domingo, 11 de outubro de 2009

2004 - Viagem a França (Parte III)

Nota: Algumas imagens foram retiradas da internet ou são cópias de postais.

19º Dia - Cherbourg/Lisieux - 213.3 Km

Saímos do camping às 09.15 e fomos pela N13 na direcção de Caen, ao longo da Costa da Normandia, onde ainda se podem ver vestígios da II Guerra Mundial.
Foi nesta zona que no dia 6 de Junho de 1944, pelas 5 horas da manhã, aconteceu o maior desembarque da História do Mundo e da libertação da França. Os cemitérios militares de diversas nações abundam por esta região.
Saímos da N13 em La Cambe e fomos visitar o Cemitério Militar Alemão, onde repousam os restos mortais de 21139 soldados.










É um cemitério relativamente pequeno e sombrio, com cruzes em bronze e dominado ao centro pelo Monumento ao Soldado Desconhecido. Este cemitério foi arranjado por um campo de jovens internacional em 1958 e foi inaugurado em 20 de Setembro de 1961.
Estes jovens contribuíram igualmente para o arranjo de um túmulo de 6 metros de altura, o Monumento ao Soldado Desconhecido, destinado a ser o túmulo comum de 207
vítimas de guerra desconhecidas e 89 identificadas. Uma grande cruz de basalto, flanqueada de duas estátuas, eleva-se sobre a cúpula.
Da parte de fora do cemitério encontra-se o Jardim da Paz, onde as primeiras 21 das 1200 àrvores, foram plantadas em 21 de Setembro de 1996.









Voltámos à N13 e saímos para Omaha-Beach a fim de ir ver o Cemitério Militar Americano, situado em Saint-Laurent-sur-Mer. Foi nesta praia que se registou o maior número de baixas durante a II Guerra Mundial, no dia 6 de Junho de 1944, o Dia D.
Este cemitério, com uma área de 70 hectares, é um dos 14 cemitérios americanos comemorativos da II Guerra Mundial, construídos em terras estrangeiras e contém os restos mortais de 9387 soldados.









A construção deste cemitério e do monumento comemorativo, terminou em 1956 e foi inaugurado no dia 18 de Julho. Logo à entrada do cemitério, encontra-se o monumento comemorativo, semi-circular com jardim, onde em cada extremo se podem ver mapas das batalhas esculpidos na pedra e ao centro uma grande escultura de bronze.









Da parte de fora encontram-se gravados em placas de pedra, os nomes e dados dos 1557 desaparecidos, cujos corpos não foram recuperados ou identificados.
No cemitério própriamente dito, cada soldado morto está identificado com uma cruz latina branca contendo o nome, a data da morte e o local de morada. Os túmulos dos judeus têm, em vez da cruz latina, uma cruz de David. É espectacular a simetria das cruzes que, seja de que lado seja que se esteja a olhar, estão sempre muito bem alinhadas.





Ao fundo do cemitério encontra-se um miradouro virado para a praia.

As cenas do filme "O Resgate do Soldado Ryan" de 1998, de Steven Spielberg, começam e terminam neste cemitério.
Mais uma vez continuámos pela N13 e fomos até junto da praia do desembarque das tropas aliadas, cujo local se encontra memorizado por um monumento em pedra e por detrás dele, mesmo no areal da praia, uma escultura metálica.


















A zona do desembarque das tropas americanas, em Omaha-Beach, foi cedido de modo perpétuo aos Estados Unidos.
Na mesma localidade, um pouco mais ao lado, encontra-se o Museu Memorial da Dinamarca, que também fomos visitar. No exterior encontram-se expostos vários tanques de guerra e no interior estão expostas armas, uniformes, etc..


















Seguimos viagem para Bayeux, que foi a primeira cidade francesa a ser libertada pelos aliados em 8 de Junho de 1944 e estacionámos junto ao Museu Memorial da Batalha da Normandia, o qual fomos visitar. Este museu retrata os 77 dias de afrontamento, que opuseram as forças aliadas à armada alemã. Nele podemos ver armas, carros de combate, uniformes, objectos pessoais e jornais e revistas da época. Assistimos também a um filme sobre o desembarque.



























Um pouco ao lado do museu encontra-se o Cemitério Militar Inglês, que também visitámos. Este cemitério abriga 4144 túmulos de soldados da II Guerra Mundial, dos quais 338 não estão identificados.

















À frente do cemitério, do outro lado da estrada, existe um monumento à memória dos combatentes.









Depois do cemitério fomos até à Cathédrale Notre-Dame, que é do séc. XI e foi consagrada no dia 14 de Julho de 1077, tendo sido construída pelo bispo Odo, irmão de Guilhaume, para celebrar a sua vitória sobre os ingleses.






















Fomos a seguir à Tapisserie, junto da qual existe um moinho de água.








A Tapisserie é um museu onde está exposto o famoso tapete da Rainha Matilde, do séc. XI, bordado em linho por monges na Inglaterra e que relata em 58 cenas, a Batalha de Hastings na Inglaterra, entre as tropas invasoras de Guilhaume II, duque da Normandia e as tropas inglesas do rei Haroldo II, no dia 14 de Outubro de 1066, em que saíram vencedoras as tropas de Guilhaume II, com a morte do rei e terminando assim a dinastia dos reis anglo-saxões em Inglaterra e começando a dinastia normanda.

Este tapete tem 70,34 metros de comprimento e 50 centímetros de largura e esteve inicialmente na Catedral.
Regressámos à AC e retomámos a viagem até Lisieux, onde ficámos no Camping Municipal de La Vallée, tendo chegado às 20 horas. Hoje não houve jogos.

20º Dia - Lisieux/Étretat - 111.3 Km

Saímos do camping às 09.30 e fomos ver a cidade. Lisieux, apesar das destruições ligadas à II Guerra Mundial, conserva ainda as casas com armação de madeira e numerosos lugares que testemunham um passado rico de história.
Nesta pequena cidade morou e morreu Santa Teresinha do Menino Jesus. Ela nasceu em Alençon em 2 de Janeiro de 1873 e morreu no dia 30 de Setembro de 1897.
Dirigimo-nos para a Basílica e estacionámos numa rua próxima. Fomos visitar a Basilique Sante-Thérèse, que é uma das maiores igrejas do séc. XX e que do alto da colina domina o centro da cidade.
A primeira pedra foi lançada no dia 30 de Setembro de 1929, data do aniversário da sua morte, e em 10 anos a construção avançou bastante, mas o interior da Basílica só foi terminado em 1954 e o campanário que contém os 44 sinos do carrilhão, em 1974. As suas paredes e as da Cripta estão cobertas de mosaicos que refletem a mensagem de Santa Teresinha.

A seguir fomos visitar a Chapelle du Carmel, onde se encontra o túmulo de SantaTeresinha. Os restos mortais da santa foram transladados em 1923, do cemitério para esta capela. Quando entrámos estava a decorrer uma missa e por esse motivo tivemos de ser um pouco discretos.

Fomos depois até à Cathédrale Saint-Pierre, que foi construída entre 1170 e o meio do séc. XIII e a torre sul, no séc. XVI. Ela foi sede de um bispado até à Revolução Francesa e contém algumas recordações de Santa Teresa. Perto da entrada está a capela onde Teresinha fez a sua primeira confissão e no corredor sul está uma estátua que indica o lugar onde aos domingos ela assistia à missa.














O altar-mor foi oferecido pelo Sr. Martin, pai de Teresinha, em 1888.
Depois da visita à Catedral, fomos procurar um restaurante para almoçar e a escolha caiu no Restaurante Le Diplomate.
Depois do almoço seguimos para Les Buissonets, que é a casa onde a família de Teresinha se instalou em 1877, vinda de Alençon, após a morte da Srª Martin, mãe de Teresinha. Teresinha passa nesta casa a sua infância.
No 1º andar está o seu quarto, onde Nossa Senhora lhe sorriu, curando-a de uma doença estranha. No pequeno jardim da casa está uma estátua, junto da qual Teresinha pede a seu pai que a deixe ir para o convento. Em 1888, com 15 anos de idade, ela entra no Carmelo e em 1895 é designada irmã espiritual e pronuncia o seu acto de oferecimento. Em 1897 Teresa morre de tuberculose e em 1923 é beatificada pelo Papa Pio XI, que procede à sua canonização em 1925.
Depois desta visita fomos para a AC e tomámos o caminho de Trouville, que é uma cidade de veraneio com um grande porto de pesca e grande extensão de praias.









Após termos dado uma volta na AC junto ao mar e passado pelo casino, dirigimo-nos pela D513 para Honfleur, que é um porto pesqueiro localizado junto ao estuário do rio Sena e da qual há documentos que a mencionam desde o séc. XI.
Estacionámos numa área para ACs e fomos a pé ver a cidade. Há uma ponte levadiça no porto, que quando chegámos estava levantada para deixar passar um barco e que depois baixou para a sua posição horizontal.
Andámos pelas ruas estreitas com casas de estrutura de madeira e fomos ver a Église Sainte-Catherine, que é do séc. XV e XVI e é a maior igreja na França construída exclusivamente em madeira, usando técnicas de construção naval. O tecto tem a forma do casco invertido de uma nau.









Em frente da igreja encontra-se o Clocher Sainte-Catherine, também ele construído em madeira.Voltámos para a área da AC, de onde se via a Pont de Normandie e seguimos na sua direcção, tendo de pagar 5 euros de portagem para atravessá-la.
Esta ponte, inaugurada a 20 de Janeiro de 1995, tem 2141 metros de comprimento, um tabuleiro central suspenso a 60 metros das águas e a distância entre os dois pilares, que medem 215 metros de altura, é de 856 metros. Ela faz a ligação entre Honfleur e Le Havre.
Le Havre é uma cidade moderna, pois a velha foi quase totalmente destruída por um bombardeamento ininterrupto das tropas aliadas, em 13 de Setembro de 1944, para a sua libertação e por uma dinamitagem dos alemães. A sua reconstrução começou em 1946, criando largas avenidas e edifícios modernos.
Esta cidade é o segundo maior porto de França, depois de Marselha. Possui também grandes extensões de praia.
Demos uma volta com a AC sem parar e seguimos sempre junto à costa, pela D940, para Étretat, onde parámos junto ao posto de turismo.
Fomos depois a pé até à beira-mar, onde há um passeio marítimo e donde se podem ver as duas falésias: a
Falaise d'Amont e a Falaise d'Aval. Na falésia d'Aval pode ver-se um arco rochoso magníficamente recortado e uma ilhota em forma de oblisco. Junto à falésia d'Amont foi construída a Chapelle Notre-Dame de la Garde.


















Depois de admirarmos esta magnífica paisagem, fomos para o Camping Municipal onde chegámos às 19.50. Hoje também não houve jogos.

21º Dia - Étretat/Fismes - 340 Km

Saímos do camping às 9 horas e dirigimo-nos para Fécamp. Passámos pelo porto e estacionámos mais à frente, indo a seguir visitar o Palais Bénedictine, que foi construído em 1900 e que é famoso por lá se fabricar o conhecidíssimo licor D.O.M. Bénedictine, inventado por Dom Bernardo Vincelli na Abadia de Fécamp no séc. XVI, o qual é feito à base de 27 plantas e espécies dos quatro cantos do mundo.

Em 1863 Alexandre Le Grand descobre a receita secreta e decide decifrá-la e elaborar este misterioso licor, baptizando-o de Bénedictine. Em 1873 a produção atinge 150000 garrafas e Alexandre Le Grand decide criar a Société Bénédictine.SA em Julho de 1876. Em 1882 mandou construir um lugar único para abrigar a destilaria: um palácio-museu onde ainda hoje o licor é fabricado.

Este palácio funciona como Museu de Belas Artes e reúne uma colecção de pinturas, esculturas, manuscritos, etc. Também expõe uma colecção de plantas e especiarias do mundo inteiro, formando com elas belos quadros. A destilaria e as caves são o lugar da elaboração e da maturação do licor beneditino.
Passámos de seguida pelo espaço da degostação, onde nos deram a provar um pouco deste licor. Antes da saída passa-se pela boutique, onde se podem adquirir estes licores e também bombons e caramelos, além de outras recordações.
Depois da visita ao palácio fomos buscar a AC e fomos até à Abbatiale de la Trinité, que é uma velha abadia com as dimensões de uma catedral, construída entre 1168 e 1219 e que abriga numerosas obras de arte.














Terminada a visita, retomámos a nossa viagem com destino a Dieppe, onde estacionámos. Esta cidade foi reconstruída depois da II Guerra Mundial, durante a qual foi muito danificada. Ela é o lugar de férias mais antigo de França. Tem uma grande extensão de praia, só que em vez de areia tem pedra miúda. Tem também um grande porto de pesca.









Assim que parámos fomos à procura de um restaurante para almoçar, porque já se estava a fazer tarde e depois de termos passado por alguns, optámos por um e entrámos, tendo subido ao 1º andar, onde almoçámos.
Depois do almoço fomos dar uma volta por uma rua comercial só de peões e fomos visitar a Église St.-Jacques, que estava em obras e que se notava bastante deteriorada, tanto interior como exteriormente. Esta igreja construída entre os séc. XIII e XVI, sobre os vestígios da pequena capela Sainte Catherine, depois duma primeira igreja ter sido destruída em 1195, foi através dos séculos mudando várias vezes de função: dormitório durante a Revolução Francesa e depois sala de espectáculos.
Restaurada por Louis-Philippe, a fachada foi edificada no séc. XIV e viu-se dotada de uma torre no século XV que abriga 3 sinos baptizados de Catherine, Geneviève e Hélène.
No interior, a nave e o coro edificados no séc. XIII, são acompanhados no séc. XV pelas capelas laterais.
O orgão foi colocado no séc. XVII.
Fomos depois até ao porto e demos a volta pela praia, regressando de seguida ao parque onde tínhamos deixado a AC.
Quando fui à máquina para pagar, estava lá um técnico a repará-la e disse-me que podia sair. Reparei então que a cancela estava levantada e assim saí sem ter de pagar.
Após este episódio, continuámos a viagem pela D915 na direcção de Paris e mais à frente, em Gournay-en-Bray, seguimos pela N31 no sentido de Reims, passando por Beauvais. Quando já começava a ficar preocupado por não encontrar um camping, pois Portugal jogava com a Holanda as meias-finais às 20.45 e já passava das 20, ao passar em Fismes pareceu-me ver uma indicação de camping e voltámos um pouco para trás para confirmar. Verifiquei que tinha razão e foi assim que seguindo a indicação, ficámos no Camping Municipal de Fismes, onde chegámos às 20.30. Vimos o jogo e Portugal ganhou por 2-1, apurando-se para a final.

22º Dia - Fismes/Turim - 808.6 Km

Saímos do camping às 07.45 e fomos direito a Reims, onde seguimos pela N44 até Châlons e daqui continuámos pela mesma estrada até Vitry-le-François, onde entrámos na N4 para St.-Dizier, virando nesta localidade pela N67 para Chaumont e depois pela N19 até Langres, entrando aqui na N74 para Dijon.

Parámos um pouco antes desta cidade para almoçar e seguimos viagem logo que acabámos. Em Dijon continuámos pela N74 até Chagny e depois pela N6 até Tournus, virando aqui para Bourg-en-Bresse pela D975. Depois desta cidade fomos pela N75 e pela N504, que é uma estrada de montanha junto ao rio Reno, até Chambéry onde entrámos na auto-estrada A41 e mais à frente seguimos pela A43 (Autoroute de la Maurienne) até ao Túnel de Frejus, o qual percorremos através dos seus 13 quilómetros que ligam Modane em França com Bardonecchia na Itália. A construção deste túnel começou em 1974 e abriu ao trânsito em 12 de Julho de 1980, encontrando-se a fronteira entre os dois países dentro do mesmo.
À saída deste túnel, já em território italiano, seguimos pela A32 para Turim, chegando a casa da C. às 21.45. Ainda conseguimos ver a 2ª parte do jogo das meias-finais entre a Grécia e a República Checa, que ao fim dos 90 minutos estava empatado a zero, tendo de ir a prolongamento. No final ganhou a Grécia com um golo marcado mesmo nos últimos segundos da 1ª parte, acabando logo de seguida o jogo. A Grécia apurou-se para a final a disputar com Portugal, mostrando-se assim a grande surpresa deste campeonato europeu. De salientar que em Turim se fazia sentir muito calor.

23º Dia - Turim - 0 Km

Hoje estivemos em casa da C. e à hora de almoço fomos como de costume, ter ao trabalho dela para irmos almoçar juntos. Depois do almoço ela voltou para o trabalho e nós fomos até ao nosso já velho conhecido Parque Valentino, onde estivemos a descansar.

Às 17.30 lá estávamos à porta do emprego e quando ela saiu fomos para casa.

24º e 25º Dias - Turim - 0 Km

Estes dois dias, sábado e domingo, foram passados em família e nada de especial se passou.
Estivemos em casa a pôr as conversas e as saudades em dia, só tendo saído para ir ao supermercado e a uma feira essencialmente de roupas. No domingo assistimos ao jogo Portugal-Grécia, para a final do campeonato europeu e para nossa grande desilusão a Grécia ganhou por 1-0, sagrando-se assim campeã europeia. Havia uma grande expectativa à volta da selecção nacional, como nunca se tinha visto, mas saiu tudo ao contrário.

26º Dia - Turim/Fraga - 988.2 Km

Saímos de Turim às 7 horas e fomos pela auto-estrada A32 até Oulx, onde saímos e seguimos pela estrada SS24 até Claviere por onde entrámos em França, tendo logo a seguir o Col de Montgenèvre onde parámos para tomar o pequeno almoço.
A partir daqui continuámos a viagem pela N94, passando por Briançon e Gap e seguindo até Orange, onde entrámos na A9.
Este é sempre o nosso trajecto quando vamos ou quando vimos de Turim e quando o nosso objectivo é a ida ou o regresso, sem outros interesses pelo meio.
Almoçámos um pouco mais à frente, na área de Tavel Nord e após o almoço continuámos a viagem até Le Perthus, que é a fronteira com Espanha.
Entrámos em Espanha às 18 horas e seguimos pela auto-estrada AP7 até Barcelona e depois na direcção de Lérida pela autovia A2. Em Lérida andámos à procura do camping, mas verificámos que já não se encontrava em funcionamento.
Vimos então uma indicação de camping em Fraga e seguimos para lá. Quando chegámos a esta localidade, o camping estava bem sinalizado mas, ao chegar a ele, não se via ninguém e o mesmo parecia estar vazio e a M.A. não queria lá ficar. Quando tentei voltar para trás, vi que o caminho que tinha trazido tinha sentido proibido e a única saída era atravessar o camping.
Entretanto verificámos que afinal havia lá outras pessoas e resolvemos ficar. No fundo, o camping até era jeitoso. Chegámos práticamente às 22 horas e como já era tarde, fomos jantar no restaurante do camping, que tinha muito bom aspecto. Comemos um prato de carne grelhada que constava de uma costeleta de porco, uma salsicha e uma espetada, acompanhado de batata frita e para empurrar, uma garrafa de vinho da casa.
No caminho de Barcelona para Lérida, apanhámos alguma chuva e viam-se relâmpagos ao longe.

27º Dia - Fraga/Algueirão - 1123.4 Km

Hoje acordámos com chuva e trovoada.
Saímos do camping às 08.30 e fomos na direcção de Zaragoza pela NII e A2. Em Zaragoza continuámos pela A2, que era a antiga NII, até Madrid.
Em Madrid está tudo modificado. As antigas estradas nacionais (N) são agora (A) com o respectivo número e fizeram auto-estradas com portagem, que são (R). Seguimos pela M40, que é uma circular, até entrarmos na A5 (antiga NV) para Badajoz. Aqui também começa uma auto-estrada para Badajoz, com a designação de R5, mas que ainda só tem alguns quilómetros.
Parámos à entrada da A5 para almoçar e seguimos viagem logo após o almoço. Chegámos à fronteira de Portugal às 18.20 (17.20 pela hora portuguesa) e seguimos pela auto-estrada A6 e depois pela A2 e virando pela A12 para a Ponte Vasco da Gama, tendo-a atravessado...

...e seguido pelo IC17 e IC16 para Belas e finalmente Algueirão, onde chegámos às 20 horas, tendo assim terminado a nossa viagem de 2004, sem contratempos.


ESTATÍSTICA

Distância percorrida: 7649.9 Km
Total de gasóleo: 753.35 Litros
Despesa em gasóleo: 586.99 €
Média de consumo aos 100 Km: 9,85 Litros
Despesa com portagens: 165.45 €
Total de noites em campings: 19
Despesa em campings: 247.91 €
Despesa média em campings:
Espanha: 14.965 €
França: 12.822 €


Obs.: 2 Adultos e autocaravana.

3 comentários:

Vagamundos disse...

Mais um relato de viagem que termina. Mas que nos deixa uma vontade enorme de seguir os vossos passos. Viajamos contido por locais na França verdadeiramente "off the beaten track", sem hordes de turistas.
Abraços

Rosa Maria disse...

Olá João, como é bom rever alguns lugures que a gente conhece e conhecer outros através de suas fotos e descrição.
As fotos estão muito bonitas, mais uma vez parabéns pelo blog.
Um forte abraço
Rosa Maria

Sueli e Jefferson disse...

Estamos fascinados pelo seu blog
É uma verdadeira aula de história
Parabéns
Estaremos sempre por aqui e obrigado por nos seguir
Abraços
Sueli e Jefferson Gomes