segunda-feira, 30 de novembro de 2009

2006 - Viagem a França e Itália, realizada de 1 a 19.09, com passagem por Espanha e Suíça, num total de 5359.8 Km

Na imagem abaixo está apresentado o percurso efectuado.1º Dia - Algueirão/El Temple - 1053.5 Km

Saímos do Algueirão às 06.30 e fomos pelo IC19 até Lisboa, atravessando-a pela 2ª Circular e passando o rio Tejo pela Ponte Vasco da Gama.
Saímos depois para o Montijo, onde virámos para Pegões, tendo seguido pela N4 até perto de Elvas, onde entrámos na auto-estrada na zona onde já não se pagava portagem. Tomámos o pequeno almoço antes de Vila Boim e passámos a fronteira do Caia, por onde entrámos em Espanha, às 09.50 (10.50 em Espanha).
Após ter tomado o pequeno almoço, troquei de roupa e já em Espanha quando fui meter gasóleo e depois de ter ido pagar, ao regressar à AC a M.A. reparou que eu tinha a camisola vestida do avesso e só nessa altura a virei (dizem que dá sorte, não é?).
Em Espanha fomos pela A5 até Madrid, tendo parado para almoçar numa área de serviço da Repsol a cerca de 120 Km de Madrid.
Depois do almoço continuámos a nossa viagem e a partir de Madrid seguimos pela A2 para Zaragoza, tendo nesta cidade andado à procura do camping Casablanca, o qual nos disseram já não existir. Dirigimo-nos então pela A23 (Autovia Mudéjar) para Huesca, tendo ficado alguns quilómetros antes, no Camping El Temple, na localidade do mesmo nome, onde chegámos por volta das 21 horas.
Este camping ficava num pinhal muito fechado e tinha umas casas de banho muito pequenas para o tamanho dele, mas que eram muito boas.

2º Dia - El Temple/Auch - 336.5 Km

Saímos do camping às 9 horas, mas antes de sair verifiquei que o depósito da água limpa estava quase a arrastar pelo chão, em virtude de se ter partido uma das abraçadeiras que o prendia. Seguimos com algum receio pela N330 até Huesca, onde logo à entrada vimos uma oficina da Peugeot e fui lá ver se eles me podiam resolver o problema, até porque era sábado e portanto início de fim de semana. Muito simpáticamente o empregado foi buscar um rolo de corda para tentar remediar, a qual eu achei que era demasiado fraca. Então ele indicou-me um supermercado ali próximo e fui lá comprar uma cinta, daquelas de apertar mercadorias, após o que voltei à oficina para ele ma colocar, com a ajuda de um macaco para fazer subir o depósito. No final não me queria levar dinheiro (espanhol simpático) e eu dei-lhe 10 €. Resolvido este pequeno incidente, reeniciámos a viagem e fomos parar no supermercado para tomar o pequeno almoço.
Depois desta curta paragem, prosseguimos pela A23 e N330 até Sabiñánigo e daqui pela N260 para Biescas, parando mais à frente para almoçar.
Depois do almoço continuámos pela mesma estrada até El Portalet, que se encontra a 1794 metros de altitude, tendo aqui entrado em França e seguido pela D934 até Laruns, onde virámos pela D918 para Eaux-Bonnes, que fica nos Pirenéus Atlânticos.
Fomos depois na direcção de Col d'Aubisque, mas como não vimos nada que nos despertasse a atenção, voltámos para trás e seguimos pela mesma estrada até Laruns e aqui continuámos na D934 até Louvie-Juzon, onde virámos pela D35 e D937 para Lourdes.
Passando Lourdes, seguimos pela N21 para Tarbes e daqui continuámos até Auch, tendo ficado no Camping Municipal Ile Saint-Martin, onde chegámos às 19 horas.

3º Dia - Auch/Florac - 362.1 Km

Saímos do camping às 09.45 e fomos pela N124 para Toulouse, onde entrámos na N88 até Albi, tendo aqui virado para Millau pela D999.
Parámos nesta estrada para almoçar e após algum descanso, continuámos a viagem até Millau, onde parámos para ver o Viaduto de Millau sobre o qual havíamos passado o ano passado. Esta estrada passa por baixo do viaduto e a curta paragem fez-se num parque por baixo dele.
Seguimos depois pela D110 para Montpellier-le-Vieux, onde estacionámos e fomos visitar os Chãos de Montpellier-le-Vieux, que é um local privado declarado de interesse turístico e que foi descoberto em 1883. Foram marcados circuitos e são cobradas entradas para a sua visita.
A paisagem é de pedras parecendo esculturas, as quais foram cavadas pela acção da água e do vento. Todas elas têm nomes, como: o Coelho, o Navio, a Ânfora e há arcos por onde passamos para entrar em miradouros estratégicos sobre a floresta.Apanhámos o Petit Train e fizemos nele o percurso até à Porta de Mycenes, onde ele parou por alguns minutos para as pessoas irem a pé ver a Porta.Após esta visita continuámos pela D110 até Meyrueis e depois pela D996 até Florac, onde chegámos pelas 19.30 e ficámos no Camping Municipal Le Pont du Tarn.
Todas estas estradas desde Millau são bastante estreitas e com subidas e descidas.
Quando estávamos a entrar reparámos num grupo de jovens que também estavam a entrar, mas que já se encontravam no camping e que se faziam acompanhar por quatro burros.

4º Dia - Florac/St. Étienne-de-Crossey - 332.2 Km

Saímos do camping às 10 horas e quando estávamos a sair, lá ía também a sair o grupo de jovens com os burros, indo os jovens com mochilas e os burros com alforges.
Seguimos pela N106 até Mende e neste percurso eu ía como se costuma dizer, com o coração nas mãos, porque quando saímos do camping já levava a luz do gasóleo acesa e esta estrada era de montanha, toda a subir e com curvas e eu não sabia onde havia uma bomba e se o gasóleo chegava até Mende.
Em Mende não vimos nenhum supermercado, onde o combustível é sempre mais barato e então meti apenas 10 € na primeira bomba que vi, para me dar até encontrar um supermercado.
De Mende seguimos pela N88 no sentido de Le Puy, até Pradelles. Nesta estrada passámos por um intermarché e fui lá para abastecer de gasóleo, mas apesar do empregado da caixa ainda lá estar, a mesma já estava encerrada por já passar do meio-dia e nos supermercados, quando fora de horas, as bombas só funcionam com cartões franceses e nós tivemos de seguir viagem.
Em Pradelles virámos pela N102 para Aubenas, tendo entretanto voltado a acender-se a luz do gasóleo e com medo de não chegar a Aubenas, voltei a meter algum gasóleo.
Parámos um pouco à frente para almoçar e retomámos a marcha logo de seguida, continuando pela N102 até Aubenas, virando depois para Privas pela N304.
Seguimos para Valence pela N7 e N86 e em Valence entrámos na N532, que era uma via rápida, até Bourg-de-Péage, onde virámos pela D92 e depois pela D520 para Chambéry, tendo parado alguns quilómetros antes, em Saint Étienne-de-Crossey, onde ficámos no Camping Municipal de la Grande Forêt, tendo chegado às 19 horas.

5º Dia - St. Étienne-de-Crossey/Groisy - 118.2 Km

Saímos do camping às 09.45 e fomos pela N6 para Chambéry e daqui pela N201 para Annecy, onde chegámos por volta das 12 horas, tendo estacionado num parque junto ao Lago.Annecy é a capital da Alta Sabóia e está situada a norte do Lago Annecy, o qual é famoso por ser um dos lagos mais limpos do mundo e é o segundo maior lago de França. Foi formado há cerca de 18000 anos, durante o degelo dos grandes glaciares alpinos.
Fomos dar uma volta a pé pela parte velha da cidade, indo visitar a Igreja Notre Dame de Liesse, que foi construída de 1846 a 1851 em estilo neoclássico e foi inaugurada em 1854. Sobre a fachada foi colocada em 1931, uma estátua dourada de Nossa Senhora, com uma altura de 2,20 metros.Demos depois uma volta pelas ruas destinadas a peões








e passámos junto ao Palais de l'Isle, que é o emblema da cidade e é hoje o Museu de História de Annecy, tendo sido no passado e durante dois séculos, palácio da justiça e prisão.Visitámos também a Cathédrale Saint-Pierre, que foi construída em 1535 para ser a igreja dos franciscanos.Passámos pela Igreja de Saint-François de Sales, que é a velha igreja do primeiro mosteiro da visitação, construída em 1612.Comprámos umas sandes numa loja, que nos serviram de almoço enquanto íamos andando de lugar em lugar.
Seguimos depois até ao lago e dirigimo-nos ao embarcadouro, onde adquirimos os bilhetes para um passeio de barco pelo lago, que durou uma hora.
No final do passeio fomos ainda dar mais uma volta e perto das 16 horas saímos em direcção a Genève pela N201, tendo parado em Groisy, no Camping Moulin Dollay, onde chegámos às 16.45.Ao chegar deparámo-nos com um papel na porta da recepção, onde dizia que voltavam às 17.30 e como não podíamos entrar, ficámos à espera, até que às 17.20 chegou um senhor que nos atendeu e então entrámos para o camping a essa hora.

6º Dia - Groisy/Lons-le-Saunier - 310.2 Km

Saímos do camping às 09.15 e continuámos pela N201 na direcção de Genève.
Passámos a fronteira para a Suíça e fomos na auto-estrada, passando ao lado da cidade de Genève na direcção de Lausanne, mas mais à frente vimos que já íamos mal e saímos da auto-estrada, voltando a entrar nela em sentido contrário. Saímos depois na direcção do aeroporto e entrámos em França por outra fronteira, indo dar a St. Julien.
Daqui continuámos até Annemasse, voltando a entrar na Suíça por nova fronteira e seguindo agora na direcção de Genève, passámos ao lado do Lago Lemano e seguimos na direcção de Lausanne, tendo mais à frente virado para França.
Em França fomos pela N5, tendo depois apanhado a D1005, onde parámos para almoçar num recanto da subida da região de Jura, que é uma famosa região vinícola.
Depois do almoço continuámos e fomos a Saint-Claude, onde parámos junto à Cathédrale de St.-Pierre. Saint-Claude é a capital do Haut-Jura e é tradicionalmente orientada para os trabalhos em madeira, sobretudo cachimbos, cujos fabricantes apareceram em 1850 e deram a esta cidade outra vida, havendo mesmo um museu do cachimbo.
Visitámos a Cathédrale de St.-Pierre, que foi fundada no séc. XIV como abadia e foi elevada à categoria de catedral em 1742. Em 1906 foi classificada Monumento Histórico.
Defronte da catedral, numa zona ajardinada que serve de separador central da rua, encontra-se um enorme cachimbo feito de arbustos.Fomos depois dar uma volta pelas ruas vizinhas e passámos junto do Museu do Cachimbo, que não visitámos.
Após a visita a esta cidade, seguimos pela D470 e D27, entrando de seguida na N78 para ir ver as Cascades du Hérisson, que são ao todo 31 quedas de água ao longo de 3700 metros, numa montanha que chega aos 775 metros de altitude.Estacionámos num dos parques e fomos a pé, sempre a descer, por caminhos íngremes e nalguns sítios escorregadios, até à Cascata de l'Eventail, que é a cascata principal e que cai de uma altura de 65 metros, valendo só por si, a descida.Voltámos depois a subir e passámos por detrás da Cascata le Grand Saut, que cai de uma altura de 60 metros, o que fez com que ficássemos todos molhados.Na subida levámos precisamente uma hora. De novo na AC, seguimos até S. Laurent e continuámos pela N5 na direcção de Champagnole, virando em Pont-de-la-Chaux pela D75 até Llay e depois pela D39 até entrarmos na D471, indo por ela para Lons-le-Saunier, onde chegámos às 20.15 tendo ficado no Camping La Marjorie.

7º Dia - Lons-le-Saunier/Pontarlier - 159.7 Km

Saímos do camping às 09.05 e fomos dar uma volta pela cidade. Lons-le-Saunier é a capital do Jura.
Parámos a AC junto ao Teatro e fomos a pé ver a zona ali à volta.
Passámos na Place de la Liberté, que é incontestàvelmente, depois da destruição das muralhas, o coração da cidade.Fomos pela pitoresca Rue du Commerce, também conhecida por Rue des Arcades, que como o seu próprio nome indica, é uma rua toda de comércio, o qual se localiza debaixo das arcadas dos prédios.As casas desta rua foram inicialmente construídas em madeira e totalmente reconstruídas depois do incêndio de 1637, em pedra e cobertas com telha. Na extremidade da rua encontra-se o Beffroi, mais conhecido por Tour de l'Horloge, que substituiu uma velha torre de guarda, destruída ao mesmo tempo que as muralhas, no início do séc. XVIII. Nesta rua localiza-se a Casa Natal de Rouget de Lisle, que foi o autor de "La Marseillaise" (hino nacional francês), cuja estátua se ergue na Place de la Chevalerie.Esta estátua foi construída em 1882 e é obra do mesmo escultor a que também se deve a estátua da liberdade de Nova Iorque. Ela foi restaurada e classificada Monumento Histórico em 1992, por ocasião do bicentenário da "Marselhesa".
Voltámos à AC e fomos pela D471 à procura do Cirque de Baume. Virámos para Baume-les-Messieurs, onde se encontra uma abadia do séc. IXe continuámos até ao Cirque, que tem uma vista espectacular e quedas de água.Voltámos para Lons-le-Saunier, seguindo depois pela N83 até Arbois, onde parámos e demos uma volta.
Passámos na Igreja de St. Just, do séc. XII, que não visitámos por se encontrar em obras.
Continuámos até à Place de la Liberté e nesta praça virámos para a Grande Rue, onde no nº 22 fomos almoçar no Restaurant des Arcades, tendo escolhido um menú típico da região de Jura. Após o almoço voltámos à Place de la Liberté e depois de a atravessar, continuámos pela Grande Rue até ao nº 83 da Rue de Courcelles, onde fica a Maison de Louis Pasteur, que íamos visitar. Como esta só abria às 14 horas, estivemos alguns minutos à espera. Louis Pasteur foi um químico e biólogo, que nasceu em 1822, tendo sido o inventor da vacina contra a raiva em 1886 e a sua casa conserva-se intacta desde a sua morte em 1895.Depois da visita viemos pela Place Notre-Dame, onde se situa a Église de Notre-Dame, defronte da qual há uma zona ajardinada onde se pode ver a estátua de Pasteur.Em Arbois também existe o Museu da Vinha e do Vinho, mas que não visitámos.
Regresámos à AC e continuámos pela N83, virando depois pela D472 até Salins-les-Bains, onde fomos visitar Les Salines, que são umas antigas salinas que produziam o sal por evaporação, depois de captarem a água salgada do sub-solo através de bombas.Estas salinas foram durante mais de um milénio a prosperidade de Salins e cessaram a sua actividade em 1962, sendo classificadas Monumento Histórico. São formadas por galerias subterrâneas do séc. XIX.Após esta visita continuámos pela D472 e pela D72 até Pontarlier, tendo-nos instalado no Camping Le Larmont, onde chegámos às 19.45.
Continua ...

3 comentários:

Vagamundos disse...

De todas os recantos maravilhosos que nesta crónica partilhas aCascata de l'Eventail foi a que mais nos encantou. Vocês conhecem a Espanha e a França como a palma da mão :)
Abraço

Graça e Paulo Doutel disse...

Espectacular as formaçoes rochosas em Montpellier-le-Vieux. Em Cuenca, Espanha, também há uma zona chamada Cidade Encantada onde a erosão do vento e da chuva deu formas engraçadas às rochas. Mas, estas em França parecem ser mais interessantes.

João Morgado disse...

Anabela e Alexandre,
A grande vantagem da autocaravana é precisamente percorrermos outros caminhos e não só as grandes cidades. Quando se vai na estrada e se vê uma tabuleta, desvia-se e vai-se ver.
Um abraço

Graça e Paulo,
Também estive em Cuenca, em 2008 e embora parecidas, são diferentes. Já falta pouco para publicar essa viagem.
Um abraço