juntando ciganos vindos de toda a parte do continente europeu.

27º Dia - Saintes Maries-de-La- Mer/Vias - 158.5 Km

Deixámos a AC no camping e fomos até ao cais, 200 metros à frente, apanhar o barco Tiki III para um mini cruzeiro camarguês. Este Tiki III é um barco típico da região da Camarga, que é movido através de uma grande roda à traseira e que percorre durante uma hora e meia as águas do Petit Rhône, desde a sua foz no Mediterrâneo até ao lugar onde uma barcaça faz a travessia do rio, levando pessoas e carros. Durante o percurso podemos observar a fauna (touros, cavalos, garças, vespeiros e outros) e a flora.
No final deste mini cruzeiro, fomos ao camping buscar a AC e andámos um pouco para trás, indo até ao centro de Saintes Maries-de-La-Mer, onde estacionámos numa zona reservada a AC's e fomos visitar esta localidade. Saintes Maries-de-La-Mer fica no coração de Camargue e é uma área de pântanos, lagunas e terra agrícola, que fica entre os dois braços principais do delta do Ródano e é famosa pelos touros negros e cavalos brancos. A Flora e a fauna da Camarga são de uma riqueza e de uma variedade excepcionais. Esta zona natural, conserva a tradição das manadas e dos guardas, que são a imagem emblemática da região de Camargue. Existem numerosos alugadores de cavalos, que promovem passeios em manada.
Almoçámos no Restaurante Taverne Italienne e mandámos vir dois pratos diferentes, não sabendo bem o que iríamos comer, mas que acabámos por almoçar bem e gostar.
Depois do almoço fomos visitar a Igreja e subimos ao seu terraço, que era o telhado de lajes e que servia de miradouro e de onde se tinha uma vista sobre a localidade, o Mediterrâneo e o Ródano.

Fomos dar mais umas voltas e regressámos à AC para prosseguir viagem até Aigues Mortes, onde também estacionámos e fomos a pé visitar esta cidade, que se encontra dentro de umas muralhas do séc. XIII, que formam um quadrado perfeito e que tem várias portas de acesso e algumas torres.
A sua origem perde-se no tempo e a sua fundação é atribuída a Marius Caius, por volta do ano 102, mas os primeiros documentos mencionando o lugar, datam do séc. X.
Entrámos por uma das portas e andámos a percorrer várias ruas e fomos visitar a Igreja Notre-Dame de Sablons, que é o monumento mais velho da cidade. Construída em estilo gótico, foi transformada ao longo dos séculos. Nos anos 60 do séc. XX começou a restauração do seu interior, respeitando a sua estrutura original.
Voltámos à AC e seguimos viagem passando por La Grande Motte e Sète e a partir daqui pela N112 na direcção de Béziers, tendo ficado no Camping Les Amandiers, logo à saída de Vias, onde chegámos às 20.15.
Este caminho que fizemos é sempre à beira mar e na zona de Sète há uma grande extensão de praia, onde havia muitas AC's paradas ao longo da estrada.

28º Dia - Vias/Tarascon-sur-Ariège - 247.4 Km

Saímos do camping às 09.15 e continuámos pela N112 até Béziers, onde perdemos bastante tempo devido ao trânsito, acabando por não ver nada. Aproveitámos e fomos a um supermercado para nos abastecer.
Seguimos depois na direcção de Narbonne, virando logo na primeira indicação que encontrámos para Carcassonne.
Parámos para almoçar à beira do
Canal du Midi, num local onde fazia bastante sombra, um pouco antes de Carcassonne.
Depois do almoço continuámos a viagem e fomos para
Carcassonne
que fica às margens do rio Aude e do Canal du Midi.
Os primeiros sinais de ocupação da
Cidadela de Carcassonne remontam aproximadamente ao ano 3500 a.C., por povos Celtas, Galo-Romanos e Visigodos. Durante a Idade Média foi defendida por um forte conjunto de fortificações, ficando rodeada por uma dupla linha de muralhas, com 54 torres, edificadas pela engenharia militar do séc. XIII e que ainda hoje podem ser vistas. No final do séc. XIX, este conjunto estava práticamente abandonado e foi então redescoberto por turistas ingleses e depois restaurado. Durante a II Guerra Mundial a cidadela foi usada como campo de prisioneiros. Depois de estacionar num parque próprio, dirigimo-nos a pé para a Cité Médiévale, que foi classificada como Património Mundial da Unesco. No seu interior existem restaurantes, bares, lojas e até um hotel. Fomos visitar a Basílica St.-Nazaire, a qual foi a catedral de Carcassonne até 1801, quando foi trocada pela presente Catedral Saint-Michel.

Construída no séc. XI e consagrada pelo Papa Urbano II em 1096, foi alargada entre 1269 e 1330 em estilo gótico, que predominava em França. No seu interior encontram-se vitrais espectaculares.Andámos depois a passear pelas ruas e passámos no Château Comtal, que abriga um museu.Após esta visita saímos da Cité e fomos para a AC, tendo continuado pela N113 para Castelnaudary a fim de irmos dar um passeio de barco pelo Canal du Midi. Quando chegámos ao local de embarque, depois de termos andado à sua procura, estavam pessoas a entrar para um barco, mas enquanto fui estacionar, o barco partiu e verificámos depois que esse tinha sido o último do dia.
Resolvemos então que não iríamos ficar ali na zona para o dia seguinte, guardando este passeio para outra oportunidade e seguimos pela D6 para
Mirepoix e daqui apanhámos a D119, a D12 e a N20 para Foix
. A partir desta localidade continuámos na N20, seguindo as indicações para Andorra e ficámos em Tarascon-sur-Ariège no Camping Le Pre Lombard, onde chegámos às 19.15.

29º Dia - Tarascon-sur-Ariège/Getafe (Madrid) - 761.2 Km

Hoje acordámos com alguma chuva e trovoada e durante o dia esteve mais fresco. Saímos do camping às 09.45 e continuámos a viagem pela N20 e depois pela N22 até Andorra, entrando neste principado por Pas de la Casa.Passámos por Andorra la Vella e fomos parar quase à saída, em Sant Julià de Lòria, no Centro Comercial Punt de Trobada, onde fomos fazer algumas compras e indo de seguida almoçar no Restaurante do Centro.
É claro que aproveitei também para atestar a AC de gasóleo, antes de sair de
Andorra. Saímos do Centro Comercial após o almoço às 15 horas e passámos a fronteira para Espanha logo a seguir, onde tive de parar para as formalidades alfandegárias do costume, onde não faltaram as habituais perguntas "Tem alguma coisa a declarar? Traz álcool ou tabaco?" e a espreitadela para dentro da AC.
Ultrapassado este obstáculo seguimos pela N145 até
La Seu d'Urgell e daqui pela N260 até Lérida. Em Lérida entrámos na NII e passando por Zaragoza, continuámos pela mesma estrada até Madrid, onde entrámos na NIV até à saída para o Parque Temático Warner Bros Park, que fica em San Martin de la Vega, nos arredores de Madrid.
Fomos a seguir para o
Camping Alpha, em Getafe, onde chegámos às 22 horas.

30º Dia - Getafe/Cazalegas - 153.5 Km

Saímos do camping às 09.40 e fomos até ao Parque Temático Warner Bros Park, onde pagámos 7€ para estacionar no parque exterior. Fomos depois visitar este parque que abriu as suas portas ao público no dia 5 de Abril de 2002. Logo à entrada estavam algumas figuras dos desenhos animados, com as quais se podiam tirar fotografias. Havia três montanhas russas, nas quais não andámos e uma estrutura metálica na qual se era projectado a 100 metros de altura em apenas alguns segundos, mas onde também não quizemos descarregar a nossa adrenalina, deixando isso para os mais novos. Andámos numas rodas gigantes que se moviam em água turbulenta e das quais saímos todos encharcados, pois além da água que inevitàvelmente vinha de baixo, também havia vários jactos de água, dos quais não havia maneira de nos livrarmos. Visitámos o camarim do Pato Lucas e as casas da Abuelita e do Coelho Bugs Bunny, com os quais tirámos fotografias, que fomos ver no final, resolvendo comprar a do pato. Assistimos ao espectáculo dos Efeitos Especiais de Hollywood, ao Show da Arma Letal, que foi efectuado no lago e ao Show da Louca Academia de Polícia. Por fim fomos também ao Hotel Embruxado, que é um simulador. Pelo meio disto tudo, almoçámos num dos muitos restaurantes existentes no recinto.

Saímos do parque às 20 horas e entrámos na NIV para Madrid, até apanharmos a NV. Nesta autovia estava em serviço apenas uma via, pelo que havia muito trânsito durante cerca de 30 Km, nos quais gastei um pouco mais de uma hora. Assim que apanhámos as duas vias abertas, o andamento melhorou bastante e então seguimos até à saída 101, por onde saímos para Cazalegas, onde ficámos no Camping Cazalegas, tendo chegado às 22 horas.


31º Dia - Cazalegas/Algueirão - 583.6 Km


Saímos do camping às 09.25 e continuámos pela NV até Badajoz, entrando de seguida em Portugal pelo Caia, às 13.45 (12.45 pela hora portuguesa) e fomos almoçar à saída de Elvas no Restaurante D. Quixote, tendo optado por uma cataplana de cherne para os dois. Após o almoço seguimos viagem pela auto-estrada A6 e depois pela A2 até à Ponte 25 de Abril, por onde atravessámos o Tejo, seguindo depois pelo IC19 até ao Algueirão, onde chegámos às 17 horas, tendo assim terminado esta viagem.


ESTATÍSTICA


Distância percorrida: 7180.7 Km

Total de gasóleo: 698.41 Litros
Despesa com gasóleo: 482.12 Euros
Consumo médio aos 100 Km: 9.73 Litros
Despesa com Portagens: 51.70 Euros
Despesa com campings: 295.06 Euros
Despesa média com campings:
Espanha: 15.32 Euros
França: 11.50 Euros
OBS.: 2 adultos e autocaravana

sábado, 10 de Abril de 2010

Hibernação

Este ano, à semelhança do ano de 2009, a AC vai continuar a hibernar lá no seu cantinho da garagem e por esse motivo, que muito lamento, vou também andar ausente deste blogue e dos meus seguidores, a quem peço que com paciência esperem por novos relatos.
Até breve (espero eu).

quarta-feira, 17 de Março de 2010

2008 - Viagem a Espanha e Itália - Parte III

Continuação da viagem...

16º Dia - Saillagouse/Zaragoza - 386.6 Km

Saímos do camping às 09.30 e seguimos por Bourg-Madame até La Seu d'Urgell, já em Espanha, tendo aqui virado para Andorra para ir abastecer de gasóleo, aproveitando depois para ir ao Centro Comercial Punt de Trobada, em San Juliá, onde fizemos algumas compras. Depois de as colocar na AC, fomos almoçar no Self-service do Centro.
Após o almoço seguimos até Lérida e a partir desta cidade entrámos na via rápida A2 até Fraga, indo a partir daqui por auto-estrada até Zaragoza, onde ficámos no Camping Ciudad de Zaragoza, o mesmo onde tínhamos ficado à vinda e onde chegámos às 18 horas.

Nesta altura e apesar de ainda estar a decorrer a Expo, já se notava que havia muito menos lugares ocupados.

17º Dia - Zaragoza - 0 Km

Hoje voltámos à Expo 2008 pois não tínhamos visto alguns pavilhões, como o da Alemanha e o do Japão entre outros, por estes terem grandes filas de espera.
Saímos do camping à 08.15 e fomos apanhar o autocarro que nos deixou mesmo à porta da Expo, tal como da primeira vez.
Depois de comprar os bilhetes, fomos logo direito ao pavilhão da Alemanha, uma vez que já sabíamos onde era, mas quando lá chegámos a fila ainda estava maior do que da outra vez e disseram-nos que tinha 5 horas de espera. Como já passava das 10 horas, só entraríamos lá para as três da tarde e nem sequer podíamos almoçar.
Resolvemos então ir ver outros pavilhões e voltar mais tarde. Assim fizemos, fomos ver outros, almoçámos, um almoço ligeiro para não se perder tempo e quando voltámos ainda estivemos mais de duas horas à espera para entrar.

Mas realmente valeu a pena este tempo de espera, pois o pavilhão era original. A visita era feita numa viagem em cadeiras aquáticas de duas pessoas cada, em que estas iam quase deitadas e com colunas de som na zona onde se encostava a cabeça e o trajecto desenrolava-se ao longo de 120 metros em curvas e durante sete minutos, através de um mundo aquático virtual, imitando um moderno ciclo de água, onde eram descritos sistemas de filtragem e apresentados os processos para purificação da água residual.

Visitámos também os pavilhões de Marrocos, do Japão, da Coreia e muitos outros e ainda alguns de comunidades autónomas de Espanha e de empresas.

Quando estávamos para entrar no da Coreia, deparámo-nos com grande aparato e então vimos que se tratava de uma visita da Raínha Sofia a este pavilhão.

Por este motivo, o pavilhão encontrava-se fechado e após a sua saída, ainda tivemos de estar bastante tempo à espera que eles reorganizassem tudo para que se pudesse entrar. À noite fomos jantar ao Restaurante do México e depois demos mais umas voltas e por fim regressámos ao camping.


18º Dia - Zaragoza/Manzanera - 231.7 Km

Saímos do camping cerca das 11 horas e apanhámos a A23, que é a autovia de Mudéjar, até Teruel, onde saímos e fomos estacionar junto ao centro da cidade.
Teruel
é uma cidade da província de Aragón e situa-se a 915 metros de altitude. Foi palco de violentos combates durante a guerra civil (1936-1939) e é especialmente conhecida pela sua arte mudéjar, reconhecida pela Unesco como Património da Humanidade.
Depois de estacionar, atravessámos o Viaduto Pedonal

e passámos na Plaza San Juan.

Aqui nesta praça começava uma feira, a que chamavam Centro Comercial ao Ar Livre, que se estendia por toda a rua seguinte e terminava na Plaza del Torico.

Nesta feira ou centro comercial, como queiram, vendia-se principalmente roupas que era um género de saldos de restos de colecção.
Depois de passar nesta última praça, fomos almoçar na esplanada do Restaurante El Pecado de Eva, que ficava logo a seguir.

Após o almoço fomos até à Catedral de Santa Maria de Mediavilla, que se encontrava em obras.

Esta catedral começou a edificar-se em 1171 e concluiu-se, com a construção da torre mudéjar, em 1257.
Passámos pela Torre de San Martin, que é do séc. XIV, também em estilo mudéjar e mede 40 metros de altura

e ao lado pela Biblioteca Pública, que se situava na Plaza Perez Prado.

Atravessámos o Portal de Daroca

e descemos a Cuesta de la Andaquilla.

Passámos também pelo Convento del Sagrado Corazón de Jesús e pela Torre e Igreja de El Salvador.
Fomos depois ao turismo, onde nos deram o mapa e indicações e de seguida visitámos mesmo ao lado o Conjunto Amantes de Teruel, que é gerido pela fundação do mesmo nome e é constituído pelo Mausoleo de los Amantes, a Igreja de San Pedro e a Torre. Começámos pelo Mausoleo, que desde 2005 conserva os restos mortais de Isabel de Segura e Juan Diego Martinez de Marcilla e difunde a trágica história de amor destes dois amantes do séc. XIII.

Conta a lenda que Diego é recusado pela família de Isabel por não possuir fortuna. Este parte de Teruel à procura de riqueza e regressa no dia em que termina o prazo de cinco anos que lhe tinham dado, encontrando Isabel recém-casada. Consegue vê-la e pede-lhe um beijo, que ela, pela sua nova condição, lhe nega. Diego morre de tristeza. No dia seguinte, no funeral, uma mulher vestida de luto aproxima-se do féretro, beija o cadáver e cai, ali mesmo, morta. Era Isabel que dava ao seu amado morto o beijo que em vida lhe recurasa.
Passámos depois à Igreja de San Pedro

e ao seu Claustro

e subimos à sua Torre.

Após esta visita, fomos para o local onde tínhamos estacionado a AC e partimos novamente pela A23, saindo depois para a N234 e pela A1514 até Manzanera, onde ficámos no Camping Villa de Manzanera, tendo chegado às 19 horas.
Este camping, que era de primeira categoria, pelas condições apresentadas não achámos que merecesse tal classificação.

19º Dia - Manzanera/Cuenca - 180.7 Km

Saímos do camping às 09.30 e fomos por estradas secundárias até Cuenca, onde estacionámos junto ao Teatro Auditório, que fica no início da zona histórica.

Cuenca é uma cidade da região autónoma de Castilla-la-Mancha e fica na confluência dos rios Júcar e Huecar. Também é Património da Humanidade desde 1996.
Depois de estacionar, entrámos na zona histórica e subimos até à Puente de San Pablo, que foi construída em 1902 em ferro e madeira, substituindo uma antiga ponte de pedra construída entre 1533 e 1589, que se desmoronou.

Atravessámos esta ponte e fomos até ao antigo Convento de San Pablo, construído a partir de 1523 como convento dominicano e que é hoje um Parador.
Voltámos a atravessar a ponte no sentido inverso e passámos junto às Casas Colgadas (casas penduradas), do séc. XV, que são o simbolo da cidade e dominam o abismo da Foz do Huécar, acentuando o perfil vertical da cidade. Hoje acolhem o Museu de Arte Abstrata.

Continuámos a subir e fomos até à Plaza Mayor, onde se encontra o Ayuntamiento e a Catedral de Nuestra Señora de La Merced, cuja traça é do final do séc. XII.

Visitámos a Catedral, cuja entrada é paga e fomos depois almoçar no Restaurante Los Arcos, que fica na mesma praça.

Depois do almoço subimos até às ruínas do Castillo, do séc. XIII, tendo antes passado pela Universidad Meméndez Pelayo.

É uma pena que reste tão pouco da antiga muralha árabe, assim como do castelo. Saímos depois pelo Arco de Bezudo, do séc. XVI, que também faz parte destas muralhas e era uma das antigas portas de entrada para a cidade amuralhada.

Começámos a descer a Calle San Pedro e passámos na Iglesia de San Pedro, situada na Plaza del Trabuco.

Esta igreja tem uma planta octogonal e a sua origem é românica, mas sofreu tantos danos ao longo dos séculos, que na realidade podemos considerá-la uma obra do séc. XVIII.
Continuámos a descer e passámos na Plaza e Iglesia de San Nicolas

e fomos sair novamente à Plaza Mayor. Passámos a seguir pelas arcadas do Ayuntamiento, que é um edifício do séc. XVIII (1733-1762) e que serve de porta à Plaza Mayor.

Depois das arcadas, entrámos na Calle Alfonso VIII

e continuámos a descida até à Iglesia de San Felipe Neri e a partir daqui descemos até à Puerta de Valencia, seguindo depois para o parque onde tínhamos estacionado.
Já na AC, continuámos a viagem até ao Camping Caravaning Cuenca, que fica a 8 Km e onde chegámos às 16 horas.

Este camping, que também é de primeira categoria, não tem comparação possível com o anterior, pois é muito bom e com belíssimas e modernas instalações sanitárias, que até tinham música ambiente e o preço foi sensívelmente o mesmo do anterior.


20º Dia - Cuenca/Segóvia - 389.1 Km

Saímos do camping às 11 horas e fomos visitar o Parque Geológico Cidade Encantada que fica a cerca de 30 Km.

Este local é uma área constituída por formações geológicas invulgares de rochas calcárias.

Existe um percurso pedestre muito interessante e de fácil acesso, que dá a volta a todo o parque geológico e que passa pelas formações mais interessantes e invulgares.

A entrada é paga, mas vale a pena a visita que demora cerca de 45 minutos.

Depois da visita, almoçámos no parque onde tínhamos deixado a AC e após o almoço voltámos a Cuenca, seguindo depois pela estrada N320 até Torrelaguna, tendo passado ao lado de Guadalajara.
Entrámos de seguida na A1 e depois pela N110 fomos até Segóvia, onde ficámos no Camping El Acueducto tendo chegado pelas 18 horas.

Este camping está muito bem localizado e tem muito perto transporte para o centro da cidade.

21º Dia - Segóvia/Miranda do Douro - 292.3 Km

Saímos do camping a pé e fomos apanhar um autocarro do outro lado da rua, para o centro da cidade.
Segóvia encontra-se na comunidade autónoma de Castela e Leão e foi declarada Património da Humanidade pela Unesco em 1985.
Apeámo-nos junto à Catedral de Nuestra Señora de la Asuncion Y de San Frutos, na Plaza Mayor. Fomos visitar a catedral, cuja construção começou em 1525 e foi consagrada em 1768.

Esta catedral substituiu a antiga Catedral de Santa Maria, que foi destruída em 1520, durante a guerra das Comunidades, por se encontrar muito perto do Alcázar. Para não encarecer muito o custo da construção, alguns elementos da antiga catedral foram aproveitados para o novo templo, como o coro, o claustro, a pia baptismal, etc.
A seguir à catedral fomos também visitar o Alcázar, que é um palácio fortificado em pedra, erguido em posição dominante sobre um penhasco rochoso.

O testemunho mais antigo do Alcázar é um documento do principio do séc. XII, pouco depois da reconquista da cidade por Afonso VI. Foi edificado sobre os restos de uma fortaleza romana e foi sucessivamente transformado desde Afonso VI até Felipe II. Foi residência dos reis de Castela durante a Idade Média. Entre as salas mais notáveis encontram-se a Galeria dos Ajimeces, a qual contém muitas obras de arte, a Sala do Trono

e a Galeria dos Reis, com um friso representando todos os reis e rainhas espanhóis desde Plágio das Astúrias até Joana a Louca.

A sala do Palácio Velho é decorada com armaduras de tipo alemão do séc. XV

e conserva as janelas geminadas que davam luz ao palácio.

Depois da visita passámos pela Casa de los Picos, que é uma construção do séc. XV e que passou por diversos proprietários , tanto públicos como privados, tendo nos anos 70 do século passado, passado para o Ministério da Educação e Ciência e hoje é uma escola de arte.

Fomos depois admirar o Acueducto Romano, que é de finais do séc. I e tem a sua origem na Sierra de Guadarrama. Tem 14965 metros de comprimento, 28,10 metros de altura máxima e 166 é o total de arcos, sustentados em 120 pilares.

Foi construído com mais de 20000 peças de granito sem nenhuma substância de ligação, para abastecer de água a cidade de Segóvia. Foi declarado Monumento Nacional em 1884 e Património da Humanidade pela Unesco em 1985.
Junto do aqueduto fomos almoçar no Restaurante Amado e após o almoço fomos apanhar o autocarro de regresso ao camping e saímos deste com a AC, às 15 horas.
Seguimos por uma estrada nacional até apanhar a A6, indo nela até sair para a A11 que nos levou para Zamora. A partir desta cidade, apanhámos uma estrada secundária para Portugal, seguindo depois para Miranda do Douro, onde ficámos no Camping Municipal Santa Luzia, tendo chegado às 17.30 já pela hora portuguesa.

22º Dia - Miranda do Douro/Amarante - 227.8 Km

Saímos do camping às 10.15 e fomos pela estrada nacional 221 até Mogadouro, virando depois pela N216 até Macedo de Cavaleiros,

onde almoçámos no Restaurante Típico O Montanhês.
Depois do almoço continuámos a viagem e entrámos no IP4, indo nele até Amarante, onde saímos e fomos ficar no Parque de Campismo do Penedo da Rainha, que pertence ao Clube de Campismo do Porto, onde chegámos às 16 horas.


23º Dia - Amarante/São Jacinto - 134.4 Km

Saímos do parque de campismo por volta das 10 horas e fomos pela N15 até Gandra, onde fomos à fábrica da Orla para resolver um problema na bomba de água da AC.
Depois do problema resolvido fomos almoçar lá perto, na Adega Regional Casa Pichel, que é um restaurante rústico com uma decoração original, em que o tecto imita uma gruta e onde se come muito bem e o pessoal é simpático.

Juro que eles não me ofereceram o almoço para eu estar a dizer isto.
Terminado o almoço, continuámos pela N15 na direcção do Porto, entrando depois na via rápida até apanhar a A25 e circulando nesta durante alguns quilómetros até encontrar as indicações de S. Jacinto, para onde nos dirigimos e fomos ficar no Parque Municipal de Campismo de São Jacinto, tendo chegado às 17 horas.
Depois de nos instalarmos, fomos a pé até ao fim da estrada, cerca de 3 Km, onde apanhámos o ferry-boat para a Barra.

Neste trajecto fomos sempre ao lado da ria de Aveiro, onde havia muitos barcos

e passámos junto da entrada do Parque Natural das Dunas de São Jacinto, que é uma reserva natural criada em 1979. No final da estrada, mesmo junto ao cais de embarque, encontra-se a Base Aérea de São Jacinto.
Uma vez do lado de lá, encontramo-nos na Barra de Aveiro e fomos dar uma volta. Passámos junto do Forte da Barra, com o seu Farol,

tendo continuado até uma zona toda ajardinada à beira da ria, que se notava ser nova e que estava muio bem cuidada.

Voltámos para trás e novamente no ferry e depois a pé, regressámos ao parque de campismo.

24º Dia - São Jacinto/Pinhal do General - 360.6 Km

Saímos do parque de campismo às 10 horas e fomos por Estarreja e Gafanha até Ílhavo, onde demos uma volta na AC, para admirar as suas casas típicas pintadas com riscas verticais em cores vivas e alegres alternadas com a cor branca.

Seguimos depois por Mira direito à Figueira da Foz e daqui por Leiria até Vila Franca de Xira, onde virámos pela Ponte Marechal Carmona

até ao Porto Alto e seguindo a partir daqui pela N118 e IC32 até ao Pinhal do General, onde chegámos pelas 18 horas, tendo assim terminado esta viagem.

E S T A T Í S T I C A


__ Total de quilómetros percorridos: 5727,8
__ Total de gasóleo consumido: 653,99 Litros
__ Consumo médio aos 100 Kms: 11,418 Litros
__ Despesa com gasóleo: 787,63 Euros
__ Despesa com portagens: 149,35 Euros
__ Total de noites em campings: 15
__ Despesa total com campings: 281,83 Euros
__ Despesa média com campings:
____________ Portugal: 9,26 Euros
____________ Espanha: 21,05 Euros
____________ França: 18,35 Euros
____________ Itália: 23,33 Euros

Obs.: 2 Adultos e Autocaravana