terça-feira, 22 de setembro de 2009

2004 - Viagem a França (Poitou-Charentes, Pays de La Loire, Bretanha e Normandia), realizada de 10.06 a 06.07, num total de 7649,9 Km percorridos.

Parte I

Na imagem apresentada abaixo, pode ver-se o percurso efectuado.

Nota: Algumas imagens apresentadas foram retiradas da internet ou são cópias de postais.

1º Dia - Algueirão/Lekunberri - 981.6 Km

Saímos do Algueirão às 06.30 e fomos pelo IC19 até Lisboa, seguindo pela 2ª Circular até ao aeroporto, onde entrámos na A1, tendo depois saído para a A23 (auto-estrada da Beira-Interior), na qual seguimos até à Guarda, passando por Castelo Branco e Covilhã.
Na
Guarda mudámos para a A25 até Vilar Formoso, onde passámos a fronteira para Espanha às 11 horas (12 em Espanha). De salientar que de Lisboa até à fronteira de Vilar Formoso, já se faz todo o percurso por auto-estrada.
Entrámos em
Espanha e seguimos pela N620 até Salamanca e aqui entrámos na A62, que é a Autovia de Castilla, até Burgos tendo passado por Valladolid. Também em Espanha já está a ser construída a continuação da A62, que fica mesmo ao lado da N620. Em Burgos seguimos pela N1 até Miranda de Ebro, onde começa a Autovia del Norte A1, pela qual seguimos até Tolosa, tendo aqui desviado pela N130 até Lekunberri, onde ficámos no Camping Aralar, ao qual chegámos pelas 20.30. Quando íamos de Burgos para Victória começou a cair alguma chuva.

2º Dia - Lekunberri/Medis - 508.8 Km

Saímos do camping às 10.30 e fomos pela A15 até Pamplona, seguindo depois pela N121B até Dantxarinea, que é a fronteira por onde entrámos em França.
Em França continuámos pela D20 e fomos até Bayonne, entrando então na N10. Parámos mais à frente para almoçar num parque à beira da estrada. Depois do almoço continuámos a viagem pela N10 até Bordéus, seguindo a partir desta cidade pela A10, a qual tinha muito trânsito.
Saímos em
Ambarès-et-Lagrave e fomos na direcção de Ambès. Verificámos mais à frente que a estrada para Royan, por onde queríamos ir, não era esta e voltámos então para trás. Entrámos mais adiante na N137 e depois na D730. Em Cozes andámos à procura de um camping mas acabámos por desistir e avançar mais alguns quilómetros, tendo ficado em Medis no Camping Le Clos Fleuri, onde chegámos às 20.30.

3º Dia - Medis/Rochefort - 178.3 Km

Saímos do camping às 9 horas e fomos direito a Royan e daqui para La Tremblade. Atravessámos depois o Viaduto de La Seudre e seguimos até Marennes. Este viaduto foi construído entre 1971 e 1972 em betão, tem um comprimento total de 1024 metros e uma altura com cerca de 20 metros e atravessa inúmeros pântanos e canais.
Em
Marennes passámos junto à praia e dirigimo-nos a seguir para o viaduto que une o continente francês à Ilha de Oléron, tendo-o atravessado. Este viaduto foi construído em 1965 e inaugurado a 19 de Março de 1966. Tem 2862 metros de comprimento e é o 2º mais extenso em França a seguir ao que liga à Ilha de Ré.
A
Ilha de Oléron é a segunda maior ilha de França logo a seguir à Córsega. Tem 34 Km de comprimento por 15 de largura e a sua capital é Saint-Pierre-d'Oléron.

À saída da ponte virámos logo à direita e seguimos para Le Château d'Oléron, onde parámos e fomos visitar La Citadelle, que são as muralhas da cidade antiga que foi construída em 1630, um pouco a leste do castelo que foi então demolido.














Continuámos depois pela estrada D734, que atravessa a ilha de ponta a ponta e fomos por Dolus d'Oléron, Saint-Pierre d'Oléron, Saint-Georges d'Oléron e Saint-Denis d'Oléron até ao Farol de Chassiron, que fica na Pointe de Chassiron, no norte da ilha. Este farol preto e branco foi construído em 1836 e mede 43 metros de altura. Não subimos ao seu topo porque se encontrava fechado durante a hora de almoço, mas demos a volta pela traseira dele e estivemos mesmo na ponta da ilha.
Voltámos para a AC e seguimos viagem por Domino, La Cotinière, Dolus d'Oléron, Le Grand Village Plage, todas encostadas ao mar e Saint-Trojan-Les Bains mesmo na ponta sul da ilha.
Nesta última localidade fomos apanhar o Train Touristique de Saint-Trojan, que circula desde 29 de Junho de 1963 e percorre 12 Km sobre a costa selvagem. Fomos nele até Pointe de Maumusson, que fica na extremidade sul da ilha.







Quando lá chegámos andámos ainda um pouco a pé e verificámos que existia uma praia de areia fina, a Praia de Gatseau, a qual é pouco frequentada por não ter outro acesso além deste comboio. Estivemos lá apenas para ver e regressámos no mesmo comboio.
Já na AC atravessámos novamente a ponte e dirigimo-nos para Rochefort, onde ficámos no Camping Municipal Le Rayonnement, tendo chegado um pouco antes das 18 horas.
A esta hora começou o jogo de futebol Portugal-Grécia para o campeonato europeu de futebol, que este ano se realiza no nosso país e que abria precisamente com este jogo. Portugal perdeu por 2-1, contra todas as expectativas. Às 20.45 começou o jogo Espanha -Rússia, que eram do nosso grupo e que a Espanha ganhou por 1-0.

4º Dia - Rochefort/Fouras - 92.3 Km

Saímos do camping às 10 horas e fomos pela N137 na direcção de Saintes, até Saint-Porchaire onde fomos visitar o Château de La Roche Courbon.

Este castelo foi construído no séc. XV, mas foi profundamente modificado por Jean-Louis Courbon no séc. XVII. No exterior tem um jardim à francesa, com um grande lago ao centro e uma escadaria dupla ao fundo, com queda de água no meio.








Fomos depois ver as Grutas Pré-Históricas de Bouil Blen, que ficam a 800 metros no parque deste castelo.

Voltámos novamente pela N137 para Rochefort e daqui seguimos para Fouras, indo até Pointe de La Fummée que fica mesmo na extremidade e aí apanhámos o barco, que tinha lotação para 500 pessoas, para a Ilha de Aix.







A viagem demorou 25 minutos e nela pudemos observar o Forte Enet e o Forte Boyard que ficam no meio do mar. O Forte Boyard foi construído entre 1801 e 1857 para se proteger dos ataques da marinha inglesa no porto de La Rochelle. Tem 61 metros de comprimento, 31 metros de largo, 20 metros de altura e está construído sobre um banco de areia. Desde 1950 está incluído nos Monumentos Históricos de França.
A Ilha de Aix fica a 4 Km da ponta de Fouras, tem 3 Km de comprimento e a forma de um "croissant".

Conta com 210 habitantes e nela se encontram praias de areia fina. Não há circulação de carros e apenas se pode andar a pé ou de bicicleta e nota-se que muitas das suas casas são habitações de fim de semana. Nesta ilha cria-se, tal como nas outras, essencialmente ostras. Também aqui se encontra o Museu Napoleão, que é a casa onde Napoleão passou os seus últimos dias em França, antes de partir para o exílio em Santa Helena.

No fim de darmos uma volta pela ilha, apanhámos o barco de regresso às 18 horas e já na AC percorremos algumas ruas de Fouras.
Fomos a seguir para o Camping Le Cadoret, onde chegámos por volta das 19 horas e já estava na 2ª parte do jogo Croácia-Suíça, que acabou empatado a zero. Às 20.45 vimos o França-Inglaterra, que a França ganhou por 2-1. De salientar que neste jogo, aos 90 minutos a França estava a perder por 1-0 e foi já no desconto de tempo que marcou os dois golos.

5º Dia - Fouras/Le Bois Plage - 115.5 Km

Saímos do camping às 09.30 e fomos pela N137 até La Rochelle, seguindo depois para a Ilha de Ré, que tem 30 Km de comprimento por 5 de largura.
Atravessámos pela ponte que a liga ao continente e na qual tivemos de pagar portagem. Esta ponte foi construída em 1987 e 1988 e tem 2926 metros de comprimento por 15,5 metros de largura e está assente sobre 28 pilares a 30 metros da água.









Uma vez na ilha, seguimos pelo lado direito até La Flotte, onde parámos e andámos a pé a dar uma volta pelas suas ruas comerciais reservadas apenas a peões. Passámos pelo Mercado do séc. XII onde se vendia um pouco de tudo e passeámos pelas ruelas, que como em toda a ilha, são muito floridas e fomos também à beira do mar.


De La Flotte fomos sempre pela D735 até Saint Martin, que é a capital da ilha e é uma cidade fortificada. Também aqui parámos e fomos a pé dar uma volta.













Almoçámos no Café de la Paix, tendo a M.A. escolhido uma sopa de peixe e uma salada da terra e do mar, a qual continha lagostins, salmão fumado, outro peixe qualquer, batata e mais alguns legumes. Eu também comi esta salada, seguida de um prato de peixe (espadarte) e como sobremesa comi um gratinado de fruta com gelado.
Depois do almoço fomos até à
Igreja e subimos ao Clocher (Campanário), de onde se tinha uma vista sobre a cidade e o mar.










Seguimos depois por Loix, onde há muitas salinas e passámos ao lado de Ars, até chegarmos ao Farol de Baleines que fomos visitar.
Este farol fica na ponta da ilha e é célebre pela sua forma octogonal.
Foi construído em 1854 e tem 55 metros de altura e no interior uma escada helicoidal com 257 degraus, que subimos até ao seu topo, de onde se tem uma vista soberba sobre as costas de Vendée. Atrás do farol existe uma velha torre de 1682.
Voltámos para trás, sempre pela D735, até
Ars onde parámos para ir ver a Église de Saint-Étienne, do séc. XV. O seu campanário, em forma de flecha, é pintado em preto e branco para servir de referência aos barcos.
Continuámos por
La Couarde-sur-Mer até Le Bois Plage, onde ficámos no Camping Antioche, ao qual chegámos por volta das 19 horas. O jogo da Dinamarca com a Itália já estava na 2ª parte e acabou empatado a zero. Às 20.45 assistimos ao Suécia-Bulgária, que a Suécia ganhou por 5-0.

6º Dia - Le Bois Plage/La Rochelle - 33 Km

Saímos do camping às 10.45 e fomos por La Flotte, atravessando novamente a ponte, direito a La Rochelle onde procurámos um camping. Ficámos no Camping Municipal de Port Neuf, que se encontra muito perto da saída da ponte, onde chegámos às 12.30 estando a recepção fechada e tendo o mesmo umas cancelas que só abriam através de código. Valeu-nos um outro campista que já lá se encontrava e que estava atrás de nós para entrar e que marcou o código dele para a cancela abrir, pois caso contrário teríamos de estar à porta até às 16 horas, que era quando a recepção abria. Desta maneira entrámos e instalámo-nos, tendo almoçado já no camping.
La Rochelle foi um importante porto no periodo colonial, juntamente com Le Havre, Honfleur e Bordéus. É uma cidade milenária, fundada no séc. X, que atingiu o seu apogeu na Idade Média graças ao vinho e ao sal e que sabe conjugar a preservação do património natural e arquitectural com um desenvolvimento inovador.
Depois do almoço fomos a pé até ao centro, que ainda ficava um pouco distante, tendo demorado 50 minutos no trajecto. Pelo caminho visitámos a
Église du Sacré-Coeur e fomos a seguir até à Place de Verdun, onde fica a Catedral St.-Louis, que também visitámos.



















Esta catedral foi construída entre 1742 e 1784 e é Monumento Nacional desde 1906.
Dirigimo-nos seguidamente para o
Vieux Port, atravessando a Tour de la Grosse Horloge, do séc. XVIII, que na sua origem era uma porta de entrada na cidade fortificada. No séc. XIII o seu nome era la Porte du Parrot ou Perrot e era formada por duas entradas, a mais larga para as charretes e a mais pequena para os peões. Em 1478 foi-lhe acrescentada uma torre octogonal e em 1672 reuniram as duas entradas numa só arcada, afim de facilitar a circulação. Em 1746 a parte superior foi demolida para dar lugar à construção actual, ladeada por atributos científicos e militares. Hoje ela abriga o Museu de Arqueologia e é o resto de um dos principais pontos de passagem entre o cais e a velha cidade. No Vieux Port existe uma marina que estava cheia de barcos de recreio. À entrada do porto estão duas torres do séc. XIV: a Tour de St.-Nicolas, a mais imponente que foi construída entre 1371 e 1382 e a Tour de la Chaine.








Fomos depois até à Tour de la Lanterne, que fica mais ao lado e que foi construída entre 1445 e 1468. Tem 55 metros de altura e a sua base é um cilindro de 25 metros de altura e mais de 15 metros de diâmetro. É encimada por uma torre octogonal, onde em quatro dos oito lados há janelas. Foi classificada Monumento Histórico em 1879.
Continuámos o nosso passeio até à
Église de St.-Sauveur, que se encontrava em obras de recuperação e encerrada ao público. Passámos junto ao Mercado Velho, do séc. XII e dirigimo-nos a seguir para o camping, para ir ver o jogo República Checa-Letónia, que a Rep. Checa ganhou por 2-1. Às 20.45 vimos o Alemanha-Holanda, cujo resultado final foi um empate a uma bola.

7º Dia - La Rochelle/Le Puy-du-Fou - 309.9 Km

Saímos do camping às 9 horas e fomos até Luçon, virando aqui para Les Sables d'Olonne.
Pelo caminho parámos em
Talmont-Saint-Hilaraire para visitar o Musée Automobile de Vendée.









O museu teve a sua origem na paciência de um homem, Gaston Giron, com uma carreira inteiramente dedicada à mecânica e ao automobilismo. Na primavera de 1967, abriu uma exposição com uma colecção de 30 viaturas começada em 1939, que rápidamente se desenvolveu e toda a família decidiu voltar a Vendée e abrir o museu em Abril de 1976 com 80 viaturas. Hoje apresenta uma colecção de 150 veículos de 45 marcas diferentes, composta por automóveis, bicicletas, motorizadas, etc. de 1885 até aos anos 60 do século passado, numa sala de 3300 m2 inteiramente decorada por uma extraordinária colecção de posters e paineis publicitários da época. Todos os anos são adicionados novos modelos à colecção.
Após a visita seguimos viagem até
Les Sables d'Olonne, que é uma estância balnear com uma grande extensão de praia de areia fina e branca, ao lado da qual passámos a baixa velocidade para podermos observar.
Seguimos depois por
La Roche-sur-Yon até Le Puy-du-Fou a fim de vermos onde se localizava Le Grand Parc, o qual vamos ver amanhã.
Quando lá chegámos, verificámos que um pouco ao lado da entrada havia uma área reservada a autocaravanas e fomos ver como era. Já lá se encontravam muitas e resolvemos que passaríamos ali a noite em vez de ir para um camping. Era a nossa primeira dormida fora de campings, pois a M.A. tem medo e não se sente segura.
Como ainda era cedo, fomos por
Mauléon até Maulèvrier visitar o Parc Oriental, que é o maior jardim japonês da Europa com 29 hectares, localizado no parque do Castelo de Maulèvrier. Foi criado entre 1899 e 1913 e a partir de 1945 o parque foi transformado em exploração agrícola e progressivamente veio a ser abandonado até 1980. Em 1976 a propriedade foi vendida e mais tarde foi criada uma associação para assegurar a gestão e manutenção do parque e a partir de documentos e fotografias, iniciou-se a sua recuperação em 1987, o qual hoje nos faculta uma visita cheia de exotismo com a vegetação artisticamente organizada.


À saída, uma empregada da bilheteira que quando entrámos se tinha apercebido de que éramos portugueses, dirigiu-se a nós e perguntou se tínhamos gostado, tendo assim ficado a saber que era algarvia e que já estava em França há 30 anos.
Continuámos por Cholet e Les Épesses até Le Puy-du-Fou, onde chegámos à Área das ACs às 18 horas, mesmo a tempo de ver o jogo Espanha-Grécia que estava a começar e que acabou com um empate a uma bola. Às 20.45 vimos o Portugal-Rússia, que Portugal ganhou por 2-0.

8º Dia - Le-Puy-du-Fou - 0 Km

Hoje deixámos a AC na área reservada onde passámos a noite e fomos visitar o Grand Parc, que é um parque de atrações aberto de Maio a Setembro, que abriu ao público em 1989 e está instalado nos terrenos do castelo renascentista, em ruínas, de Puy-du-Fou, incendiado em parte durante a Guerra de Vendée. É o quarto parque mais visitado em França, depois da Eurodisney, Parc Astérix e Futuroscope. No Grand Parc há diversos espectáculos que relatam a história da França.
Saímos da área às 09.30, pois o parque abria às 10 horas. Após adquirir os bilhetes de acesso, assistimos logo à entrada, no espaço denominado
Le Bourg 1900, a um concerto de música da época executado por autómatos, que estavam espalhados pelas várias janelas das casas que formavam o Bourg.
Apanhámos depois um
Petit Train, que nos levou através do parque, até à zona do Drakkar que ficava na extremidade oposta. Já a pé, seguimos para Le Théatre pour Enfants, que era um teatro ao ar livre em que a peça para crianças era executada por marionetes.
Estivemos lá pouco tempo e fomos então para
Le Théatre d'Eau, que era uma grande sala em anfiteatro com um palco em toda a frente, onde estava a tela de projecção, a qual era formada por uma cortina de água. O filme era projectado sobre essa cortina de água e o efeito era espectacular. Gostámos muito.
Dirigimo-nos a seguir para
Le Bal des Oiseaux Fantômes, onde assistimos a uma demonstração com aves de rapina, que durou 30 minutos.








Quando terminou fomos para Drakkar onde estava instalado Le Fort de l'An Mil e nele decorreu uma cena com vikings.










Após terminar este espectáculo, dirigimo-nos para o primeiro bar que encontrámos e que ficava mais próximo, a fim de comer qualquer coisa. Eu comi uma sandes mista e uma cerveja e a M.A. comeu uma salada piemontesa e uma coca-cola, mas no fim como tivéssemos ficado com fome, avançámos um pouco e vimos uma área com restaurantes que ficava na Village XVIII e fomos para o Restaurant L'Étape. Pedi um entrecôte e uma cerveja. O entrecôte vinha acompanhado com batata frita e uma fatia de pão. Dividimos isto pelos dois e assim já ficámos bem melhor.
Depois do almoço fomos à
Village XVIII, onde aliás já estávamos e assistimos a músicas tradicionais, executadas por um grupo vestido à época e onde também passeámos pela aldeia.
















Estivemos lá apenas um bocado e dirigimo-nos para Gladiateurs, que era o Stadium Gallo-Romain, uma arena com capacidade para 6000 espectadores, onde decorreu um espectáculo com a duração de 42 minutos, com gladiadores, leões e onde era contada uma história sobre um homem e uma mulher e um imperador romano, que não cheguei a saber quem eram mas cuja história é conhecida. Também gostámos muito deste espectáculo.



















Atravessámos a seguir quase todo o parque para ir até La Bataille du Donjon, onde assistimos a outro espectáculo com cavalos e onde decorreu uma batalha entre franceses e ingleses.










Depois desta batalha andámos a passear pelo parque e passámos na Rosarie, que é uma área ajardinada só com roseiras de várias qualidades e cores, muito bem ornamentada e com algumas a formar arcos.








Fomos a seguir para La Cité Mèdiévale, onde pudemos assistir a um espectáculo de magia e percorremos as sua ruas.








Andámos depois à procura do Le Chemin de La Mémoire, por onde já tínhamos passado três vezes, mas que ainda não tínhamos percorrido. Atravessámos então esse caminho, que é um percurso estreito e que começa nas 18 horas e vai escurecendo à medida que as horas vão avançando, para a partir da meia-noite ser em completa escuridão.
Dirigimo-nos depois para a saída, pois já estava na hora do parque fechar, mas fomos ainda comprar postais ilustrados no
Bourg 1900.
Seguimos para a área das ACs e ainda vimos a 2ª parte do jogo Inglaterra-Suíça, que a Inglaterra ganhou por 3-0. Às 20.45 vimos o Croácia-França, cujo resultado foi um empate a dois.

9º Dia - Le Puy-du-Fou/St.-Brévin-les-Pins - 196.3 Km

Saímos da área de ACs às 10.15 e posso dizer que se passaram bem estas duas noites aqui dormidas. Fomos direito a Nantes, que é a maior cidade da Bretanha às margens do rio Loire, onde estacionámos após algumas voltas à procura, pois queríamos parar o mais perto possível do centro.
Nantes
é uma cidade muito antiga, que foi pilhada e saqueada pelos bárbaros no séc. III e destruída no séc. IX pelos normandos e de cada vez foi reconstruída atrás das suas muralhas. Só no fim do séc. XI a cidade se expandiu para fora das muralhas. No séc. XV, Nantes serviu de residência aos duques da Bretanha e na 2ª Guerra Mundial foi muito sacrificada pelos bombardeamentos.
Passámos pelo
Château Des Ducs de Bretagne, do séc. XV, que não visitámos por se encontrar encerrado para obras de restauração, com vista à abertura do museu de história da cidade em 2006. Foi neste castelo que nasceu Anne de Bretagne, filha do rei Francisco II e futura rainha francesa, depois do seu casamento com o rei Carlos VIII.
Seguimos para a
Église Sainte Croix (Santa Cruz), cuja construção começou no séc. XVII e terminou no séc. XIX. O sino instalado na sua torre pesa 8096 Kg.
Fomos depois ver a
Église Saint Nicolas, que se encontrava em obras e onde estava a decorrer um acto religioso.
Passámos de seguida pela
Place Royale e entrámos na Fnac, indo depois pela Place du Commerce até à Passage Pommeraye, que é um lugar de comércio e passeio, aberto em 1843 e que é uma das mais belas passagens cobertas do séc. XIX. Construída sobre um desnível de mais de 10 metros, ela revela-se através de três níveis com uma escadaria central e galerias.
Após esta visita ao centro de
Nantes, voltámos para a AC e seguimos viagem para St.-Brévin-les-Pins, onde ficámos no Camping le Mindin, tendo chegado às 19 horas. Ainda vimos a 2ª parte do jogo Dinamarca-Bulgária, que a Dinamarca ganhou por 2-0. Às 20.45 vimos o Suécia-Itália, cujo resultado foi 1-1.

Continua ...

3 comentários:

Dubis disse...

Adoramos os seus posts e garantidamente iremos pedir ajuda quado fizermos a nossa viagem de carro pela Europa, e por esse mesmo motivo é que lhe demos um selinho no nosso blog(http://asviagensdosdubis.blogspot.com)

Abraços,

Dubis

Vagamundos disse...

João, quando formos grandes queremos ser como tu :) Arrancar na autocaravana e palmilhar estes recantos mágicos que nos dás aqui a conhecer. É uma facto que a nossa curiosidade pela Normandia e Bretanha já havia surgido em conversa, mas agora tens aqui, além da excelente fonte de informação, um banquete para os olhos!
Abraço

DeCarvalho disse...

Mais um excelente relato!
Fiquei curioso de planear um dia uma deslocaçao à ilha de Aix e fazer a passeata maritima ate Fort Boyard!
Bem hja pela partilha publica das uas impressões de viagens!